À hora em que os corvos empoleiram sobre à Torre da Catedral, acontece certas danças da bela Mamirauá embriagam muito de um Imperador, que não olvida um poema lido há muito tempo, lhe pertencendo à alma Imperial:
Vós dizes-me, eu lembro-me, à glória construída
Sobre princípio egoístas, é embaraço e culpa.
Feitos que os homens espantam meio divino,
Não são nada, porquê devasso em tua concepção.
Estranha doutrina está! Sem lágrimas escrúpulos,
Já o loureiro que o próprio relâmpago poupa,
Trazendo o teu troféu do guerreiro pra o pó,
Comeste à tua espada ensanguentada ferrugem.
A flexa prateada com tons de ouro anunciava há muito que o pranto noturno havia chegado; a Lua em vestes doiro, olhares de vitral, banhava-se Nest ‘águas da Mamirauá; já que o vento trazido pela aurora extinguira os astros celestes, e, Mamirauá infatigável ainda estava a dançar ainda, para o seu Imperador ainda.
Agora, o teu Imperador está dormido, bem junto à constelação. Dissesse à sombra de uma flor de prata e ouro dançava lhe sobre à tua fronte.
ERIC PONTY
Nenhum comentário:
Postar um comentário