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segunda-feira, julho 11, 2022

LIED - CORTEJO SÓ DE CRIANÇAS TARDIAS - ERIC PONTY

O insensato zombará com o pecado, e entre os justos morará graça.
9 – XIV – O Livro dos Provérbios

I
No Mundo só há criança irá abortar,
Que esteja em si graça apartar Morte,
Sê sinta alguma empatia por poesia,
Colapso de a solidão enamorar.

Outra carne virá. A primavera,
É terna, amante seiva enrijecer,
Passagem ao caber no traçado d´alma,
Quanto esse ser que vive unida flama.

Quando enfim o Lenheiro silenciar,
Com ecos margens d’água das passagens,
Desaguarem fontes d’água nas margens.

Tal saudade. Não ter forma angélica,
Palavra ouro chegam do pensamento,
Quando nossos laços unirem Neves.

II

Vejo, num jardim, fria imagem morta,
Cujos chifres pretos finos alçam,
Sob botões cor-de-rosa e azul, se erguem,
Adornar-te que uma fonte ilusória.

Num jardim grande, e, sério com palmeiras,
Onde, pelos arqueiros tão cansados,
Chorando em misteriosos rios de água,
Do sangue da passagem destas fontes.

Que então frágeis flautas dulcetadas,
Dum cortejo só de crianças tardias,
Tocando anjos desta carruagem póstuma.

A Morte Chula em gestos de tão altivos,
Da criança usando os punhos infantis,
Em vez de periquitos, águias juntam.


ERIC PONTY

Márcia Pereira ladeada por dois poetas mineiros

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