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quinta-feira, janeiro 29, 2026

SONNETS ON ENGLISH DRAMATIC POETS - Algernon Charles Swinburne - Trad. Eric Ponty

  SONNETS ON ENGLISH DRAMATIC POETS (1590-1650)



CHRISTOPHER MARLOWE

Coroado, cingido, vestido e calçado com luz e fogo,
Filho primogênito da manhã, estrela soberana!
Alma mais chegada da nossa estava mais afastada,
Mais distante no abismo do tempo, com tua lira.

Pendia mais alto sobre a veemência da aurora
Onde todos cantaram juntos, todos os que existem,
E todas as canções estreladas atrás de teu carro
Ressoaram em teia, todas nossas almas o aclamam, senhor.

"Se todas as penas que os poetas já tiveram
Mantido o anseio dos pensamentos de teus mestres,"
E qual com a pressa de carruagens em movimento.

O voo de todos os teus espíritos fosse impacto
Em direção a um grande fim, sua glória - não, não então,
Ainda não poderia ser assaz louvado pelos homens.

WILLIAM SHAKESPEARE


Nem que línguas dos homens e dos anjos, todas em uma
Falassem, poderias ser dito a palavra que poderia Te falar.
Córregos, ventos, bosques, flores, campos, montanhas, 
sim, o mar, que poder há em todos para louvarem o sol?

Teu louvor é este, - ele não pode ser louvado por ninguém.
Homem, mulher, criança, louvam a Deus por ele; mas ele
Não exulta por ser adorado, mas por ser.  Ele é;
Ele é; e, sendo, se considera tua obra bem-feita.

Toda a alegria, a glória, toda a tristeza, a força, todo o gozo,
São dele: sem ele, o dia seria noite na Terra.
O tempo não o admite, desde o era do tempo.

Todos alaúdes, harpas, todas violas, flautas, todas liras,
Ficam mudos diante de ti, antes Duma corda se suspenda.
Todas as estrelas são anjos, mas o sol é Deus.

BEN JONSON 

De base ampla, de frente farta, multiforme,
Com muitos vales cobertos de hera e videiras,
Onde as fontes de todos os riachos correm vinho,
E muitos penhascos de frente para a tempestade,

A montanha onde os pés de tua musa se arrefeceram
Os gramados que se apraziam com tua dança divina
Ainda brilhas com fogo do qual soia brilhar
Das tochas que se acendem em torno da dança.

Nem menos, nas alturas dos jazigos cinzentos,
Videntes de grande pensar, com luzes do céu acesas no peito
Conversam: e o rebanho de coisas insignificantes.

Sabes, ou por açoite ardente ou por haste ardente
Quando a ira se ergueu e riu em tua fronte larga
Abrumando tua alma com sombras das asas do trovão.


 

UM ESTUDO DE MEMÓRIA

 

Se essa ainda é uma alma viva que aqui verse-as,
Semelhava mais intensa aumento de numerar fontes
E vestida pelo tempo e pela dor com coisas mais belas
A cada ano que ia, via cumprir-se um novo ano de armada,

A morte não pode ter mudado nada do que a tornou prezada;
Bondade meio humorística, alegria de olhos graves nas asas
Sensatez intensa, voz mais alegre do que cordas que tocais;
A mais esplêndida calma, coroada com um ânimo conquistador;

Sendo então um espírito inviolável que sorria e cantava
Por força da natureza e necessidade heroica
Mais doce e forte do que o sonho ou o feito mais imponente;

Uma canção que cintilava, uma luz de onde ressoava a música
Tão alto quanto as alturas mais ensolaradas do pensar mais gentil;
Tudo isso deveria ser, ou tudo o que ela era não seria nada.


Além do vento norte, havia a terra de outrora onde os homens 
viviam alegres e sem culpa, vestidos e sustentados
Com as vestes intensas da alegria e com o doce pão do amor,
O rebanho mais branco do rebanho materno da Terra.

Ninguém poderia usar em seus sobrolhos registrados
Uma luz de fama mais bela do que a que cintila sua cabeça,
Cujo amor pelas crianças e pelos mortos
Todos os homens agradecem: eu vejo ao longe!

Uma valiosa mão morta que nos une, e uma luz
A mais bela e benigna da noite,
A noite do doce sono da morte, na qual pode haver.

Uma estrela para mostrar seu peito na visão coeva
Alguma ilha mais feliz no mar Elísio
Onde Rab possa lamber a mão de tua amada Marjorie.

Algernon Charles Swinburne - Trad. Eric Ponty
 
  
   ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA

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