A batalhas de amor, campos de pluma
GÓNGORA
Acalma, minha vida, pouco transportes febris,
No mesmo delírio, por vezes, a amante deva,
Demostrar o abandono sereno duma irmã.
Sê lânguido, acaricia-me quão se a embalar,
Bem o teu olhar de embalar e os teus suspiros,
Do espasmo obsessivo, os abraços ansiosos,
Não valem longo beijo, mesmo isso nos engane!
No teu coração dourado, meu filho, dizes-me,
Que a paixão selvagem soa o teu oleifante,
Malandra toque a trombeta o quanto ela quiser!
Põe a tua testa na a tua mão na minha mão,
Fazei-me aqueles juramentos quebrareis amanhã,
Até à aurora choremos, ó meu pequeno ardente!
PAUL VERLAINE – TRAD. ERIC PONTY
Nenhum comentário:
Postar um comentário