Ao Eric Ponty
Era de perguntar, são quantas
as vozes do poeta, os seus modos
de nos dar, em palavras-andas,
o que acolhe do diário solo,
o que acolhe do diário solo,
de advogar o viés, de esperar
uma outra mão, essa que enfim
desfaz o limite e o lugar,
e escrever se torna sem fim?
*
Era de perguntar, o poeta
do ator em cena quanto tem?
E se dele a máscara arreda,
sob haverá o rosto de alguém?
Ou ali apenas acena o ausente,
esse que quando diz já não é
senão o autor de um livro doente,
antes do de, depois do até?
*
Abraços,
Fernando Fiorese
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