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quarta-feira, julho 27, 2022

DOIS SONETOS PARA DANTE NUM BUSTO da ABL - ERIC PONTY

PARA ALEXANDRE SCHUBERT




E assim inicie: Poeta, és tua virtude,
Olhas sê há em mim valentia sê assim,
Para o alto engenho que ora me pedes,
Do corpo corruptível, és imortal.

Sê arcabouço me faço inda patente,
Cortês lhe permitisse pelo qual,
Tua nobreza cá tem seu momento,
Visão clamada à mente, que não herda.

Eu aprontava apartar, afrontar guerra,
Ó amada, tu escreves que eu dizia,
Visão chamada à Morte, que não erra,

Mas que o opositor de toda a fé,
Do corpo corruptível, és imortal,
Século andou, afetuoso inda presente.




Mas eu por quê? Por que a Tua graça arde,
Bem mais que alvorada que aos olhos dela,
E me sabem menor que está licença,
Curvo-me à Vós mundo que inda perdura.

Cuja flama no mundo que inda dura,
Em seu dizer angelical já se irmana,
Como quem deixa aquilo que procura,
Cuja lama no mundo profana alma.

Já muitas vezes os homens ensobra,
E ao tempo ampara iguala amor irmana,
Ou por novo pensar muda a proposta.

Seguia eu entre suspensos quando vi,
Que me clamava santa dama ouvi,
E de começar pelas coisas depura.
ERIC PONTY
POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY

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