MARIA CARMEN VIEGAS LADEADA PELO MEU PAI
Que me quer, que a mim pai está saudade me arde,
Fazia o coro cantar, no ar música egrégios,
Já um dó sem valor, há ruir no áureo altar
Mal aclarava o toque em frígida da chave.
Íamos sós os dois – saudade – o pensamento
E os devê-los ao céu, flutuando ao sabor léu.
E eis que ele a me fitar, num enternecimento,
Filho: - qual foi, no versar teu Auro momento?
Com a voz patriarcal de vibrações amenas,
Em furtiva resposta eu disse apenas,
E toquei suas mãos nuvem, devotamente.
A primeira emissão... como fui abençoado,
E que encantado tom, que sibila atraente,
Tem o diáfano som dos lábios encantados.
ERIC PONTY
Nenhum comentário:
Postar um comentário