De Vos me ver humilhado teu criado,
Que vendo Vossa sentença de morte,
Que me castigais mais da distância.
Se a Vossa antiga fraqueza a adorar,
Dando primeiro dobre aparta sorte,
Sê do que à pena mortal me Vê amarga,
Que já os mortos não sentem mais urtiga.
Já de tão antigas neste querer morte,
Livrais-me do morto entre mortais cá,
Viver sem poder vê-la é já cortejo.
Ah Senhor! Façais surja entre as mulheres,
Porque aqui ainda mais sentida à sorte,
Sendo ardores, que ao morrer se requinta!
ERIC PONTY

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