Ser preferir o verso,
Saído da tua sibila
Ecoadas tardes de primavera,
Quanto tu proferes
Sons e gemidos femíneos
Com tua boca doce de limão
Os senões desta depois do tempo próprio
Em que ti percorro entalhada em ar
Sublime qual ave
Partir do embate ao crepúsculo
Quando às mulheres contemplam o meio da varanda
Nos assentares do Sol
Que estão sob teu cílio,
Mais incerto e mais solúvel ar,
Agradaram às tardes gozosas
Das aves perdidas entre os desvãos
Em meio às árvores
Verdes
Reinventadas à circunvizinhança do teu corpo.
Teus pés raiarei à sombra, tuas mãos à luz,
No voo me guiam teus olhares charmosos,
Com beijos quero aprender tua boca
aprenderam meus lábios conhecer teu fogo.
Ô pernas herdeiras da irrestrita areia
Sulco de cereal, estendido duelo,
Ô coração de pedreira, reinvenção
quando assentarei em teus seios minhas orelhas,
Do meu sangue invadiu tua sílaba.
Nunca só, contigo
Por esta terra,
Abarcando o vigor.
Nunca está abandonado.
Contigo pelos bosques
Refugiar
Tua flecha
Entumecida
D´a alvorada,
De terno musgo
Da sempre-viçosa.
ERIC PONTY
ERIC PONTY-POETA-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA

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