viii.
senhoras irrepreensíveis,
firmemente lascivas
sobre lajes perigosas de um estrondo instável,
cujas
bocas caminham distintamente
seus sorrisos acusam
o crepúsculo com uma elegância destemida,
esbelta e contida
magia
enquanto em teus olhos habita
um ruído verde egípcio.
Mulheres com quem o tempo
sustenta sobretudo seus imensos lábios
Em cuja profunda nudez a morte mais crê,
meninas perpétuas pisando em direção ao amor
cujos corpos me beijam com o crime quadrado
da vida…. Cecile, o empurrão oval
de ocultar o prazer.
Alice, piadas mordazes
sobre a carne.
Loretta, chega de palhaçada,
garota…
Fran, Mag, Glad, Dorothy
ix.
mais perto: sopro do meu sopro:
não afastes de mim teus membros formigantes:
faz da minha dor o banquete enlouquecido deles:
deixa que teus tigres de doçura suave se infiltrem
lentamente em flores mudas de uma nova mistura:
mais fundo: sangue do meu sangue:
com rapidez que se encolhe para cima,
mergulha esses leopardos de sonho branco
na carne alegre do meu medo:
perfura com mais precisão
essa medula de escuridão:
esculpe uma flor de loucura com bordas malignas
em lábios cerrados
e nos olhos abertos, contorcendo-se com luz insana,
cinzela a chama mortal que se agarra vertiginosamente.
Cinzas interrogativas entre casas com bocas se enrolam
com sede. Estrelas mortas deformam. Aurora. Insignificante,
a carcaça poética de uma menina.
xi.
Deus, tem piedade de mim, a quem (Deus claramente)
a pena sexual leve, esbelta e flutuante
do seu — devo dizer — corpo? acompanha
verdadeiramente através de um gemido gotejante de jazz
cuja juventude arqueada, ocasional e íngreme, engolfa
curvando-se, a intensidade dos meus quadris;
ou, seu primeiro espasmo de carne juvenil e firme mergulha
minha altura em um clima firme, frágil e pungente,
(sem fôlego com lábios afiados e necessários) garoto,
ladra feminina do corpo bacana, rufião e malandro,
rindo com seios sábios ainda em desenvolvimento,
carne ceceante, veloz para tramar o zumbido um tanto gordo
de “I Want a Doll”,
pés ágeis e esvoaçantes com passos deslizantes
que separam a confusão do sotaque saxofônico
E.E. CUMMINGS - TRAD. ERIC PONTY
POETA - TRADUTOR - LIBRETISTA
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