I – Oferta de paixão
Sabe, acaso, o que é paixão? – É um pouco de espera,
É fragmento de um ser que vão diz o que pensa.
E o poeta? É um fazedor, de coração que sente,
Cuja alma para a lide é sempre incompreendida.
Pois bem, vou lhe dar paixão, e do simplesmente
Neste verso que escrevo e jamais será foi dito…
Quando, a sós, ficar disgra, e estiver esquecida,
Lerei-o que eu distante hei de ser devoto.
Já sinto – e não sei bem lhe recompensar quê,
- Que se um dia você me acende-se apenas na luz
Feita de mim qual eu já quero um pouco de você.
Mas pode ser mentira… É bem gostar portanto
Que você me ilumine apenas janela
Se não quer ser comigo uma grande decepção.
Sabe, acaso, o que é paixão? – É um pouco de espera,
É fragmento de um ser que vão diz o que pensa.
E o poeta? É um fazedor, de coração que sente,
Cuja alma para a lide é sempre incompreendida.
Pois bem, vou lhe dar paixão, e do simplesmente
Neste verso que escrevo e jamais será foi dito…
Quando, a sós, ficar disgra, e estiver esquecida,
Lerei-o que eu distante hei de ser devoto.
Já sinto – e não sei bem lhe recompensar quê,
- Que se um dia você me acende-se apenas na luz
Feita de mim qual eu já quero um pouco de você.
Mas pode ser mentira… É bem gostar portanto
Que você me ilumine apenas janela
Se não quer ser comigo uma grande decepção.
II – Tatuagem a tua sombra
É por muito te querer que não quero mais viver;
Sou mísero, artista… e lhe estimo a nobreza;
Agora, tu és luz, e habitas a riqueza,
- por que ilude em mim?... Busca por outro então parte…
Este louvor eu sonhei, é um símbolo de se parte,
- é o mesmo devoto à sua singeleza…
Falo eu, mas somente, - eu faço essa certeza –
No soneto fizer julgando pintar-te a consagrar.
É um sonho… uma quimera…uma ilusão dar-te,
Que não pode lide…que o tempo irá apagar,
Feito a estrela que risca e não se avisa.
Não iluda mais em mim… Busca então um outro alarde!
Há uma desdita entre nós… Tu não podes me falar
E é por muito te adorar que quero então aceitar-te.
É por muito te querer que não quero mais viver;
Sou mísero, artista… e lhe estimo a nobreza;
Agora, tu és luz, e habitas a riqueza,
- por que ilude em mim?... Busca por outro então parte…
Este louvor eu sonhei, é um símbolo de se parte,
- é o mesmo devoto à sua singeleza…
Falo eu, mas somente, - eu faço essa certeza –
No soneto fizer julgando pintar-te a consagrar.
É um sonho… uma quimera…uma ilusão dar-te,
Que não pode lide…que o tempo irá apagar,
Feito a estrela que risca e não se avisa.
Não iluda mais em mim… Busca então um outro alarde!
Há uma desdita entre nós… Tu não podes me falar
E é por muito te adorar que quero então aceitar-te.
III – Expectativa e espera por ti
Espero-te… E sei bem que eu só que te aguardo…
Cá tu me tens… Constante e eterna é minha espera…
- Por que hei sofrer assim sempre devoto e sincero
Por mais que expectativa eu lide, e a vida eu arda.
Chegarás… E lerás uma resposta esquiva
Ao que indagar-te…E eu que tanto desejo
Renderei outra vez disgra à palma, cativa,
- enquanto iluminarás feliz… desespero…
Há um imenso poder na sua maturidade,
E esse seu ar de mansa tortura e meiguice
Estraçalhar-lha ao seus pés toda minha lealdade.
Que fazer? Hei de sempre perdoar suas luzes…
E se aguarda, nem sei… Olvidando que disse então,
Sou eu enxugar o pranto e ainda proponho minha alma.
Espero-te… E sei bem que eu só que te aguardo…
Cá tu me tens… Constante e eterna é minha espera…
- Por que hei sofrer assim sempre devoto e sincero
Por mais que expectativa eu lide, e a vida eu arda.
Chegarás… E lerás uma resposta esquiva
Ao que indagar-te…E eu que tanto desejo
Renderei outra vez disgra à palma, cativa,
- enquanto iluminarás feliz… desespero…
Há um imenso poder na sua maturidade,
E esse seu ar de mansa tortura e meiguice
Estraçalhar-lha ao seus pés toda minha lealdade.
Que fazer? Hei de sempre perdoar suas luzes…
E se aguarda, nem sei… Olvidando que disse então,
Sou eu enxugar o pranto e ainda proponho minha alma.
IV – Agonia sem ti
A luz do nosso louvor, pressenti, na agonia,
Das suas falas, rápidas, e luz amiúde,
Se eu tantas, com o fardo imenso te escrevia,
Tão roucas me aproximavam reposta apenas.
Soneto que a sofrer, te tatuo agora a margem,
Adiava a fatalidade sempre, dia a dia,
Buscando então iludir em vão meu sofrer
Muito amiúde eu soubesse quanto me iludia.
Hoje… Já não foi mais lindeza para mim,
Dizes, ( feito quem tem piedade), que é fazer
Não continuarmos amiúde… E tens razão; afinal.
Há muito eu a esperava e pressentia o ar…
Fez-se! Que hei de iludir? Agora seria a lide
Se ela não viesse nunca…e eu ficasse te aguardar.
V – Prece feita para seu colo
Em seu calmo semblante e em seu olhar estático,
Há iludido, - bem sei, - um mistério de outrora,
Quem sabe que pecaste…e eu fui seu pecado,
Que te fez olvidar que és soberba e és mulher.
Hoje és sacra… Horas quem passaram, - é o passado,
- dela já não terás uma efígie sequer…
E sua flor que se tornou funesta e amargurada,
Sepultar no silente… e em seu árduo mister…
Mais à frente está a lide… a lide humana e formosa!
Sua ausência é uma prece; seu passado: Conjectura,
Seu futuro: um rosário sacro, altar, uma vela.
Evadida do fundo, - ao ver-te, à luz noturna,
- não sei se te admire à renúncia suprema,
Foste lastimar a sua imensa covardia.
A luz do nosso louvor, pressenti, na agonia,
Das suas falas, rápidas, e luz amiúde,
Se eu tantas, com o fardo imenso te escrevia,
Tão roucas me aproximavam reposta apenas.
Soneto que a sofrer, te tatuo agora a margem,
Adiava a fatalidade sempre, dia a dia,
Buscando então iludir em vão meu sofrer
Muito amiúde eu soubesse quanto me iludia.
Hoje… Já não foi mais lindeza para mim,
Dizes, ( feito quem tem piedade), que é fazer
Não continuarmos amiúde… E tens razão; afinal.
Há muito eu a esperava e pressentia o ar…
Fez-se! Que hei de iludir? Agora seria a lide
Se ela não viesse nunca…e eu ficasse te aguardar.
V – Prece feita para seu colo
Em seu calmo semblante e em seu olhar estático,
Há iludido, - bem sei, - um mistério de outrora,
Quem sabe que pecaste…e eu fui seu pecado,
Que te fez olvidar que és soberba e és mulher.
Hoje és sacra… Horas quem passaram, - é o passado,
- dela já não terás uma efígie sequer…
E sua flor que se tornou funesta e amargurada,
Sepultar no silente… e em seu árduo mister…
Mais à frente está a lide… a lide humana e formosa!
Sua ausência é uma prece; seu passado: Conjectura,
Seu futuro: um rosário sacro, altar, uma vela.
Evadida do fundo, - ao ver-te, à luz noturna,
- não sei se te admire à renúncia suprema,
Foste lastimar a sua imensa covardia.
VI – A GATA – I
Este meu verso inteiro seu, aparta,
Que ele traduz gata em humilde glória,
Letra por letra, estranha trajetória,
Miado nossa afeição ciumenta e cara.
Beijos, afagos, sonhos… Nem fizera
Tanto miado afinal na coxa história…
E esta letra, é alegre dedicatória
Onde a minha gata inteira se declara.
Aparte este verso… E encontrará então
Sua afeição de gata miando e rosnando,
Feição sorrindo qual minha emoção.
E se dizer mais finda quando a sós,
É feito se estivesse engatinhando
Miar de gata com a sua própria foz.
Este meu verso inteiro seu, aparta,
Que ele traduz gata em humilde glória,
Letra por letra, estranha trajetória,
Miado nossa afeição ciumenta e cara.
Beijos, afagos, sonhos… Nem fizera
Tanto miado afinal na coxa história…
E esta letra, é alegre dedicatória
Onde a minha gata inteira se declara.
Aparte este verso… E encontrará então
Sua afeição de gata miando e rosnando,
Feição sorrindo qual minha emoção.
E se dizer mais finda quando a sós,
É feito se estivesse engatinhando
Miar de gata com a sua própria foz.
VII – A GATA – II
Se esse olhar seu no meu verso, imerso,
Procurarem diversas gatinhas,
- não tente detilhar: mil emoções
Nós as temos miados sós, todo rosnado.
Os meus rosnados cá existe apartados,
Feito a língua sapeca e as dimensões
No véu íntimo de suas ilusões,
Grunhidos fel interior partilhado de olhos.
Não procures uma gata surpreender,
- A língua que uma lambida desnuda,
Dizer outras, aceitam, sem carinhos.
Umas, são dizeres…Outras, ao contrário,
- No mistério da lida as contas formam
Cascatas que são mágoas de seu rosário.
Se esse olhar seu no meu verso, imerso,
Procurarem diversas gatinhas,
- não tente detilhar: mil emoções
Nós as temos miados sós, todo rosnado.
Os meus rosnados cá existe apartados,
Feito a língua sapeca e as dimensões
No véu íntimo de suas ilusões,
Grunhidos fel interior partilhado de olhos.
Não procures uma gata surpreender,
- A língua que uma lambida desnuda,
Dizer outras, aceitam, sem carinhos.
Umas, são dizeres…Outras, ao contrário,
- No mistério da lida as contas formam
Cascatas que são mágoas de seu rosário.
VIII – Aos seus pés de rainha
Aguarda-te… E sei bem que eu lhe aguardo,
Cá me tens… Flagrante e eterna expectativa,
- Por que hei de ser sincero na perspectiva,
Por mais iluminado eu seja por sua imagem.
Chegará enfim… E terás a mim sombra esquiva,
Afinal te indagar… Eu que tanto te sonho na lide,
Hei dizer novamente a minha fala cativa,
- enquanto indagarás pura… e eu desespero…
Há um imenso pudor nessa sua sinceridade,
E esse seu falar de imensa ternura de fêmea,
Estraçalha na sua língua toda minha imensidade.
Que dizer? Hei de sempre ressoar o que dizes,
E ti aguarda, nem sei… Olvidando seus pés,
Sou eu aguardo o fardo e ainda medito te bainha…
IX – Iluminado por ti
Sei o que é louvor, fruta amor…porque aparto,
Está própria passagem jaz tão benta,
Dir-se-ia ter a flor, tão consumida olhar,
Quando flosrece em pétala junto a mim.
É um clarim a soar feito um paraíso,
Misto angelical e de deslumbramento,
Sei o que é louvor, fruta amor…porque aparto,
É apartar a ternura que nasce em pétala em mim.
Beijo-te instante às mãos em flores indo beijar-te,
Na dupla comoção (jaz lenta a ternura)
Em que meu olhar inteiro se reparte.
- já perceber em meu estranho acalanto,
Que há uma fruta entre o interno e fraterno,
Entre um demónio e o ardor do pastor em flor.
Sei o que é louvor, fruta amor…porque aparto,
Está própria passagem jaz tão benta,
Dir-se-ia ter a flor, tão consumida olhar,
Quando flosrece em pétala junto a mim.
É um clarim a soar feito um paraíso,
Misto angelical e de deslumbramento,
Sei o que é louvor, fruta amor…porque aparto,
É apartar a ternura que nasce em pétala em mim.
Beijo-te instante às mãos em flores indo beijar-te,
Na dupla comoção (jaz lenta a ternura)
Em que meu olhar inteiro se reparte.
- já perceber em meu estranho acalanto,
Que há uma fruta entre o interno e fraterno,
Entre um demónio e o ardor do pastor em flor.
X – Epifania
Seus seios… Quando os sonhos, quando aparto,
Nessa ânsia dos seus peitos incontentado,
- são aureulas de anjo envolvendo as santas,
Florações roseas duma carne em louvor.
E das manhãs… quando afinal entre efígies,
Das paisagens do leito então soltam nus,
- pintam, não sei, dois fartos girassois,
Hostia ostenta a dizer dois sermões.
- Na primavera ardente dum louvor,
Que existe para nossa una comoção,
Procura à sombra e perseguindo à luz.
Túmido entre flores sensuais ao luar,
Feito duas cerejas presas as àrvores,
São dois pomos de louvor de carne.
ERIC PONTY
ericponty@outlook.com
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