Eu que te espero tanto qual luar,
Que meu pobre peito arde ilusão,
E quando mais me seja uma dor Sol,
Quanto queimar minha entranha se estranha.
Eu que te espero tanto abaixo velos,
Que quero acariciar em qualquer tempo,
Para que teus velos que se escorram,
Quais cataratas pelos no meu peito.
Ao te esperar em qualquer lugar certo,
Minh ´alma encarna em sonhos tão distantes,
Senão porquê Minh’ amada eu me perco.
Quanto mais te soubesse humilde cerco,
Nem melhor tua presença aparta perto,
Que um pombo entre tumbas te chamar.
ll
Não havendo dúvidas sobre o tempo,
Saberia o cais do Lenheiro que d´água,
Nasça apelo sem um tempo que o diga,
Pois são as nuvens que fazem em choros.
Sendo a criança que vagueia o tempo,
Entre cavalo já entre cavaleiros,
Convergem seus cavalos em rédeas,
Para que sabotem cavaleiros eras.
Me deem o nascimento das épocas,
Da mudez das mulheres só, saudades,
Que elas falem em qualquer duns tempos,
Podem ser mulher humilde não ignota.
Que então goste do tempo cridos lágrimas,
Que pelo menos tenham ouvido Ovídeo,
Em prantos, lástimas, degredos, choros.
Ó saberão elas pelos cumes horas,
Não vividas, mas, porém, delicadas,
Que compartilhem os mesmos dos gozos.
ERIC PONTY
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