PARA MINHA DOUTORA COM LOUVOR
A gata, do sono e das plumas ociosas
baniram do orbe toda a valentia,
por isso está quase confusa em seu lado
nosso temperamento, derrotada pelo jeito;
E tão extinta está toda luz branda
do céu, pela qual a vida nasce se molda,
que é estimado por ser um portento
daquele que quiser fazer nascer sua ama.
“Vai pobre e nua, minha consciência”,
Que dote do louro, que do mirto?
diz a turba, voltada para o ganho da paciência.
Terás poucos cúmplices na outra passagem:
por isso te peço ainda mais, coração gentil,
não me abandones na tua dadivosa obra.
ERIC PONTY
POETA - TRADUTOR - LIBRETISTA
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