Jaza silente espelho em morredouras urzes,
torrente ouvida há olvidando-se longínquo,
poderio do tanger atroz macula cruzes
faz bucólica noite donde há imensidões!
Cotidianos, o sino interpretar-se iníquo,
latejarem-se do eco árvores casarões,
é precipício do hino a terra repousar,
são meigo do puro ermo eterno das mansões.
Momento do ressoar templo pasce olvidar,
extenso desse timbre imaterial memória,
pureza desse som tangido intenso alado.
Melancolia se coze entre casta irrisória,
plácida centeia entre casta anunciação,
deste silente verbo acenar dessa palma.
II
Recoberto da brônzea elevação mineira,
Silente o calmo brio, da memória palma,
orgulhoso do alarmo da serra Lenheira,
deste afligido agrado dessa contrição.
Cânticos candidez brado cume dos hinos,
ingênuo obrar castiços sobre liturgias
dedicado do som obrar maior doação,
bradam distantes suaves serranias platô.
Brilhante eterno jaz pascendo punição,
Ô tempo passa torre! Ô entre serenos pinhos,
tangendo do passado emanação futura.
Cantarolar do bronze alma que trespassada,
em estrondosos tons em d´ondas da natura,
figurados de tons malícias ressoar nadas.
III
Consumido do tom verve bronze do arado,
se perpetrando em sons contornos olvidados,
após pobre dos nobres em estranhos cobres
encarreirada nuança ainda possessões.
Liberta dos grilhões enternecidos bronzes,
das torres sós dos templos de que erram na terra,
vera nuança gentil aos céus das contrições,
julgado timbre do eco do meio da serra!
Seres prendem pureza, primevo ossiânico,
badalados espectros dos seres sofridos,
do brilhante brandir entre seres dormidos!
Sodalício da voz à palma desvalidos,
das compensadas dores, inúteis atritos,
alimentar-se timbre admiráveis dos ritos!
IV
Se todo meu ser ermo saber murmura
êxito desta paz pascida brancura,
perto da solidão – súbito do sentido –
badalo acerba luz poço ressoado à calma!
Incerteza do bronze interior dum bramido,
tinir contínuo vácuo acaso verve d´alma,
brônzeos ressoam do sino estranhas dessas setas,
duma ramagem sábia entre cintilar rios.
Funda forâmen fluir das folhagens quietas,
tímbrico do timbre êxtase do toado firmo,
veste pascido sino alastra-se ultimar.
Se da percepção fronte ecoar lenheiro de ecos,
desde alvejado dobre ofertado dos céus,
mesclado bronze à dor sombrios múrmuros secos.
V
Mármores desse vasto eterno desses céus,
mais pleno obrar do eco abominável breu,
lasca terrestre à paz cultivada nos traz,
acalmado da anil nuvem das serras faz!
Quanto da terra jaz cova lenheira agrária,
do prado cândido céu da minha voz serena,
desse apascentar da misteriosa cor palma,
pascida tristeza! Oh arreda esta dor marmo!
Difícil bramir, rés das indumentárias,
dos ajuizados são dos zelos deste Carmo,
vastidão dessa nuança emancipa paciência.
Nobreza amarga voz estribilho do sino,
sigilo do carpir essência da existência,
tranquilas nuvens paz desta alvura da agrura.
VI
Brisa passa exaurir repercutir dos sinos,
límpidos desses tons raspou-se da candura,
das encravadas vozes sós igrejas róseas,
erguer-se serra ao dia, retumba superfície.
Protegendo do tom dessa nuança tão brônzea,
absorver-se de si, próprio brônzeo à pernície,
frontal torre, dilema este do insofismável,
deste oculto tinir casto ao acreditável!
Amanhecer se fez compassivo nos dobres
adquiriram do doído estes tão densamente,
errando na alva luz de sonidos distantes.
Da contrição da dor minha é próprio dormente
feitos rodeados traz brônzeos distantes,
tanger íntimos são desses passos mais nobres!
VII
Dos sobrados da luz postadas cruzes presas,
reservado dessa arte silente dobrar,
depositados sons fundiram aos prados.
dos dobrados se fez ausências mais espessas.
Embebida na fronte alvo crânio chorar,
dádiva desses sons transpuseram-se adros,
tirar-lhes o dobre oh afável? Brio admirável!
Tudo brandido foi! Da presença destino!
Sapiência benze fez-se dessa comprazida,
graduada palma ser devaneio dessa calma,
da esperança do hino entre nuança dos sinos.
Claros dos dobres são ondas, fonte sem alma,
dos alaridos sós duplos torres tangidas,
abrasado do lábio entre rubros, e, vastos.
VIII
Sentida dessa reza olhos frontes regadas,
brilhantes procissões em ardores mais vastos,
extrema rubra voz da lágrima olvidá-las,
da ignóbil terra à voz, pascidas corroídas.
Eternidades oh pascidos de sombrias,
carpidos se fez sorte, do tinir fatal,
do consolado dobre entre sacerdotais!
Quem dos excutam são; quais aqueles não olvidam,
Aprazível metal devotadas pronúncias,
enferrujado bronze aos embates fatais.
branco intensos que jaz das igrejas tão ermas.
Carpido desse dobre entre largos compassos,
da perecida dor terna dessa cor enferma,
se fizeram do incenso aos tangidos dos passos.
IX
Transeunte ausente ser quase do irrefutável,
desse essencial da via, tornou-se inigualável,
quem sabe se descobre, há de haver algo nobre?
Junto tresdobre mais encoberto tinir.
Dos vários metais são daqueles que não cobrem,
envolver! Do carpir ecoar-se desse evadir.
Se do existido fez ouvido escutarão,
múrmuro foi do tom expandiu-se do esvair!
Alma triste ermitão! De cujo eremitério.
dos trespassados toam nuanças desse mistério
vibram desdobres tons jamais retrocedem!
O ruído engendrou hinos d´alma vespertina,
suave! Qual o tinir à sombra deste Éden,
retorna bater voz vindoura desse arado!
X
Hino deste absoluto desdobrado azul
cintilante do sol desdobrar-se das horas,
dos alaridos céus dos silêncios do sul!
Sim! Imenso som dotado ser do agora!
Ah brônzea desta serra entre badalos círios,
vozes lenheiras mil que crivam deste sol,
Soar!... Soarem... Desta torre apascentada calmas,
carpem dos brônzeos tons do feitio desta espera!
Um retinir do céu jazido deslumbrado,
dobrar nascente já gasto dessa atmosfera,
Tornando minha palma essência vigor d´alma!
Dobrados sinos! … é fugaz tinir durar!
Do imenso se toam toar enclausurada voz,
tanger desprendeu só sólidos minerais!
XI
Silente matiz cruz de morredouras urzes,
pensamento que jaz desse ouvido longínquo,
marmóreo tanger voz das cruzes destas urzes
Tarde bucólica! Ode entre às escuridões!
Tange coloquial hino perpetrar iníquo,
latejarem mais cedo entre dessas mansões.
despenhadeiro do hino a terra repousar,
delicado do puro ermo eterno enunciado.
Tempo nave ressoar qual desse silenciar!
Qual candidez do som tangido errar zelado,
espaçoso do som, imaterial memória.
Igrejas saltem sons nuanças do relembrar!
Tanjam os ventos! Voz tangerem dobre à foz
do repousado vão esvaído dos mortais!
Eric Ponty
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