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quinta-feira, junho 23, 2022

UM SONETO DE PAUL VERLAINE, OUTRO DE PAUL VALÉRY - TRAD. ERIC PONTY

Guilherme Jorge de Rezende

 NEVERMORE

Memória, memória, Que querem de mim? Outono
Fazendo tordo voar por meio do ar monótono,
E sendo sol lançou um raio muito monótono
Sobre a madeira amarela onde soprou o vento.

Nós estávamos sós, pisávamos a sonhar,
Ela e eu, nosso velo e pensamentos ao vento.
De repente, virando olhar em abalo ele:
"Qual foi o dia mais Feliz”, e, veio à sua voz douro.

A sua voz era suave e sons angelicais,
Um sorriso discreto deu-lhe a resposta,
E eu beijei a sua mão branca devotamente.

- Ah, primeiras flores, quão perfumadas são!
E como soam com murmúrio encantador,
O primeiro sim chegou dos lábios amados.
PAUL VERLAINE (#)
PARA D. APARECIDA 
Que leiam seus belos olhos que eu amo,
Ao considerar Dama dos céus olhares,
Sendo que minha voz fazendo de mim mesmo,
Luz confessará meu pensamento precioso.

AO fazer sentença, aforismo, blasfémia,
Raios de luz do meio, minha curiosidade,
Sou claro mui antes que deste coração doa,
Que venham estás trevas a desvanecer.

Venha para brincar, minha DAMA espiritual,
Brinco, muito doce, simpática e terna e tal,
Quero-a seu canto PETRARCA para escrever.

Quero aqui que tanto se sonhe um ar de Lira,
Tão discretamente este os de tua persona:
Que tenha meu coração leva-me assim espírito.
PAUL VALÉRY(#)
SONETOS TRADUZIDOS  (#) ERIC PONTY

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