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terça-feira, julho 19, 2022

A MORTE DO NATURALISTA - (trecho) - Seamus Heaney - Trad. ERIC PONTY

Todo o ano o linho-do-mar apodrece no coração,
Vindo do interior; verde e de cabeça pesada,
Linho tinha apodrecido ali, ponderado por enormes terras.
Diariamente inclinava ao sol cativante.
Bolhas gargarejadas delicadas, garrafas azuis,
Teceu uma forte gaze de som em torno do cheiro.
Havia libélulas, borboletas malhadas,
Mas o melhor de tudo foi a quente e grossa baba,
De papagaio de rã que cresceu qual água coagulada,
Na sombra dos bancos. Cá, todas as Primaveras,


 Seamus Heaney - Trad. ERIC PONTY

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