Desgraça de uns cruel doutros tão crente,
Sendo que sigo ao rigor temo estar,
Tão solitário e solteiro nenhum par.
Viu-me com temporal, só dentre gentes,
Carregado mui fé que me silencia,
Dar queixa-se desgraça, dá estadia,
Terei que submergir Deus complacência.
No teu campo florido passam dias,
Tal solitário e solteiro sem casar,
Sê descuido do futuro em presente.
Não sendo perspicaz pelo meu zelo,
Que se explique tua culpa fez do inferno,
Só vos lembro que esposa é providente.
ERIC PONTY
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