Uma negra que sacudida pelo demônio;
Quer provar, como uma criança triste, frutos novos;
E também criminais sob sua veste rasgada;
Glutona se prepara para tarefas astutas:
Ao seu ventre, feliz, compara dois mamilos;
E, tão alto que a mão não consegue alcançar,
Ela lança o golpe obscuro de suas botas;
Assim feito dalguma língua esquerda ao prazer.
Contra a nudez medrosa então dessa gazela
Que treme, deitada costas feito elefante louco;
Deitada de costas, espera e se admira com zelo,
Rindo com seus dentes ingênuos de criança;
E, entre suas pernas, onde a vítima se deita,
Erguendo uma pele negra aberta sob crina,
Avança o palato dessa boca tão estranha,
Pálida e rosada como concha marinha.
Quer provar, como uma criança triste, frutos novos;
E também criminais sob sua veste rasgada;
Glutona se prepara para tarefas astutas:
Ao seu ventre, feliz, compara dois mamilos;
E, tão alto que a mão não consegue alcançar,
Ela lança o golpe obscuro de suas botas;
Assim feito dalguma língua esquerda ao prazer.
Contra a nudez medrosa então dessa gazela
Que treme, deitada costas feito elefante louco;
Deitada de costas, espera e se admira com zelo,
Rindo com seus dentes ingênuos de criança;
E, entre suas pernas, onde a vítima se deita,
Erguendo uma pele negra aberta sob crina,
Avança o palato dessa boca tão estranha,
Pálida e rosada como concha marinha.
Stéphane Mallarmé – Trad. Eric Ponty
POETA - TRADUTOR - LIBRETISTA
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