P/ Antônio Torres
I
Pomposo dia desses calham nas sombras,
desses cintilam, nas tumbas dos jazigos,
dessa angústia longo céu fundiu os logos!
O lar, desse sempre mármore do lar!
Após que do penar, quais dessas tumbas,
protegeu do espectro vivos desafrontas!
da coragem duro fim que se acostuma
do pequenino véu mausoléu apruma.
A silente fronte céu apascentar!
Sobre admirar-se à luz quando recusa
da ópera de vasta eterna dessa lousa,
Ó templo anima dormido suspirar!
Assente douro, missas que desta erva,
calmas das Minas, quisto nos reserva.
II
Soberbo desse véu pascido do mundo,
grande do pouso! Do céu ascende chama,
do meu solene! Casa a pascer calma,
soberbo doura mil igrejas, Minas!
Estação da morada, aspira luto,
se qual duma pena aprumo que costumo,
tudo resguarda olhar vazio do culto,
qual desse Altíssimo entre ser assuma.
Da cintilação alastrar-se tão serena,
do pobre desdém de se ouve tão amena,
desse tão fundido bronze ulterior cena.
É feito encanto altera estratosfera,
do qual fera a boca sino do fastio.
E deu som vero brônzeo desse fundo.
III
Da alma conduz-se empíreo desse sopro,
das rumorosas dores do murmúrio
vazio do véu vagar-se à terra altera,
após do bardo esguelho do entranhável.
Repudia do que intenso passo ao espaço,
das solenes já das casas sombras passo,
da réstia total cabal ilusão,
tragando grácil ser consumição,
Dos cedros de expostas folhas do fastio,
a se reprimir das pujanças dos indícios,
quais dessas cruzes clamam por piedade!
Renda dedica clima da pureza:
De que se aspira!...Cruz junto à rudeza,
suposto ombrear da triste da igualdade!
IV
Ô para ser que, de ser si mesmo toado,
nasce declive, do imo desse próximo,
desse que via que invade do mais todo,
que oferto eco minha voz fraterna.
Sombra de azeda, tez dessa quimera,
atear-me desta calma do soturno!
Sombra da falsa imagem da ramagem,
Esplendor dessa fronte da linguagem.
São meus ateados visos estimados,
quais das visões que perdem fins ruidosos
Da Minas de terra pascem destes ósseos?
Da fagulha jaz que trespassa ausentados.
da réstia soberba plena do folguedo,
desse estilhar do terrestre à voz saciado.
Eric Ponty
POETA - TRADUTOR - LIBRETISTA
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