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sexta-feira, julho 01, 2022

A ESTÁTUA DE JOB II - ERIC PONTY

Não sei como esculpis, ó alado! Ouço sempre silente tal qual se transforma.

A luz que o rodeia ilumina todas coisas que estão sobre teu orbe. Ao esculpir da vida da tua escultura reflete igual as músicas soam de céu para céus numa grande sinfonia.

A torrente de efígies da tua escultura vem a irromper qualquer obstáculo que intervenha. – De ti as efígies se apoderam de todas coisas.

A minha existência anseia por juntar-se a tua efígie, mas sendo inútil tal esforço de te fazer-lhe eco. Poderia dizer-lhe sobre estas coisas, mas, minha linguagem não vem a se transformar em louvor, sendo, que permaneci atarracado, com minha lástima; só me restando o silente dos dias e das noites, que fico espantando tua efígie em um tom de voz altiva. Ó tu retiraste de mim o dom dos espelhos, que nada mais reflete.

Fizeste de mim teu prisioneiro no sem fim de tua escultura, ó vós que sóis o escultor da minha efígie.

ERIC PONTY

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