Arder com a agonia do pensamento que se esvaiu?
Tudo o que esperavas - não, mais, está ganho; e cá
Dizei, meu caro Eduardo! que ganhou o ardor?
Que a tua face pálida, e as pálpebras sem franja
Que sobre os teus olhos desbotados se inclinam tristes;
E ah! que Poder Onipotente assim nos ordena
Que, se a alma não se deixa levar, se não se deixa alterar.
Pelham não foi capaz de cometer este erro;
Nem Falkland, Clifford, Aram, o Deserdado;
ou qualquer outro, quando viço e a esperança eram fortes,
revelaram as vossas energias, enquanto a inveja gemia.
Era, era a velha revista Monthly Magazine,
pela avó Colborn, loucamente batizada de "New".
Isso atraiu o teu espírito para a cena da contenda.
E ensinou-te aprontar a bebida lamacenta das travessuras.
Por que, Edward aspirado! Desafiar essa imprensa, cujo destino
Te favoreceu no teu tempo de provação?
Vedes que são demasiado fortes para o insensato Brougham,
E - Apesar grande - não sois tão grande quanto ele!
Então pousa calma a tua caneta e o teu papel
Ao lado desta antiga margem castaliana;
Não enroleis mais coroas de flores em vossa abundante coroa,
Mas classifica para mim, e aprendes a comer e beber!"
The Drawing-Room Scrap-Book. 1835.
MARY SHELLEY - TRAD. ERIC PONTY
ERIC PONTY-POETA-MESTRE-TRADUTOR-LIBRETISTA

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