Como duma saia de tecido prata clara,
Sobre blocos de mármo onde anda e pensa,
Algumas pérolas virgens e gaze de pérolas.
Pra os cisnes sedosos que escumam canas,
De cascos de penas semi-luminosos,
A sua mão apoia e dispensa uma rosa nevada,
De cujas pétalas brancas rodeiam as águas.
Deserto delicioso, solidão desmaiada,
Quando turbilhão da água junto à lua amada.
Sempre a contar dos seus ecos de cristal.
Coração pode sofrer inexorável feitiço,
Da noite brilhante ao firmamento fatal,
Sem disparar grito puro de si própria arma?
Paul Valéry - TRAD. Eric Ponty
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY
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