quinta-feira, outubro 18, 2012

O encontro de Éon com Eusebius Sophronius - Éric Ponty



Eusebius Sophronius antes de consagrar à tradução da Vulgata Latina dedicava-se a ler textos latinos de Poetas, escritores, governadores, militares constituindo-se leitor ilustrado antes de dedicar-se inteiramente com zelo às palavras prenunciadas por testamentos ou velhos testamentos, pois este foi arremetido por um pesadelo ao trono de Deus. Em sua alma abundavam erudição e conhecimento mesmo recluso como coube a um dedicado cultor das letras.
Éon cavaleia longamente por terras selvagens assento desejo duma urbe. Enfim, abeirar-se à urbe donde os burgos têm escadas brilhosas incrustadas de espelhos marinhos, onde se refletem o requinte do Éden. É quando cavaleiro este precário entre duas vertentes sempre se acha na terceira vertente, donde às justas de abelhas se miscigenam em arcas sinfônicas entre os ouvidos incrédulos dos pastores, que entregues à lassidão recitam Ode de Poetas latinos.
Éon ajuizava em todas as coisas quando entrava à urbe, pois conservar-se à caça de Eusebius Sophronius. No imo sabia haver nascido homem, mas, sendo criado como mulher, portanto, à urbe fez-lhe essa querela. A urbe antevista o tinha jovem; acostar-se em idade investida olvidasse os velhos textos latinos, por exemplo, duma Ode de Horácio do qual se remete à Deusa Vênus, e às suas musas pagãs:
Libera per uacuum posui uestigia princeps,
non aliena meo pressi pede. Qui sibi fi det,
dux reget examen. Parios ego primus iambos
ostendi Latio, numeros animosque secutus
Archilochi, non res et agentia uerba Lycamben;
ac ne me foliis ideo breuioribus ornes
quod timui mutare modos et carminis artem,
temperat Archilochi Musam pede mascula Sappho,
temperat Alcaeus, sed rebus et ordine dispar,
nec socerum quaerit, quem uersibus oblinat atris,
nec sponsae laqueum famoso carmine nectit.
Hunc ego, non alio dictum prius ore, Latinus
uolgaui fi dicen …(*)


 Éon ficou a sopesar Ode de Horácio da casta virtude, enquanto pascia pelas sebes. Por que Alceus fez-se supino ao renegar o estilo do Archilolocus? Por que não se cultivou ao tema espiritual, ao mesmo instante, que ele Horácio ateve á técnica poética viril de Safo por zelo surgindo á todos os preparativos iâmbicos  à Lázio sendo lírico latinista ao sagrar à Archilolocus fazendo único sem pares? Eram teses presas há outra época, mas, apesar disso permitia à lealdade dessa escolha duma escola literária. Ao  Alceus fazer-se supino renunciou à divindade, e, o preceito viril de safo com aprestos iâmbicos eivando quiçá ao olvidamento; só por não aplicar-se aos temas espirituais abjurando das regras.  

Na sebe,  por onde incide há os anciãos, que, observam-lhe o viço passar; ele está assentado ao lado destes. Seus bel-prazeres agora são reminiscências dum tempo ido, olvidado por novas luzes. Silente Zeus após apartar os seres andróginos dum raio hora serenos em sua lassidão de deus desposado de crenças, uma, vez que era vítima dum desastre. Outra cultura nascera. 
Éon reflete o encanto da dubiedade do Éden Grego com Éden hebraico. Do encontro de Éon e Eusebius Sophronius pouco se cogitou. Há distintas variantes apócrifas, vertentes que divergem e interligam, mas, há lapsos do tempo, os dentes do tempo roeram o encontro.


(*)Sou guia definir meus indícios velados, sem ofício terra e não se prima por juntar aos limites das outras. O ser que tem - a autoestima regra à colméia. Fui o cardinal a raiar á todos os aprestos iâmbicos  à Lázio, cuja teia me fez cantador da facécia de Archilocus, mas, não a insídia - o tema das palavras presas à Licambios. Na via adornar-me com á mínima coroa era por receio em alterar-se a técnica poética viril de Safo, temperada por Archilocus Musa dos metros; Alceus fez-se supino, mas, adiar do tema com artifício não espiritual, não se alçou há um pai  da  lei do óleo renegado por tetros versos nem com notório poema uniu-se ao pacto. Não se proclamar diante duma outra língua, Eu fui latinista lírico ao consagrar-me.
 Éric Ponty

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