1) O Brasil, como única nação de língua portuguesa nas Américas, ocupa um espaço todo especial na realidade da poesia americana? O isolamento tem sido inevitável? Continua a ser?
Se pensarmos propriamente numa linguagem especificamente que é realidade semântica da língua portuguesa está ocupa por sermos uma nação que diz a mesma língua em quase toda sua extensão demográfica. Talvez isto seja a nossa grande conquista enquanto povo, por termos esta intensidade com a língua lusitana que hoje faz parte de nós e de nossa identidade. Se esta “um espaço todo especial na realidade da poesia americana” eu penso que seria de um ufanismo tal afirmação, uma vez, que dividimos espaço com três línguas de forte tradição poética tais qual a língua inglesa e espanhola e francesa.
O nosso isolamento se deve muitas vezes a nossa incompetência enquanto consciência de lidar como cidadãos em relação a nós mesmos. O brasileiro ignora que este país foi parte de um império e as dimensões que isto significa enquanto constituição da história na formação de povo e de suas conquistas. Ignorar isto é estar à deriva enquanto identidade como povo. Um povo consciente não nega seu passado, mas o transforma como uma mudança natural de si mesmo.
Parece-me que devido para um esforço de uns abnegados está tentando acordar para tal realidade. A sociedade brasileira está tomando conta dessa realidade seja pelas inúmeras traduções tal qual eu fiz em Vozes escritas sobre a areia sendo que onde mesclei tradução e minha poesia.
Charles Perrone ( Charles A. Perrone is Professor Emeritus of Portuguese and Luso-Brazilian Literature in the Department of Spanish & Portuguese Studies, and former coordinator of Brazilian Studies in the Center for Latin American Studies, at the University of Florida. He works in retirement on the Central Coast of California.)
Nenhum comentário:
Postar um comentário