Deixar que o dia transforme na noite turva;
Se vejo as violetas a murchar hora,
Há pêlos cinzentos nas sobrancelhas;
Sê em árvores de talhadia que deram,
Sombra pra os rebanhos não há folhagem,
e o trigo, em fardos, já colhidos, cerdas,
Quais vagões com tuas barbas de Outono;
Então me questionar a tua beleza,
Pra si, também será o pasto do tempo,
E com renúncia bela e tão graciosa.
Morrer enquanto novos já cresceram,
O tempo corta tudo: quando se gera,
Tê-lo-á enfrentado, mesmo ele o leve.
WILLIAM SHAKESPEARE - TRAD. ERIC PONTY

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