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quinta-feira, julho 28, 2022

A FLAUTA DE JADE - ERIC PONTY

 Para Stael Viegas


Em fileiras negras, existem gansos selvagens cruzando o céu. Ainda existem ninhos. O vulto da montanha parece ser o mais pesado. És achei perto de uma árvore uma fonte onde havia uma Flauta de Jade.

Tocaste sem fim, pois esse é teu ofício. Vivis a tocá-la nos cerimoniais e cortejos dos policiais Mortos pelas milicias, E, troca de tiros pelos confrontos sendo esse ofício enchendo-a de melodias para que esses policiais possam repousar no vulto da montanha.

Ao toque imortal de teus lábios na flauta de Jade, o meu pequeno íntimo olvidou tais traços da alegria e escuta das inexprimíveis melodias, será que são ao cantarem esses seus destinos?

Teu infindo tom de tua Flauta de Jade chega até mim trazendo os murmúrios desses policiais numa harmoniosa cantiga às minhas exíguas mãos. Passam os anos vais vertendo sempre essas alegrias de escutar essas inexprimíveis melodias...

ERIC PONTY
  
POETA, TRADUTOR, LIBRETISTA ERIC PONTY

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