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sábado, junho 25, 2022

SONETO INFIMO - TRAD. ERIC PONTY

O POETA ERIC PONTY LADEADO PELA EDITORA GALLO BRANCO

Senhores da tempestade que amparam,
Augustos sonhos que neste dilúvio,
Nos redobram à consciência nas janelas,
Onde passam homens, sombras e sons.

Será que diante desta tempestade,
Cavalgam réstias de infinitos dobres,
No badalar ausentes de ínfimas horas,
Saberecarão Mortos postos réstias.

Duma multidão murmurar às gentes,
Suas dores, seus réquiens que  o Todo,
Se ajuntam qual numa Urna infinitos.

Uma vez, que trespassados dos cumes,
Sendo há navalha pia cortam-nos buços,
Que brincam com memória dos Lenheiros.
ERIC PONTY

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