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terça-feira, maio 30, 2023

O SOL, A LUA E O CORVO - CONTO DO FOLCLORE RUSS0 - ( VIA INGLESA) - TRAD. ERIC PONTY

Era uma vez um velho e uma velha que tinham três filhas. O marido foi ao celeiro buscar cereais; pegou nelas e levou-as para dentro de casa, mas havia um buraco no saco e os cereais escorriam por ele. A mulher perguntou-lhe: "Onde estão os cereais?" Para dizer a verdade, os cereais tinham caído todos. O velho foi buscá-los e disse: "Se o Sol me aquecesse, se a Lua me iluminasse se e se o Corvo me ajudasse a apanhar os cereais, eu casava a minha filha mais velha com o Sol, a minha segunda filha com a Lua e a minha filha mais nova com o Corvo. O velho começou a apanhar os cereais e o Sol aquecia-o, a Lua iluminava-o e o Corvo ajudou-o a apanhar os cereais. O velho voltou para casa e disse à sua filha mais velha: " Veste-te com o teu ninho e vai para o alpendre.". Ela vestiu-se, foi para o alpendre e o Sol levou-a; Ele também ordenou à sua segunda filha que se vestisse no seu ninho e fosse para o alpendre. Ela vestiu-se e saiu, e a Lua agarrou-a. Ele também disse à sua filha mais nova: "Veste o teu ninho e vai para o alpendre." Ela vestiu-se e foi para o alpendre; o Corvo agarrou-a e levou-a para fora.

O velhote disse: "Acho que agora vou fazer uma visita ao meu genro." Foi ter com o Sol. Quando ele chegou, o Sol disse: "O que é que eu te oferecer?" "Não quero nada", disse o velho. O Sol disse à sua mulher para fritar umas panquecas. A mulher fritou-as. O Sol sentou-se no meio da sala, a mulher pose-lhe a frigideira em cima. As panquecas estavam prontas. O velhote comeu-as. Quando chegou a casa pediu à mulher para fritar panquecas; sentou-se no chão e disse-lhe, enquanto pôs a frigideira com a massa das panquecas em cima dele. " Não vão fritar em ti", disse a mulher. "Não discutas", respondeu ele, "elas fritam". Ela pôs a frigideira em cima dele; mas, enquanto mantiveram a massa lá, não fritou, apenas azedou.

A mulher pôs a frigideira no fogão, as panquecas fritaram e o velho comeu tudo. No dia seguinte, foi visitar o seu segundo genro, o Lua. A Lua disse: "O que é que te posso oferecer?" "Não quero nada". respondeu o velho. A Lua o aqueceu um banho. O velho homem disse: "Vai estar escuro no balneário". A Lua respondeu: "Agora vai ficar claro. Vai lá. O velho foi para a casa de banhos e a Lua enfiou o seu dedo por um buraco na porta. Assim, o balneário ficou bem iluminado.

O velho cozinhou-se a vapor, voltou para casa e ordenou à mulher que aquecesse um banho à noite. A velha assim o fez; depois ele mandou-a cozinhar-se ali. Ela disse: "Está demasiado escuro para me cozer a vapor. "Vai, vai amanhecer", disse o velho. A velhota foi e o velhote, tendo visto como A Lua iluminou o seu banho, fez um buraco na porta do balneário, e enfiou o seu dedo por meio dele. Mas mesmo assim não havia luz no balneário. A velha mulher gritou-lhe: "Está escuro". Por fim, ela foi buscar uma lanterna e depois cozinhou-se a vapor.

Ao terceiro dia, o velho foi ter com o Corvo. "O que é o que queres?" perguntou o Corvo. "Não quero nada", disse o velho. "Nesse caso, vamos pelo menos dormir no sótão". O Corvo encosta uma escada à abertura do sótão e eles sobem. O Corvo pôs o seu hóspede debaixo da asa e quando os velhos foram dormir, ambos caíram e morreram.

TRAD. ERIC PONTY

ERIC PONTY-POETA-TRADUTOR-LIBRETISTA

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