Pesquisar este blog

domingo, maio 03, 2026

12 ESTUDOS RENANCETISTAS - TORQUATO TASSO - ERIC PONTY

Este primeiro soneto é quase uma introdução à obra: nele, o poeta afirma merecer louvor por ter se arrependido imediatamente de seus devaneios e exorta os amantes, com seu exemplo, a devolverem ao Amor o domínio sobre si mesmos.

Se reais foram essas aleluias e de ardores;
por isso então chorei e cantei em versos variados,
que podiam igualar então para som das armas
e das glórias dos heróis e os amores castos;

E se o meu não foi dos coros mais obstinados,
nem dos afetos vãos, não deveria carpir disso,
pois parece-me que pois então mais louvável
do arrependimento, desse onde a honra se honra.

Ora, com do meu exemplo, tão amantes sensatos,
ao lerem meus deleites e o vã desejo,
pois retirem ao Amor se o freio das almas.

Desde que outros enxuguem logo as lágrimas quentes
por razão, às vezes o coração se irrite, se é
doce ao guardar no peito desejo amoroso.

II 

Descreve a beleza de sua amada e o início de seu amor, que surgiu em sua juventude.

 Era da minha idade, naquele alegre abril,
movida pela fantasia, a alma juvenil,
que já sendo em busca em belezas sedutoras.
Tão de prazer em prazer, espírito gentil,

quando me surgiu uma mulher muito idêntica,
em sua voz, a um anjo Cândido: asa até não 
demostrou, mas quase eleita surgia se adequar 
Ao meu estilo gracioso. Milagre tão novo!

Ela aos meus versos e eu; cercava seu nome 
com plumas altivas; e um pelo outro voamos 
à prova. Esta foi aquela cuja luz suave;

Essa foi aquela cuja uma luz tênue e tão suave,
Chorar sozinho e cantar me faz bem,
primeiros ardores espalham um doce olvido.


III

 Segue-se a mesma descrição sobre a ampla 
fronte, o cabelo dourado e brilhante
ondeava minado, e o brilho do belo olho
avocava o chão florido de maio.

E julho aos coros de ardor sem medida.
No seio branco, o Amor, graça, zombava, 
E não ousou ofendê-lo; e a brisa 
Que dessa conversa cortês e sábia.

entre as rosas, ouvia-se crebra o sopro 
Eu, que vi aquela forma celestial,
fechei os olhos e disse: “Ai de mim, quão!

É tolo olhar ousar fixar-se nela!”
Mas do outro perigo não me apercebi:
pois cerne me foi dolo pelos ouvidos.

TORQUATO TASSO - TRAD. ERIC PONTY

 

POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA

Nenhum comentário: