Sete anos a pobreza de Minas,
Serviu a uma Pastora Princesa e bela,
Porém serviu então a cria, e não a ela,
Que então a cria só por prêmio pretendia.
Mil dias de esperança de um só fia,
Passava então contentando-se com vê-la,
Mas fr. João usando de cautela,
Deu-lhe a sombra, quitando-lhe a fidalguia.
Vendo as Gerais, que por tão lide modos,
Se lhe usurpará, a sua linda Pastora,
Quase a golpes de um traço e de diva.
Logo se arrependeram louvar todos,
E qualquer coisa amara então não fora,
tão limpo louvor tão sombria Princesa.
Eric Ponty
POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA

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