Esta humilde cítara, na qual eu,
Do cântico amoroso dos trabalhos,
Como homem cujo peito nada implica
E alma pasta com doce ocioso todos;
Que então da Procri do caso difícil,
Pra ressoar por meio bosque amigável,
Seguindo passos e os vestígios antigos,
Daqueles, após Morte, do mundo honra.
A vós, Musas, eu consagro, a vós pendo:
A si, que me deu pela inicial vez quando,
Se todo meu peito tivesse mudado andar.
Agora um novo desejo de glória,
Peso muito mais denso a suportar,
Peso para o qual se esvai te sempre!
TORQUATO TASSO - TRAD. ERIC PONTY
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY
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