Não sei onde se encontra, ó minha musa! Vejo tua efígie em silêncio deslumbrar! O brilho de tua efígie ecoa na serra do Lenheiro.
O sopro do teu silencio voa até ao céu. A torrente dos teus cabelos é sagrada músicas rompem qualquer obstáculo – da realidade onde ecoa tua efígie.
A Minh alma anseia em percorrer a tua voz ecoá-la para o mundo, uma vez, que minha voz já não te ecoa como voz qual de um cântico há muito tempo olvidado. Eu talvez pudesse dizer, mas minha voz não é um cântico, e, se confunde com outras vozes.
Lamento aqui em voz alta, ó tu que me aprisionou nas malhas do indefinido, mas que, este não seja o apartar da existência. Por fim, me ouça o meu poema escrito com as réstias de Minh alma:
Como te amo? Deixa-me contar que formam.
Te amo profundo e da largueza e altura
Busco te alma chegando fins transformam,
Ao Ser, dessa Graça ideal, fundura.
Eu te amo ao plano das obrigações,
Semear-te, seja a lua ou luz revela.
Liberto te amo como quem vive pela
Justiça; em pureza amo obrigações,
Te amo com candura eu punha uso
Dores; com a fidúcia de menino.
De amores te amo às vezes já expulso,
Pois, forma mais perde, é demais no curso,
Te amo ao Sol e dizendo. E até me conduzo
Sê morte te olvidar, se Deus quiser.
Foram meus poemas que me ensinaram todos poemas que aprendi; eles demostraram as passagens secretas da poesia e me puseram diante dos meus olhares infinitos lâmpadas que se apagaram a cada múrmuro mínimo, e, em vão em encontrá-las.
Olvido cada sopro mínimo, seja da terra ou do céu, lapso constantemente lembrado tudo que houver mais, aguardarei no escuro, estendendo a Minh’ alma qual esteira para o chão.
Vens é chegada a hora de silenciosamente de lhe fazer ouvir um poema, que esqueço constantemente a cada movimento do céu ao me ouvir, mas, um olhar me seguirá enquanto modularei pelas notas sopradas pela brisa da paisagem:
Quem quer olhar que céu, que poderá,
Dentre nós, chegada hora lhe terá,
Que uma ao sol não só réstia esteja,
Mas ao mundo que olhar o bem que seja.
Vindo mais cedo porque a Morte ampara,
Às pobres almas vãs, que ela compara,
Está em burgo dos deuses que contígua,
Mas, ela ajuda finda com tua mágoa.
Ante ao magistério ilustre mais tarda,
Com lenho o lembra trava nunca uniu,
Chocaram-se com augusto partiu.
Ofuscado ao engenho tal ilustre,
Nunca nesta via curso viu tão grosso,
Não já por eleição, de um ajuste ...
Existência de minha vida, eu tratarei de trazer limpa à Minh alma para que teu tato pouse sobre todas tonalidades, já distante do pobre pensamento de qualquer falsidade.
Peço-lhe, pois, indulgência de um instante para estar do teu lado. Irei concluir mais tarde as tarefas que trago ao de um ajuste ...
POETA ERIC PONTY LADEADO PELO POETA, TRADUTOR E CRÍTICO IVO BARROSO
- ACEITAS NAMORAR COMIGO?

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