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quinta-feira, junho 16, 2022

TRANFIGURAÇÃO - LOUISA MAY ALCOTT – Trad. Eric Ponty

Morte Mística! Que numa única hora
Que douro da vida pode assim refinar;
E pela tua arte divina
Mudarei o temor mortal pra o poder imortal!
Exausto do peso de oitenta anos,
Sendo gasto com a nobre luta
Duma vida vitoriosa,
Vimo-la desvanecer-se pra o céu,
por meio das nossas lamúrias.
Mas, antes da sensação de perda,
Dos nossos corações tinham torcido,
Sendo que feito qual um milagre,
E o pensamento veloz como feliz
viveu igual, corajosa, bela e jovem.
Da idade, a dor e da dor deixaram cair esvanecer véus que usavam,
Sendo demostrou os olhos ternos
De anjos fingidos,
De cuja matéria suportou tão paciente.
Dos últimos anos causaram as tuas colheitas ricas e justas,
Enquanto tua memória e Amor
Juntos, carinhosos tecidos
Duma grinalda douro pra os velos prateados.
poderíamos lamentar qual àqueles que estão faltos,
Mas quando cada aluado de dor
Bálsamo achado pra o teu alívio
Ao contar-nos o tesouro que lhe restava?
Da fé resistiu às colisões da labuta e do tempo,
Cuja esperança que desafiou o desespero,
Sendo a paciência que conquistou o cuidado,
Da lealdade cuja coragem foste sublime.
Que do grande e profundo coração
Já tinha sido um lar pra todos;
Sendo justo, eloquente e forte,
Que em protesto contra o mal;
Aberto ao altruísmo que não contemplava
Nenhum pecado, nenhuma queda.
Da alma espartana tornou-se a vida tão majestosa,
Acasalamento de precisões diárias pobres
Dos quais feitos altos e heroicos,
Que arrancaram a alegria da mão dura do Destino.
Pensámos em chorar, mas em vez disso cantamos de alegria,
Cheios dessa paz obrigada
Isso seguiu-se à tua libertação;
Por nada mais do pó cansado jazido morto.

Ó mulher nobre! Nunca mais uma rainha
do que tua na postura
De ceptro e de coroa,
Ganharmos um reino maior ainda não visto:
Ensinando-nos a buscar o objetivo mais alto;
Ganharmos o correto sucesso;
Viver, amar, abençoar,
E fazer da Morte ao gabar-se de induzir alma real.
TRAD. ERIC PONTY

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