Hoje dorme a pétala morena, hoje a branca;
Nem acenei o cipreste no passeio do palácio;
Também não pisca a barbatana de ouro na pia:
O vagalume desperta: acorda comigo.
Agora, o pavão branco de leite baba qual fantasma,
E, quão um fantasma, ela vislumbra-me.
Agora jaz toda a Karine às estrelas,
E todo o teu coração se me abre.
Passa agora o meteoro silencioso, e sai
Um sulco luminoso, teus pensamentos em mim.
Agora dobra o lírio toda a sua doçura,
E escorrega para o seio do lago:
Então dobra-te, minha querida, tu e escorrega,
Para o meu seio e perder-se em mim.
Eric Ponty

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