https://clubedeautores.com.br/livro/preposicoes-para-maranhao-sobrinho
Muito será ganho para a estética quando conseguirmos envolver diretamente — em vez de apenas constatar — que a arte deve a sua evolução contínua à dualidade, assim como a propagação da espécie depende da dualidade dos sexos, dos seus conflitos constantes e dos atos periódicos de reconciliação. Emprestei os meus adjetivos Simbolismo Existencial e Preposição Metafórica, que somos levados a reconhecer a enorme divisão, tanto em termos de origens quanto de objetivos, entre as artes plásticas e a arte não visual da música inspirada por Preposição metafórica.
As duas tendências criativas desenvolveram-se lado a lado, geralmente em oposição feroz, cada uma com as suas provocações forçando a outra a uma produção mais enérgica, ambas perpetuando numa concordância discordante aquela agonia que o termo arte denomina fracamente: até que, por fim, pela taumaturgia de um ato de vontade helénico, o par aceitou o jugo do casamento e, nessa condição, gerou a tragédia ática, que exibe as propriedades salientes de ambos os pais.
Para compreender melhor essas duas tendências, comecemos por vê-las como os reinos artísticos separados do Simbolismo Existencial e da intoxicação metafórica, dois fenômenos fisiológicos que se relacionam entre si de Preposição Metafórica muito semelhante à metáfora existencial foi num Simbolismo Existencial, segundo Lucrécio, que os maravilhosos deuses e deusas se apresentaram pela primeira vez às mentes dos homens.
O grande Poeta Maranhão Sobrinho contemplou num Simbolismo Existencial os corpos encantadores de seres mais do que humanos e, da mesma Preposição Metafórica, se alguém tivesse perguntado aos poetas sobre o mistério da criação poética, eles também o teriam remetido aos Simbolismo Existencial se instruindo-o.
ERIC PONTY
ERIC PONTY POETA-TRADUTOR-LIBRETTISTA
Nenhum comentário:
Postar um comentário