Dos suspiros em que me nutria peito,
Neste meu primeiro erro juvenil,
Quando era em parte outro homem do que sou.
D´ estilo vário em que choro e razão,
Entre esperas vãs e tristeza vã,
onde quem por prova significa amor,
Espero achar clemência, não perdão.
Mas bem, vejo agora como pra o povo,
Fui fábula durante mui tempo, tantas,
De mim próprio tenho vergonha á luz.
Minha vergonha divagante é a fruta,
Se arrepender, pra saber claramente,
Que o mundo gosta é de um sonho curto.
FRANTESCO PETRARCA - TRAD. ERIC PONTY
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