Mantidos em sigilo ao largo de 60 anos, os mais de 150 poemas de amor que o Mestre escreveu nos últimos sete anos de sua vida a Jeanne Loviton, «Jean Voilier», nos descobrem uma faceta inédita e fundamental dentro do conjunto de sua obra: Uma das séries elegíacas mais formosas da poesia francesa.
Quando se conheceram, ele tinha 67 anos e ela 35. Quando Jeanne lhe deixou para casar-se com um outro, sendo sete anos mais tarde, o Poeta só sobreviveu há dois meses ao seu estado de abandono.
Recolhidos agora, esses poemas que lhe dedicou completam com extraordinário, e, brilhante de um corpus lírico dum Poeta de obra breve e de impecável maestria, que sempre se alardeou de burlar poesia da ternura e do amor.
À Tradução espanhola de Jesús Munárriz, para o nosso gosto deixa muito desejar, pois, ao não assumir para si, uma tradução métrica, fazendo em versos ditos livres, falseando os preciosos versos em espanhol etc...
Quanto a fatura de Jesús Munárriz, não chega nem perto da poesia de Paul Valéry, não fazendo qualquer jus à língua pátria, sendo o mais importante é reunião dessa coleção de 150 poemas separados em cinco sessões das duas partes que estavam em duas Universidades em país distantes que constam nesta edição espanhola.
Mário Faustino das Alterosas
PARA D. APARECIDA FRANCO
Que leiam seus belos olhos que eu amo,
Ao considerar Dama dos céus olhares,
Sendo que minha voz fazendo de mim mesmo,
Luz confessará meu pensamento precioso.
AO fazer sentença, aforismo, blasfémia,
Raios de luz do meio, minha curiosidade,
Sou claro mui antes que deste coração doa,
Que venham estás trevas a desvanecer.
Venha para brincar, minha DAMA espiritual,
Brinco, muito doce, simpática e terna e tal,
Quero-a seu canto PETRARCA para escrever.
Quero aqui que tanto se sonhe um ar de Lira,
Tão discretamente este os de tua persona:
Que tenha meu coração leva-me assim espírito.

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