Azur! sou eu... surjo das grutas da Morte,
Ouvir a onda a quebrar ao nível do som,
E volto a lhe ver as galés ao alvorecer,
Ressuscitar das sombras com remos dourados.
Minhas mãos solitárias chamam monarcas,
Cuja barba salgada divertiu meus dedos puros;
Estava a chorar. Cantaram os triunfos sombrios,
E golfos fogem nos esternos dos seus barcos.
Ouço as conchas profundas e das cornetas,
Militares dão ritmo ao voo destes remos;
Vozes claras dos remadores juntam das tumbas.
E Deuses, com sua proa heroica arrebatada,
No seu sorriso antigo, que espuma insulta,
Estiquem os braços indulgentes e esculpidos!
TRAD. ERIC PONTY
POETA,TRADUTOR,LIBRETISTA ERIC PONTY
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