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quarta-feira, junho 29, 2022

ORA PRO NOBIS - ERIC PONTY

 I

Nas tardes de São João há muito azul no céu,
Eu saio às vezes, sigo-me pela oito,
Mastigando às réstias, com peito n´alma,
Numa roupa irreal de há seis anos atrás.

Desço no vau dos Lenheiros dianteiros,
Para ir tomar na Fonte Legalidade,
E sê acaso me deparo com rubro,
Vou esvaindo-me o sangue em torno céus.

Fico cá respirando o cheiro d´aves,
Entre prelúdios sons que já me tocam,
É quando por acaso dizer frades.

Seguindo dum olhar não sem angústias,
Nós todos, terrestres, sem contrição,
Iludimos em comum verve espuma.

II

Não me cansei de cantá-la efígie,
Pois tu és meu pão, és leite, és café,
Meus dias já idos, amigo esvaídos,
Dum Arco íris que iluminou às tardes.

Foram os dias, amigo às ilusões,
Da ilusão dos meus ritos havidos,
Onde ganhadores ganham batatas,
Dos magos incinerados flamas.

Por favor, Minh alma esvai-se toda,
Comunique pôr e-mail, epifania,
Pode-se ser que esteja com um anjo,
Tentarei apaziguar Minh alma empara.
ERIC PONTY

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