A luz que o rodeia ilumina todas coisas que estão sobre teu orbe. Ao esculpir da vida da tua escultura reflete igual as músicas soam de céu para céus numa grande sinfonia.
A torrente de efígies da tua escultura vem a irromper qualquer obstáculo que intervenha. – De ti as efígies se apoderam de todas coisas.
A minha existência anseia por juntar-se a tua efígie, mas sendo inútil tal esforço de te fazer-lhe eco. Poderia dizer-lhe sobre estas coisas, mas, minha linguagem não vem a se transformar em louvor, sendo, que permaneci atarracado, com minha lástima; só me restando o silente dos dias e das noites, que fico espantando tua efígie em um tom de voz altiva. Ó tu retiraste de mim o dom dos espelhos, que nada mais reflete.
Fizeste de mim teu prisioneiro no sem fim de tua escultura, ó vós que sóis o escultor da minha efígie.
ERIC PONTY
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