Este primeiro soneto é quase uma introdução à obra: nele, o poeta afirma merecer louvor por ter se arrependido imediatamente de seus devaneios e exorta os amantes, com seu exemplo, a devolverem ao Amor o domínio sobre si mesmos.
I
Se reais foram essas aleluias e de ardores;
por isso então chorei e cantei em versos variados,
que podiam igualar então para som das armas
e das glórias dos heróis e os amores castos;
E se o meu não foi dos coros mais obstinados,
nem dos afetos vãos, não deveria carpir disso,
pois parece-me que pois então mais louvável
do arrependimento, desse onde a honra se honra.
Ora, com do meu exemplo, tão amantes sensatos,
ao lerem meus deleites e o vã desejo,
pois retirem ao Amor se o freio das almas.
Desde que outros enxuguem logo as lágrimas quentes
por razão, às vezes o coração se irrite, se é
doce ao guardar no peito desejo amoroso.
II
Descreve a beleza de sua amada e o início de seu amor, que surgiu em sua juventude.
Era da minha idade, naquele alegre abril,
movida pela fantasia, a alma juvenil,
que já sendo em busca em belezas sedutoras.
Tão de prazer em prazer, espírito gentil,
quando me surgiu uma mulher muito idêntica,
em sua voz, a um anjo Cândido: asa até não
demostrou, mas quase eleita surgia se adequar
Ao meu estilo gracioso. Milagre tão novo!
Ela aos meus versos e eu; cercava seu nome
com plumas altivas; e um pelo outro voamos
à prova. Esta foi aquela cuja luz suave;
Essa foi aquela cuja uma luz tênue e tão suave,
Chorar sozinho e cantar me faz bem,
primeiros ardores espalham um doce olvido.
III
Segue-se a mesma descrição sobre a ampla
fronte, o cabelo dourado e brilhante
ondeava minado, e o brilho do belo olho
avocava o chão florido de maio.
E julho aos coros de ardor sem medida.
No seio branco, o Amor, graça, zombava,
E não ousou ofendê-lo; e a brisa
Que dessa conversa cortês e sábia.
entre as rosas, ouvia-se crebra o sopro
Eu, que vi aquela forma celestial,
fechei os olhos e disse: “Ai de mim, quão!
É tolo olhar ousar fixar-se nela!”
Mas do outro perigo não me apercebi:
pois cerne me foi dolo pelos ouvidos.
TORQUATO TASSO - TRAD. ERIC PONTY
POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
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