Por mostrar a verdade ao estado de petulância,
Que seu espírito imortal foi sempre tão livre,
Tal qual um poço que sobe pelo céu.
Servo dos próceres, acha que ele esperou?
Acha que ele só viu os muros da prisão,
Até lhe ter aberto as portas de má vontade?
Ah, não, mui mais nobre e alegre foi o seu fado!
Vagueou pelas quintas e vinhas de Spenser,
Apanhar alguns gritos de encantamento, e erguer,
Com o audaz Milton pelo meio dos campos do ar:
Prá suas próprias regiões e seu vero gênio,
Alçou feliz voo, quem atrasará a sua fama,
quando você e a sua misera tripulação jazerem?
John Keats - Trad. Eric Ponty

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