24. remove de ti a boca maligna, estejam distantes de ti os lábios que o atraem.
24. Capítulo lll – O Livro dos provérbios
Este é dum livro demais dos sonetos,
Sê capítulos, eclogais, canções,
Sannazaro ou Bembo não fez compôs
Nem vitrais líquidos, e nem relvinhas.
Cá o Marignan não tem mais madrigais,
Mas há crentes sem discriminação,
E há portal dá aos céus, dos que apartam,
Dos quais trazidas nas caixas de açúcar.
Há pessoas havendo muito ilustradas,
Tão de extensos, já, matérias notórias
Que nas almas muitas almas-perdidas.
Cá extraem das formas mais graciosas,
Em sequer qualquer sítio jamais vistos,
Fazem das hierarquias das substitutas;
No final são uma loucura dos crentes,
Repugnar-se de tão bons bocadinhos
Daqueles, não creram fé, Deus os perdoe.
ERIC PONTY
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