E orienta-o na passagem desta dor,
Sendo para vos tirar do bruto suor,
Na força daquele que em breve correrá.
Beleza da mulher sim, se ela quiser se opor,
há sujidade que ele sente da cobardia:
Tal como a voz era familiar com a cor,
Eu dirollo, então esse Amor faz-me gastar.
O senhor que guarda o pódio desta sede,
Perante o vosso nosso senhor perga,
Ao corredor que veio pouco crê, pede;
E quando chegou ao porto de Mercede,
à voz dizia: "Para a fortaleza não subas,
Até ao da era que o Senhor o conceder.
VI
Senhor, vero é algum provérbio antigo,
Isto é bem que pode, mas não queres,
Tu dás crédito ao valor tua palavra
E premiado de ver o teu inimigo.
Eu sou e fui teu bom e servo antigo,
Que a ti são dados tais com raios sol,
E do meu tempo não aumentou esmola
E homens gostam mais que fatigados.
Já esperava ascender para tua altura,
E gosto peso desta potente espada,
Pulsa necessidade e não voz do eco.
Mas céu que certa virtude despreza,
Localiza mundo, se dá que outro vá,
Ao prender fruto da árvore tão seca.
Dante Alighieri - TRAD. Eric Ponty
ERIC PONTY-POETA-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA

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