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quinta-feira, julho 14, 2022

O CASTELO DO NEVES - ERIC PONTY

Matriarca: Servo não tardes noturnas; assim teus cabelos esvaem entre às Neves do castelo? Por que chegaste a essa hora tardia?  
Servo: A minha hora é chegada quando os outros servos já partiram. Sobrou alguma coisa para mim neste castelo? Sempre tardo quando se fez o dia.
Matriarca: que podes fazer nesta noite tão tardia.
Servo: Fazei de mim o teu poeta.
Matriarca: Que maluquice é está?
Servo: Renunciarei a qualquer outro trabalho. Desfiz das minhas armas lançando ao pó. Não me enviei para cortes distantes, fazei de mim o teu poeta.
Matriarca: Qual será o teu afazer?
Servo: O dos teus afazeres. Manterei sempre com poesia fresca com versos pela tua passagem, por exemplo, onde passas todas as manhãs, a cada passo teu, os versos ávidos para serem recitados. Esses versos abençoaram o pé que as esmagas. Enquanto a lua, que se ergue logo cedo na noite esmaecida, lutará contra os meus versos por te beijar o teu rosto.
Matriarca: Me demonstre então sua habilidade.
Servo: 
Um dia lhes escrevi: “Minha fortuna,
Não será missiva passado”. Por perto,
Soldado em guarda quis o assim acerto,
Enaltecer, mirando além do puro.

Matriarca: Meu servo fora ouvido cada sílaba do poema, junto das tuas súplicas.
ERIC PONTY
O POETA ERIC PONTY VAGUEIA ENTRE OS OUTROS POETAS NA ABL


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