No horizonte me quer, esta saudade? Noturno
Fazia casal voar no ar denso do sono,
Já um sol esmaecido tombar no fluxo sonho
Mal apontava vilazinha em frigido abandono.
Íamos os dois sozinhos no sonho- uma lembrança
E os cabelos da amada ao léu envolta por passarinhos
E eis que ela adormecer num enternecimento
Murmurou: - Que foi na terra o seu melhor momento.
Com uma voz doce e sonora com vibrações amenas
Um sorriso discreto ela deu como uma reposta
Beijei suas faces e suas mãos brancas devotamente.
-Ah! Primeiras flores como são elas perfumadas,
E com bruto sussurro com um murmuro charmoso
Primeiro sim que saiu de seus lábios diáfanos.
II
Que me deseja que me quer saudade? A idade
Fazia o amante sonhar, no ar agradável do sonho
Já uma lua sem luminosidade tombar áureo ninho
Mal dava vilazinha em frigida igualdade.
Partia em nuvens pombas – dormindo – o pensamento
E o êxtase ao léu, acariciando sabor do tempo
E eis que ela, delirar num adormecimento
Dizia- Momento contigo foi-me maior abandono.
Sua voz angelical de entonações sonoras
Para único sorriso como uma reposta azul
Suas mãos diáfanas tão devotas e alvas.
- Ah! Primeiros botões eles são perfumados
E que languidez com múrmuro charmoso
Ao beijar sua tez branca, como um devoto.
ERIC PONTY-POETA-TRADUTOR-LIBRETISTA

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