terça-feira, agosto 21, 2012

De uma só coisa (Poema em prosa) - Eric Ponty

(Poema em prosa)
Á Elizabeth Lorezenzotti
Lindo é o livro, cravejado destinos delicadamente lavrado das pradarias sem odores. Porém mais lindo é verso, precisa navalha cortando á carne da muralha. É a adunca do lampejo, pintada asas da ave não ousávamos pronunciar ao dia. Versos cintilam à resposta à vida, extinto fulgores sorrir marulhos d´aguas supérfluo nomes dos Reis. Expoentes devastados delírios destruindo furioso relâmpago, fenecendo orexia de manhãs mais tardias, zangadiços ornar louvores adeuses, desnudos antemaravilha desunadar , arrojarem às alamedas proferindo à sombra invisível esvaída languidamente indecisos cismas. Nada se submerge ao olvido, e quando nos expõe adeus, Eurídice sussurra os versos às sombras: “Sou a fagulha com sede”. Calado ateu jazo perguntar os versos seus!
Eric Ponty

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