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terça-feira, outubro 06, 2026

SONETO DA PORTUGUESA - Elizabeth Barrett Browning - TRAD. LEORNADO FRÕES @ ERIC PONTY

 

Como te amo? Deixa-me contar os modos.
Te amo do fundo e da largura e aturam 
A que a alma chega quando os fins procuram
Do Ser, da Graça ideal, sumindo a todos.

Eu te amo ao nível das necessidades
Serenas, seja ao sol ou luz de vela.
Livre te amo como quem luta pela
Justiça; pura te amo sem vaidades.

Te amo com a paixão que punha em uso
Na dor; com a confiança de menina.
De um amor te amo às vezes já confuso,
    
Pois, quando perde, a mais se determina.
Te amo rindo e chorando. E até me induzo
A na morte te amar, se Deus designa.

TRAD. LEORNADO FRÕES


Como eu te amo? Deixa-me contar os jeitos.
Eu te amo com a finura, ardor e a altitude
Que minha alma pode arrumar, quando busco, sem ver,
Os confins do Ser e da Graça ideal.

Eu te amo no nível da precisão mais silente do dia a dia,
À luz do sol e à luz de velas.
Eu te amo livremente, quais homens lutam pelo Direito;
Amo-te puramente, quais eles se apartam do Louvor.

Amo-te com a paixão empregada
Em minhas antigas mágoas e com a fé da minha infância.
Amo-te com um amor que parecia ter perdido.

Com meus santos perdidos — amo-te com o fôlego,
Dos sorrisos, as fúcsias de toda a minha vida! — e, se Deus quiser,
Amo-te ainda mais após a morte.

PARÁFRASE  DE ERIC PONTY

 Como eu te amo? Deixa-me contar os jeitos.
Eu te amo tua amargura, tua tristeza, teus feitos
Que minha alma pode arrumar, busco, sem ver,
Teu sexo, tua estria, confins do Ser e da Graça ideal.

Eu te amo no nível da precisão mais silente do dia a dia,
À luz do sol e à luz de velas abrigando o teu ser,
Eu te amo livre eterna, quais homens lutam pelo Destro;
Amo-te pura infinito, quais se apartam Louvor e Amor.

Amo-te com paixão empregada nos meus versos mais findos
Em minhas antigas mágoas e com fé da minha infância.
Amo-te com um amor que parecia ter perdido.

Com meus santos idos — amo-te com fôlego, e, flama, verdade, 
Dos sorrisos, as fúcsias de toda a minha vida de minha lida!
 — E, se Deus quiser, Amo-te ainda mais após a morte ainda mais forte.


TRAD. ERIC PONTY

 

POETA - TRADUTOR - LIBRETISTA 

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