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quinta-feira, junho 16, 2022

Moças, mulheres, solteira, e, sós - Eric Ponty


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Ao me surgir ao sol – sendo este ensejo,
Nascida da luz, que ser, nua enlaçada,
Sendo lábios de flor pra que nascer,
Fulgure pele entreaberta flor beijo.

Sou esta sombra de mim para teu lábio,
Que sendo-me dos lábios um sozinho,
Já nu e quente de sol – eis tudo morro,
Terso ventre de sal, amargor lua.

Quero comer raio flâmula rosto,
De nariz soberano de arrogante,
quero comer mais sombra fugaz beijo.

Tuas mãos cor de furiosa flama,
Fome da pálida pedra de tuas unhas,
Quero comer tua pele intacta sal...

ll

Estando com à graça és do teu jeito,
De quando em mim suspiro que espanta,
Já não com tua leveza liquefeito,
Que és meu próprio erguido branco.

Beijo a beijo recorro teu infinito,
De tuas margens, rios, gentes sacras,
Chama genital demuda em delicia,
Em líquidos vitrais das moças sós.

São tuas tetas são tristeza ao sol,
Que o meu próprio insulto me espanta,
Que quando sobre mim qual quais urnas.

Até ser e não ser senão dum raio,
És rocha alva, que, sinto-te no peito,
Brancura que me espanta dos noturnos.

ERIC PONTY

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