Ó Safo, por que estás sempre
Cantando louvores à abençoada
Rainha do céu?
Por que o coração em teu peito
Sempre volta, em seu anseio,
A palpitar pela Deusa?
Por que teus sentidos, insaciáveis,
Estão sempre em busca do amor
Indescritível e imortal?
Ah, graciosa Filha de Chipre,
Nunca, como mortal,
Me cansarei de te servir.
Vem, por minha causa, de Creta a este templo sagrado,
onde se encontra teu encantador bosque de macieiras,
e os altares exalam fumaça
de incenso;
ali, a água fria canta entre os galhos das macieiras,
e todo o lugar está coberto pela sombra das rosas,
e das folhas trêmulas um sono mágico
desce.
Ali, um prado com pastagem para cavalos floresce com…
Flores, e doces
Brisas sopram
…
Ali, pegando as guirlandas, Cypris,
em taças douradas, luxuosamente,
deixe o néctar misturado com alegria
ser servido como vinho
(para estes meus amigos e seus.)
SAFO DE LEBOS - TRAD. ERIC PONTY
POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
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