de uma estranha, que eu amo e que me ama,
E que não é sempre a mesma coisa, nem é bem,
Nem completa diferente, e ela ama-me e entende-me.
Porque ela me compreende, e, meu coração é claro,
Só infelizmente! pra ela, já não é um problema,
Para ela, e o suor na minha face pálida,
Só pode refrescar-se com o teu choro.
Sê és Morena, ruiva, loira? -Não sei nada,
E teu nome? Lembro-me de ser sonoro e é doce,
Como são dos amantes exilados pela Vida.
O teu olhar assemelha-se ao mármo das estátuas,
Pela tua voz, distante, calma e profunda, ela tem,
Na inflexão das vozes amadas se calaram.
PAUL VERLAINE - TRAD. ERIC PONTY
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