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Presépio está armado, &lt;br /&gt;dessas figuras barro ornam-nos gruta, &lt;br /&gt;solenes os reis magos tão mansos, &lt;br /&gt;trazem presentes, mirra, ouro, incenso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite de tão quieta há de estrelas, &lt;br /&gt;que vésper calma luz nos pasce mundo, &lt;br /&gt;vai nos trazendo tão mansas figuras, &lt;br /&gt;esboços da memória tanger hinos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Torres dos sinos batem pradaria, &lt;br /&gt;dos seus alarmes brônzeos dos sossegos, &lt;br /&gt;anunciam-se menino Deus chegou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serras presépio dão vagos perfis, &lt;br /&gt;distante tempo d´alma nossos olhos, &lt;br /&gt;pascidos sinos oram à Belém. &lt;br /&gt;II &lt;br /&gt;Vagueiam campos sós estrelas brancas, &lt;br /&gt;pascidas das noites calmas vãs, &lt;br /&gt;sobre os olhares paz ternos pastores, &lt;br /&gt;rezam solenes gruta do Senhor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velam desvelam chamas dessa noite, &lt;br /&gt;presentes desses magos ofertados, &lt;br /&gt;dão saudações languidas aos que passam, &lt;br /&gt;rezados das visões desses horóscopos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silente reza dá viva esplendor, &lt;br /&gt;coração tão silente dos prenúncios, &lt;br /&gt;lúdicas vozes vidas das conversas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pascida da manhã verteu-se sol, &lt;br /&gt;lúdicos raios prados vespertinos, &lt;br /&gt;enternecidos magos seu pastor. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif;"&gt;Eric Ponty &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5950322021387504771?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5950322021387504771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5950322021387504771&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5950322021387504771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5950322021387504771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/12/duas-cenas-de-dezembro-ja-e-natal.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-94097455211682182</id><published>2011-07-22T15:17:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T15:17:15.095-07:00</updated><title type='text'>Vozes na paisagem 2 - Convite</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-jfJIdkkIS6Q/Tin2yBjqrLI/AAAAAAAAAgQ/OCtbXFjTxs8/s1600/convite.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://4.bp.blogspot.com/-jfJIdkkIS6Q/Tin2yBjqrLI/AAAAAAAAAgQ/OCtbXFjTxs8/s320/convite.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-94097455211682182?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/94097455211682182/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=94097455211682182&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/94097455211682182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/94097455211682182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/07/vozes-na-paisagem-2-convite.html' title='Vozes na paisagem 2 - Convite'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-jfJIdkkIS6Q/Tin2yBjqrLI/AAAAAAAAAgQ/OCtbXFjTxs8/s72-c/convite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7224049958180352028</id><published>2011-07-22T15:11:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T15:12:15.111-07:00</updated><title type='text'>Estátua da praça Duque de Caxias</title><content type='html'>A estátua estática presta continência,&lt;br /&gt;pudesse ganhar vida do que faria,&lt;br /&gt;mistifica está inerte lembranças alça,&lt;br /&gt;dos dias, as horas, tempo expande relógios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estátua estática presta continência,&lt;br /&gt;vida que vem estática permanece,&lt;br /&gt;lembra o civismo, lembra à pátria, à ordem,&lt;br /&gt;fixada praça Duque de Caxias orna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estátua estática faz a continência,&lt;br /&gt;lembrando aos soldados que descem à idade,&lt;br /&gt;dezoito passam Duque de Caxias só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não só nunca ela está, sempre passando,&lt;br /&gt;tocando transeuntes&amp;nbsp; d´almas percebem,&lt;br /&gt;qual cena final&amp;nbsp; duma Ana Karerina. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eric Ponty &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7224049958180352028?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7224049958180352028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7224049958180352028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7224049958180352028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7224049958180352028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/07/estatua-da-praca-duque-de-caxias.html' title='Estátua da praça Duque de Caxias'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2535473893042525817</id><published>2011-07-06T06:21:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T15:13:58.539-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Harpias de Sísifo - Eric Ponty'/><title type='text'>Harpias de Sísifo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Tal a sombra de luz que pasceu a porta,&lt;/div&gt;desceu àquela hora, frágil nesga horta,&lt;br /&gt;toda absorvida diante brilho faz&lt;br /&gt;súbito e grácil gesto total paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no sombrio em que vivia maior dor,&lt;br /&gt;do mundo amor em nada. E agora ardor,&lt;br /&gt;súbito jaz, uma asa, águia voou&lt;br /&gt;triste das trevas feroz não aventou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as grilhetas de luz do encadeado,&lt;br /&gt;mas do bramido algoz em coisas sós&lt;br /&gt;cantam aos ventos as possui dum lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim já tendo vivido algo, em nós,&lt;br /&gt;que nos importa, vou ao vento quem,&lt;br /&gt;desceu àquela hora, frágil nesga porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Vi elevar-se no chão.&lt;br /&gt;na leveza, da beleza&lt;br /&gt;em cada nesga de luz&lt;br /&gt;na correspondência rés,&lt;br /&gt;de súbito é inviolável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi atravessar aresta&lt;br /&gt;aureola de luz se faz,&lt;br /&gt;na cantiga da pureza,&lt;br /&gt;dão, contudo do retorno.&lt;br /&gt;Olhar tão perto, sós raios…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos transparentes fulgores&lt;br /&gt;dos raios à luz retorno&lt;br /&gt;lucidezes, paz da mágoa.&lt;br /&gt;Mas dizer todas coisas?&lt;br /&gt;Vi justa, ao longe: escudo&lt;br /&gt;reflexo em negas d´água,&lt;br /&gt;são pálidos, golpes surdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;III&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Se ainda iluminar&lt;br /&gt;com fulgor igualmente,&lt;br /&gt;sei vai estar novamente&lt;br /&gt;tão perto; a chama entende,&lt;br /&gt;a nesga quer brilhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é olhar alcança&lt;br /&gt;mais do consegue trança,&lt;br /&gt;o raio, novamente,&lt;br /&gt;que vate dum olhar&lt;br /&gt;com passa luz a frente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa noite que estende&lt;br /&gt;ao fundir e separar&lt;br /&gt;inadvertidamente...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2535473893042525817?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2535473893042525817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2535473893042525817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2535473893042525817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2535473893042525817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/07/harpias-de-sisifo-tal-sombra-de-luz-que.html' title='Harpias de Sísifo'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8623838177494595165</id><published>2011-07-04T06:16:00.000-07:00</published><updated>2011-07-22T15:14:19.504-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Balada de Sísifo - Eric Ponty'/><title type='text'>Balada de Sísifo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;A&lt;/b&gt;percebe Sísifo pasce ser campestre&lt;/div&gt;aceitar vigor posses do sortilégio,&lt;br /&gt;acorrentando às ordens dessa deidade:&lt;br /&gt;quantos destros há lutas deste que altera:&lt;br /&gt;É pedra, é monte horrendo, de tão duro fio&lt;br /&gt;funde tudo astúcia; do fardo tamanho, &lt;br /&gt;vencido percebeu ao azado virado ser &lt;br /&gt;terrestre voz bradada qual é aos mares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus limitado posses do sortilégio,&lt;br /&gt;outro nenhum ser, de quem lhe finou alarde&lt;br /&gt;de ser valente ardor? Flamula? Chama?&lt;br /&gt;Minha derrota? Brio? Que vem cantar?&lt;br /&gt;O dolo não se olvida. Monta ondear.&lt;br /&gt;Aos deuses, padeço à sorte dos deuses:&lt;br /&gt;“Peço alívio aos danos, padeço exílio”.&lt;br /&gt;Mais nulidade. Sísifo fardo rendido&lt;br /&gt;branda o olhar relva azul ondas talhadas,&lt;br /&gt;rangem arrepiantes golfam irosos mares:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O nume segue-o. exilar-lhe qual dos fardos,&lt;br /&gt;Ó Deus Nefando, inda é capaz contigo,&lt;br /&gt;se o não lhe tolha à sina comina-se pena&lt;br /&gt;de ti se ia empurrar ao longo da ribeira, &lt;br /&gt;tão cego horror, tão já cego da pedreira,&lt;br /&gt;resguarda enorme fardo. Ser Deus! Desdita!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das Circe coro recheia ondas vãs, &lt;br /&gt;ecos finados à terra até aos alcantis,&lt;br /&gt;nuvens ondeantes aéreas das vagas &lt;br /&gt;assomadas à sina do Sísifo ardido,&lt;br /&gt;arguidos ondas em vão exigem &lt;br /&gt;atenua à pena. Cônjuge Circe, qual cônjuge&lt;br /&gt;consigo a sós, eco vazio das ondas,&lt;br /&gt;raiado à luz, meio dia, quando manto d´água&lt;br /&gt;praia estendia, enchia-o da ária vaga,&lt;br /&gt;arroja-lhe descer às goelas das vagas,&lt;br /&gt;do acesso qual do fundo se arriscou fender&lt;br /&gt;breu negro ao conúbio fundo dos mares,&lt;br /&gt;ver a face de Circe? Empenhar-lhes à ária&lt;br /&gt;nau império se tratar perto dos cânticos,&lt;br /&gt;nautas surdos rogos qual das súplicas,&lt;br /&gt;abundante assembleia das ondas todas&lt;br /&gt;amorfo ensejo, enrugado breve tecido,&lt;br /&gt;Circe alarmante vagas luz do sortilégio, &lt;br /&gt;turba por entre às rochas ateai-lhe o todo,&lt;br /&gt;encarcerando o vate de ondas tão roucas.&lt;br /&gt;cerne daqueles burgos foscos impérios,&lt;br /&gt;alento eterno, o Sísifo das crespas ondas&lt;br /&gt;irmãs dos sortilégios arroxeados nautas&lt;br /&gt;pasmos de auscultar! Ás vozes do império&lt;br /&gt;goelas contêm, abertas dos desígnios;&lt;br /&gt;das ondas de Circe expandiu-se o moinho;- &lt;br /&gt;surgia retroceder lúgubre cantiga;-&lt;br /&gt;reviver o canto acudir-lhe qual dos olvidos,&lt;br /&gt;entregue dores, casta bramida ondas,&lt;br /&gt;trazidas a ele, não lhe ressoava. Alvas vão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Iludiu-se do ouvinte álgidos alcantis, &lt;br /&gt;tocaram-lhe canções, o abismo do imo,&lt;br /&gt;para quem quase à voz, cede,olvida lida,&lt;br /&gt;Sísifo afronta a lied ilude lavor Circe,&lt;br /&gt;do oceano ao pacto cru há quebranto,&lt;br /&gt;E vozes surgem- vagos lúgubres sons,&lt;br /&gt;qual da voz de Circe desse meio dia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sísifo, fogo foi-lhe ardor? Tocou-lhe algo? &lt;br /&gt;Pobre de mim, e a ti cujo furor pendeu!&lt;br /&gt;Fardo renova! Sinto nos olhos seus,&lt;br /&gt;a cantar da nova a sina perene Deus!&lt;br /&gt;E vozes surgem vagos lúgubres sons,&lt;br /&gt;com a voz de Circe quase do meio dia:&lt;br /&gt;Ânimo bizarro ata-lhe! As vozes abraçam,&lt;br /&gt;tendo-se as mãos à força o impele;&lt;br /&gt;E vozes surgem vagos lúgubres sons,&lt;br /&gt;voz de Circe das ondas do meio dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entende de Sísifo pasce ser campestre,&lt;br /&gt;aceitar a vigor posses do sortilégio,&lt;br /&gt;acorrentando às ordens qual da deidade,&lt;br /&gt;crueza é a sina diante do derradeiro,&lt;br /&gt;tendo-se às mãos à coragem lhe impele,&lt;br /&gt;surge retroceder a lúgubre cantiga,&lt;br /&gt;oceano ao pacto cru do quebranto,&lt;br /&gt;reviver do canto acudir-lhe os olvidos,&lt;br /&gt;trazidos nele, não ressoava. Alvas são!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ânimo bizarro ata-lhe! As vozes abraçam,&lt;br /&gt;com a voz dessas Circe do meio dia,&lt;br /&gt;de quem quase à voz, cede,olvida vida,&lt;br /&gt;tocaram-lhe canções do abismo do imo,&lt;br /&gt;ilude-se do ouvinte de álgidos alcantis.&lt;br /&gt;cantar de novo à sina perene do Zeus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre cativo, donde é que há de apelar,&lt;br /&gt;&amp;nbsp;se de toda justiça é vaga transitória,&lt;br /&gt;cruel é a sina diante do derradeiro,&lt;br /&gt;surge retroceder-lhe a lúgubre cantiga,&lt;br /&gt;há de fazer-lhe Sísifo? Grita, brada, chora,&lt;br /&gt;do silêncio de Circe aos ecos sortilégio,&lt;br /&gt;do oceano ao pacto cru há quebranto&lt;br /&gt;dos azuis infinitos acudir-lhe olvidos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Éric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8623838177494595165?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8623838177494595165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8623838177494595165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8623838177494595165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8623838177494595165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/07/balada-de-sisifo-percebe-lhe-sisifo.html' title='Balada de Sísifo'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6685344317572892047</id><published>2011-07-02T04:14:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T15:09:32.878-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Planos sínteses de J.L. Godard - Eric Ponty'/><title type='text'>Planos sínteses de J.L. Godard</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&amp;nbsp;No primeiro plano, da estátua pétrea,&lt;/div&gt;contida no próprio silêncio pedra,&lt;br /&gt;no marmóreo arder etéreo praça,&lt;br /&gt;substancia nome próprio substantivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No segundo plano, da estátua pétrea,&lt;br /&gt;Ombre no tempo das sombras dos ombres,&lt;br /&gt;no marmóreo pascer etéreo praça,&lt;br /&gt;substancia divo próprio substantivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terceiro plano, da estátua pétrea,&lt;br /&gt;de sonidos contidos mero verbo,&lt;br /&gt;esmero nessa dialogada lavra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no quarto plano, ausência pétrea,&lt;br /&gt;Fênix de um raio corta contra plano,&lt;br /&gt;Fulgor, gemido, pássaro descaído. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6685344317572892047?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6685344317572892047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6685344317572892047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6685344317572892047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6685344317572892047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/07/planos-sinteses-de-j.html' title='Planos sínteses de J.L. Godard'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4993275992533778366</id><published>2011-07-01T18:34:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T15:09:46.846-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Óculos - Eric Ponty'/><title type='text'>Óculos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Ó meu nobre, querida visão ombreada,&lt;br /&gt;vasto de mim na natureza atura,&lt;br /&gt;consciente igual servil e tão mortal,&lt;br /&gt;tenho por ti do melhor que há mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó meu nobre, querida visão ombreada,&lt;br /&gt;Instrumento que meço na visão;&lt;br /&gt;Ó Perdição minha cansaço deixo,&lt;br /&gt;minha ilusão passar num rio elixo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja são dos marinheiros passam,&lt;br /&gt;é vida exala própria lide no ar,&lt;br /&gt;já passam folhas, passam moças par.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim a sonhar, os querubins são flechas,&lt;br /&gt;entoam as marchas&amp;nbsp; música que cura,&lt;br /&gt;doridas dores d´alma salta e canta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4993275992533778366?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4993275992533778366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4993275992533778366&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4993275992533778366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4993275992533778366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/07/questao-de-honra-o-meu-nobre-querida.html' title='Óculos'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6722373689944200251</id><published>2011-07-01T05:06:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T15:10:00.338-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Afresco para manhã de nevoa - Eric Ponty'/><title type='text'>Afresco para manhã de nevoa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A&lt;/b&gt; nevoa ansiada batendo na porta, &lt;br /&gt;qual flor que brotada no acaso da horta, &lt;br /&gt;a flor que se esvai nessa dor sempre aflita, &lt;br /&gt;manhã que se abrolha na luz que se agita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acaso vida não falava das lágrimas, &lt;br /&gt;passar nessas verves poentes serras natas, &lt;br /&gt;passada frisagem no largo azuis matas, &lt;br /&gt;cantigas dos laicos, das aves acimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desvão da manhã que tocada ao grão,&lt;br /&gt;daquele media pelos dias noites sós, &lt;br /&gt;sentidos ao homem carpido em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anseia da lua que batendo já agora, &lt;br /&gt;passar que decaí nessa dores do chão&lt;br /&gt;a noite que abrolha que vozes afora.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6722373689944200251?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6722373689944200251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6722373689944200251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6722373689944200251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6722373689944200251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/07/afresco-para-manha-de-nevoa-nevoa.html' title='Afresco para manhã de nevoa'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1317084447429831600</id><published>2011-06-17T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-11-22T12:50:16.132-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto do longínquo tom do prado  - Eric Ponty'/><title type='text'>Soneto do longínquo tom do prado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Silencioso da cor vela morredoura urzes, &lt;br /&gt;traz pensamento leva ouvido do longínquo, &lt;br /&gt;soando tange sons dos prados destas flores, &lt;br /&gt;ocaso tão bucólica, Ode&amp;nbsp; imensidões, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traz cotidiano, dobra perpetra iníquo, &lt;br /&gt;na pulsação do medo entre dos casarões. &lt;br /&gt;precipício badalo que repousa alado, &lt;br /&gt;qual meigo do ermo puro eterno exilado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo nave ressoando qual o silenciar: &lt;br /&gt;Tom pureza do som tangido do zelado, &lt;br /&gt;extenso deste som, imaterial&amp;nbsp; história! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São melancolias tons de eterna enunciatária,&lt;br /&gt;vazio silente azul brandir-nos branco prado, &lt;br /&gt;recoberto tinir das torres presenciar.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1317084447429831600?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1317084447429831600/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1317084447429831600&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1317084447429831600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1317084447429831600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/soneto-do-longinquo-tom-do-prado.html' title='Soneto do longínquo tom do prado'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4426349803786438649</id><published>2011-06-15T04:02:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T15:11:51.963-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto da marmota - Eric Ponty'/><title type='text'>Soneto da marmota</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;A minha vida esvaída, que importa? Quem sente,&lt;br /&gt;se pressentem que importa? No mundo há tantos,&lt;br /&gt;sim há tantos como eu! São Augustos em tudo,&lt;br /&gt;nas mancadas, marmotas, compasso de espera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou mais um Esteves?! Olá Esteves como&lt;br /&gt;presente aquilo sente, se há de tanta gente,&lt;br /&gt;de que jura que mente aquilo que sentimos,&lt;br /&gt;quando passamos há tanta gente que sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E na borda do mundo são tantos tão humanos,&lt;br /&gt;não nos importa todos os dias, todas tardes,&lt;br /&gt;todos ritos, mistérios que se sente à mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é real tela singrar pelo mundo,&lt;br /&gt;enquanto há energia que a conduz pelo dia,&lt;br /&gt;desligarmos à vida ela não nos desmente?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4426349803786438649?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4426349803786438649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4426349803786438649&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4426349803786438649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4426349803786438649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/soneto-da-marmota.html' title='Soneto da marmota'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8799598898570937095</id><published>2011-06-13T14:22:00.000-07:00</published><updated>2011-06-13T14:22:10.267-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Vozes na paisagem - Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - 2011 - Galo Branco'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9LfYOwi1oBE/TfZ_Vl1MBaI/AAAAAAAAAf8/tpFW7HzhRro/s1600/convite+13+curv-733179.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="272" src="http://1.bp.blogspot.com/-9LfYOwi1oBE/TfZ_Vl1MBaI/AAAAAAAAAf8/tpFW7HzhRro/s320/convite+13+curv-733179.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8799598898570937095?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8799598898570937095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8799598898570937095&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8799598898570937095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8799598898570937095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/blog-post_13.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-9LfYOwi1oBE/TfZ_Vl1MBaI/AAAAAAAAAf8/tpFW7HzhRro/s72-c/convite+13+curv-733179.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7882415832876192406</id><published>2011-06-13T11:28:00.000-07:00</published><updated>2011-06-24T17:09:14.879-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Santo Antônio de Pádua - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Santo Antônio de Pádua&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;D&lt;/b&gt;espossuído esta palavra eterno,&lt;br /&gt;eu pensei Santo Antônio Pádua só,&lt;br /&gt;se voltou para prática tão pia,&lt;br /&gt;autoestima mundo quanto aos peixes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos peixes lembra-nos Padre Vieira,&lt;br /&gt;do sermão sacro Santo Antônio Pádua,&lt;br /&gt;que terá dito Antônio? Dito aos peixes&lt;br /&gt;em qual homilia consagrada agra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padre Vieira nos deu árduas lavras,&lt;br /&gt;em que palavras não olvidem nada,&lt;br /&gt;sagradas teçam, ruas, ouçam homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santo Antônio, o bastião dessas graças,&lt;br /&gt;português como eu ou você doutro,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;despossuídos; esta, palavra, eterno!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7882415832876192406?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7882415832876192406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7882415832876192406&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7882415832876192406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7882415832876192406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/blog-post.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6079247666577861917</id><published>2011-06-10T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-07-23T15:12:35.717-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Inês ressurreta (poemas iniciais) - Éric Ponty'/><title type='text'>Inês ressurreta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;A vertente jaz, encosta dos mundos,&lt;br /&gt;fica olhando-se do alto sempre em frente,&lt;br /&gt;afrontam-se suas vestes, prado calmo,&lt;br /&gt;Dos céus, que gregos, dia se que almejaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A torre que é mais alta se olha frente,&lt;br /&gt;A visão é um desamparo longe,&lt;br /&gt;Daqueles que nos falam perto fala,&lt;br /&gt;O Báculo sustenta os vários mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atem-se à percepção do mundo fasto,&lt;br /&gt;ilusão que se dispõem do seu arado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percepção do que se tem é abissal.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Ao se iludir da paz com dura glória,&lt;br /&gt;Quanto alcançou ganhar na dura terra,&lt;br /&gt;Caso infeliz, que dito da memória,&lt;br /&gt;Que do sepulcro véus lhes desenterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se dizer, feroz Amor, a sede,&lt;br /&gt;Porque querer, do áspero humano,&lt;br /&gt;se nem com lágrima mais triste irriga,&lt;br /&gt;de suas visões sagrar os sangues danos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È você, casto amor, com força nua, &lt;br /&gt;tão tenros corações que tanto obriga,&lt;br /&gt;foi-lhe causa a apoquenta morte crua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E com que pérfida inimiga abriga,&lt;br /&gt;dizer-nos, fero ardor, que a sede nua,&lt;br /&gt;nem com lamento triste se mendiga.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Flutuava, linda Inês em justa palma,&lt;br /&gt;séculos quem obtendo doce luto,&lt;br /&gt;naquele espasmo da alma, alegre e justo,&lt;br /&gt;fortuna vida não sagra-lhe calma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudosos nomes tempos do Mondego,&lt;br /&gt;são seus formosos olhos nunca olvido,&lt;br /&gt;dos marmos ensinando desses egos&lt;br /&gt;são nomes que no pleito escrito ido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de tua lápide ave nos respondem,&lt;br /&gt;são produtos que na alma lhe habitavam,&lt;br /&gt;é sempre que ante nossos véus diziam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dos teus formosos se apartavam;&lt;br /&gt;São noites, doces sonhos que cotiam,&lt;br /&gt;É dia, são pensamentos que voavam.&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;E quanto, enfim, cuidava e quanto lia,&lt;br /&gt;Eram já tudo das memórias via.&lt;br /&gt;Qual perante do algoz o combatido,&lt;br /&gt;que já na lide a morte tem servido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E coloca no cepo da garganta, &lt;br /&gt;e já entregado espera pela manta, &lt;br /&gt;de tão temido: tão sofrido clave,&lt;br /&gt;diante do Príncipe aja dor grave. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ego que estava, a tudo destronado,&lt;br /&gt;amor andrajo alçava mundo alado;&lt;br /&gt;mas, morte vendo a estranha enfermidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabeças pelo campo vão assaltando,&lt;br /&gt;braços, de pernas, quilha passam nau,&lt;br /&gt;tão faustas as entranhas latejando.&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;Eu pensei na manhã nasceu da noite,&lt;br /&gt;um solitário véu que aflora foice,&lt;br /&gt;cortado do mal dito amores caso,&lt;br /&gt;em que passava olhar de Rilke acaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava bela ria noturno ultraje,&lt;br /&gt;pensamos lua despida Inês de trajes,&lt;br /&gt;inerte, inerme olhos de tão castos,&lt;br /&gt;e quiçá algozes frios do olhar tão vastos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soturna estática ave tez Maria,&lt;br /&gt;não sei devassos, hora ardiam e riam,&lt;br /&gt;pulhas sorriem duma honra alheia ardia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reis do Malévolo hás, dos céus de brancas&lt;br /&gt;anunciações, silentes, véus das santas,&lt;br /&gt;altares sós tão pios de sérias castas.&lt;br /&gt;VI&lt;br /&gt;Se triste do léu padeceu Inês sorte,&lt;br /&gt;que ave cantou sorte cedro do órfão,&lt;br /&gt;canção parabelo se fez do réquiem,&lt;br /&gt;a nuvem também cora à sorte de alguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A andar e cair pelos desvãos como réus,&lt;br /&gt;ao passar torcendo no ar pelos céus,&lt;br /&gt;tocar a cortinas na frisa aos relentos&lt;br /&gt;são águas tranquilas das brisas vão alentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo comove, sinal vasta terra,&lt;br /&gt;dos pássaros, rio, que manso no leito,&lt;br /&gt;dizendo-lhes dor de eterna que aterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O véu dolorido dessa ânua adiposa,&lt;br /&gt;paixão tão sofrida dos dias desse estio&lt;br /&gt;passar o desvão amargurado dessa hora.&lt;br /&gt;VII&lt;br /&gt;Se triste Inês santa padeceu no andor,&lt;br /&gt;um Pedro também sonha com crime dor,&lt;br /&gt;canção coração toa o trovão nessa infâmia, &lt;br /&gt;qual nuvem que tardo tão da vidamia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andar e passar pelos vãos dos passam,&lt;br /&gt;passando levando no ar pelos réus,&lt;br /&gt;trovoar-lhe da moça na brisa ao relento&lt;br /&gt;sãs águas pacatas dos flumens impuros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tudo comove tão vasto nos leitos,&lt;br /&gt;dos pássaros, são desses mansos pleitos,&lt;br /&gt;dizendo na mina de eterna fluência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A flor lhe é dorida das águas alpestres,&lt;br /&gt;paixão dolorida dos dias desse estio&lt;br /&gt;dançar no desvão agoniado terrestres. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Éric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6079247666577861917?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6079247666577861917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6079247666577861917&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6079247666577861917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6079247666577861917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/ines-ressurreta-poemas-iniciais-i.html' title='Inês ressurreta'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1950078866698188291</id><published>2011-06-09T11:22:00.000-07:00</published><updated>2011-06-09T16:46:32.426-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ensaios para cena sacra - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Ensaios para cena sacra&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Dentro decaído em mim olho instante,&lt;br /&gt;quase reflexo jaz poente diante,&lt;br /&gt;perco analiso minhas linhas idas,&lt;br /&gt;personifico instante  dessas vindas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já solitário embargo nessas ondas,&lt;br /&gt;jazendo plenos olhos vivos rondas,&lt;br /&gt;dum raio, que relâmpago ave pousa,&lt;br /&gt;medita ativa sobre gente ouça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Planejo só das asas plumas plenas,&lt;br /&gt;ágeis e nobres penas sacras cenas,&lt;br /&gt;ó da doçura assina cerne à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lívidos olhos cerne tempestade,&lt;br /&gt;branda flamula faz, trepida  raio,&lt;br /&gt;doçura assina, dá prazer alarde.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Atordoante via autora rumor,&lt;br /&gt;clama da grande pena brusco amor,&lt;br /&gt;sombra que passou libor caos frondosa,&lt;br /&gt;alçando céu que à nata, fundo tosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gráceis e nobres rosas dessa estátua,&lt;br /&gt;inerte sacra jaz, crispa perpetua, &lt;br /&gt;lívidos céus; em olhos passe idade,&lt;br /&gt;voo doçura traz fascina à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É senão... Ela, pois raio! De tão bela &lt;br /&gt;da pena acena esvaída quase ato,&lt;br /&gt;que não mais tê-la fato que nos arde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algures longe! Passa! De tão rápido&lt;br /&gt;personifica raio vai vivido, &lt;br /&gt;pascer doçura traz perpetua à tarde.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Cavalos passam&amp;nbsp; prados são&amp;nbsp; viventes,&lt;br /&gt;tão misteriosos dão sombras&amp;nbsp; silentes,&lt;br /&gt;e com seus passos duros dão ecos casas,&lt;br /&gt;submersos sombras aram vozes asas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pernas sacras os cavalos tangem,&lt;br /&gt;perpétuos marmos ficam nessa aragem,&lt;br /&gt;e deixa passo agrestes ternos solo,&lt;br /&gt;chegam campestres luto pelo dolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mensagens mórbidas ecoam nos campos,&lt;br /&gt;anunciando manhãs pascer nos tópos,&lt;br /&gt;daqueles choram dias pascido arrolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Patas marcadas solo se refletem,&lt;br /&gt;poucos descrevem gestos de que se atem,&lt;br /&gt;vagidas hortas dão vertentes solo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1950078866698188291?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1950078866698188291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1950078866698188291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1950078866698188291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1950078866698188291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/ensaio-para-cena-sacra-dentro-decaido.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2543046834922993130</id><published>2011-06-08T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-08T09:22:06.411-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto para Narcisos aéreos - Éric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto para Narcisos aéreos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Ó de súbito instante pássaro de alado,&lt;br /&gt;tangíveis nuvens céus azuis calmos morgados,&lt;br /&gt;silente tempo faz; e perfaz, sutil árvores,&lt;br /&gt;calmos fios do estio trespassando-se rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cenas calmaria são de silentes prados,&lt;br /&gt;se convergem arado pelo aéreo fado,&lt;br /&gt;sem densidade dão vivas verves que atam,&lt;br /&gt;se refletem no lago dos narcisos passam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ágeis narcisos, clama arado pelo arado,&lt;br /&gt;sutis dizem coisas solidas ao estado,&lt;br /&gt;vertente que vem mente que aproxima d´água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Narcisos se olham, sós, perpétuos não nos dizem,&lt;br /&gt;quando passamos almas de remoer instantes,&lt;br /&gt;toda calmaria faz perplexa pelo fazem.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2543046834922993130?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2543046834922993130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2543046834922993130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2543046834922993130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2543046834922993130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/soneto-para-narcisos-aereos-o-de-subito.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-321745320356345035</id><published>2011-06-06T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-06T09:51:01.294-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três cantos ao plantô do princípio - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Quarteto cantos ao plantô do princípio&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Onde está a panela do provérbio, mãe&lt;br /&gt;a das três pernas&lt;br /&gt;e asa partida&lt;br /&gt;que me deste antes das chuvas grandes&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;O Cercado - Ana Paula Ribeiro Tavares &lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;Chegando pôde terra pelas ilhas,&lt;br /&gt;exausto sonha azul do céu dos melros,&lt;br /&gt;percebia claro pouco nessa quilha,&lt;br /&gt;tempo podia na nau de olhar de Eros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem solo não se abriu à luz lua,&lt;br /&gt;expunha-se da sombra tarde mutua,&lt;br /&gt;e fez-se arriba voz ao tempo divo,&lt;br /&gt;prados expostos pôs silente crivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inexistente canta da beleza,&lt;br /&gt;passados grãos no chão do prado mundo,&lt;br /&gt;só desenhando planta postar fundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da noite aparta à voz estéril cume,&lt;br /&gt;dão-se do prado sonho luz sermão,&lt;br /&gt;opta do fundo prado luz senão.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Nem que se teça fogo do árduo mundo,&lt;br /&gt;longe trará da luz passara fundo,&lt;br /&gt;conduzir qualquer linha fez-se igual,&lt;br /&gt;prantos dos servos nomes enfim sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pronto ei-lo aqui desenho mão, &lt;br /&gt;me dedicando esboço torpe não,&lt;br /&gt;transfiro d´alma ser que traça estio,&lt;br /&gt;silente tempo pela da hora absinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas é concluis traz quem nos torce igual,&lt;br /&gt;desenganados quem canção fez mal,&lt;br /&gt;dormido chão quis justo dela estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser feliz é minha estranha pátria,&lt;br /&gt;selvagens nobres risos dão paria,&lt;br /&gt;surdos descai&amp;nbsp; na serra desse agudos.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Rio conduzia história passa à sevres&lt;br /&gt;principais brios luzes Livros livres,&lt;br /&gt;drama ninguém quis passa dar estranha,&lt;br /&gt;servem que passa grita leve apanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mencionar credo amado do vestígio,&lt;br /&gt;banais conversas prados do litigio,&lt;br /&gt;já despontaram fé brotada d´almas,&lt;br /&gt;freguesias nuas dos pares devem calmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São vozes tornam nomes vindos climas,&lt;br /&gt;pleitos jazendo marmo céu quimeras,&lt;br /&gt;pascer abole, tempo, maça, bosque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interior lied do reino ilustre da pera,&lt;br /&gt;filhos ficaram chão segredo alarde,&lt;br /&gt;incluíssem toque à luz ligeiro bosque.&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Momento vero, ser toando mesmo,&lt;br /&gt;viva vertente, cerne já tão próximo,&lt;br /&gt;luz que transvia que envolve do mais pleno,&lt;br /&gt;contribuir eco minha voz do Zeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombra tão azeda, tez que da quimera,&lt;br /&gt;furtar-me desta calma branda hera!&lt;br /&gt;Sombra do silvo imagem da ramagem,&lt;br /&gt;Esplendor brada fronte da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus estimados visos dos cingidos,&lt;br /&gt;das quais monções que pascem fins dos gados,&lt;br /&gt;tristeza duela pascem sós da crueza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espuma traz trespassa de ausentados.&lt;br /&gt;réstia soberba plena dos alçados,&lt;br /&gt;sentados terça à voz fartada exerça.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-321745320356345035?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/321745320356345035/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=321745320356345035&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/321745320356345035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/321745320356345035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/quarteto-cantos-planto-do-principio.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-5215684690512794873</id><published>2011-06-05T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T06:02:00.282-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto para pradaria - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto para pradaria&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Aos poucos vou cantando pela pradaria,&lt;br /&gt;anunciando princípios começos finais,&lt;br /&gt;da minha verve inata encanta desencantos,&lt;br /&gt;das asas das folhagens verdes nuas duma árvore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltitam sombras sós cometam entre si,&lt;br /&gt;intervalo imantar coisas difusas fim,&lt;br /&gt;dos cavalos azuis nublados, ser auroras,&lt;br /&gt;selvagens da sombra ida que perpassam lida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No horizonte de abril, chegam aos poucos, calmos,&lt;br /&gt;vem trazendo consigo na algibeira lenhos,&lt;br /&gt;dos mapas, sortilégios de anunciar esboços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já sem asas saltitam pelos campos nus,&lt;br /&gt;as folhagens das cruas flores verdes do marmo,&lt;br /&gt;pascendo ao longe sós, imóveis cavalos. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5215684690512794873?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5215684690512794873/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5215684690512794873&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5215684690512794873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5215684690512794873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/soneto-para-pradaria-aos-poucos-vou.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-5270886913864012208</id><published>2011-06-03T02:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T10:24:29.139-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quarteto para pascer ao regato a relva - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Quarteto para pascer ao regato a relva&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Excedeu sobre campos, visto alarmes,&lt;br /&gt;qual num sonoro corpo vai  para armes,&lt;br /&gt;agonia espírito, ave efêmero entre,&lt;br /&gt;paisagens, homens sós acolhem dentre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muda ave apanha de eras tão mudáveis,&lt;br /&gt;alcançarão que mundo foi e partiu,&lt;br /&gt;sós em vão, seguem da voz elidiu,&lt;br /&gt;porque foi ela trilhou indômito céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamúria desse instante existe vão,&lt;br /&gt;não me vou alegre nem me vou infeliz,&lt;br /&gt;é corda assina está traçado fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Objetos dão as coisas nomes tarde,&lt;br /&gt;não noto  o sulco nem tormento dar,&lt;br /&gt;invadir noites, dias, quadras areias.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Dos exercícios latos prantos falam,&lt;br /&gt;conjugam juntos céus que quieto exala,&lt;br /&gt;de que em mentira traz selvagens mantos,&lt;br /&gt;se proferindo surge versos bardos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobiço de fazer dor poema irriga,&lt;br /&gt;nos mapas sombras fogos mar mitiga,&lt;br /&gt;grácil de tudo abrolha noite canto,&lt;br /&gt;preenchendo só tormentos desse manto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noites selvagens; brusco ser do plano,&lt;br /&gt;traz composição plena párea duna,&lt;br /&gt;luz imprudência céu tristeza adeuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pélagos fortes brandas letras passam,&lt;br /&gt;vastas velhices tangem tão depós,&lt;br /&gt;pelas sementes sós predizem nós.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Ajuízo na clareza desse prado,&lt;br /&gt;voz abrir da afável terna queima,&lt;br /&gt;burila à luz frugal de branca mão,&lt;br /&gt;vai cochilando sebe quilha ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É paz eirado prado espora rio,&lt;br /&gt;desamparado sol pondera cáspio,&lt;br /&gt;soturnidade se aproxima alarde,&lt;br /&gt;fabricar o seu não, sentido à tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É lento esforço trago que ossifico,&lt;br /&gt;que vai do aparo pena  desse ficto,&lt;br /&gt;é nem Deus surdo golpe tão mudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas, os dias, anos, lavam verso,&lt;br /&gt;é que mais puro possa canto soar,&lt;br /&gt;nesse progresso, me urdo que iludo.&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;E após imensas milhas céu de acertos,&lt;br /&gt;são refletidos caos, e, os linhos, flores,&lt;br /&gt;vento partido á dor caminho ardores,&lt;br /&gt;silente da ilha além dos vão desertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De descobertas naus louvar o fado,&lt;br /&gt;tão refletidos mar porfias ao lado,&lt;br /&gt;que reinventamos pouco a pouco terra,&lt;br /&gt;encarcerados hora lida aterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos os homens que passamos véu,&lt;br /&gt;é quando exaustas sombras sobem céu,&lt;br /&gt;e com linguagem vária dama pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E das contidas coisas deixe mar,&lt;br /&gt;rabiscos pedras, aves, face espelhos,&lt;br /&gt;é com linguagem ignorada ainda.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5270886913864012208?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5270886913864012208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5270886913864012208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5270886913864012208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5270886913864012208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/quarteto-para-pascer-ao-regato-relva.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8722541040345082660</id><published>2011-06-01T16:30:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T16:30:52.288-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto para aliviar tédio - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto para aliviar tédio&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Quisera à terra jovem poeta gris,&lt;br /&gt;esboçar plenos rios de minerva,&lt;br /&gt;dizendo cedro do eco que se serva,&lt;br /&gt;quis pelo prado abril atear-lhe rins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No combalido coração faz dança,&lt;br /&gt;alberga sombras vozes dessas tranças,&lt;br /&gt;desabitados prados cantos trevas,&lt;br /&gt;anunciando de anunciar-se de ervas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenhará de uma ave de solstícios,&lt;br /&gt;é quando à terra ou sol principiam lua,&lt;br /&gt;de fácil pássaro entre à luz da rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser liberta, plana na memória,&lt;br /&gt;há no coração tão tardio história,&lt;br /&gt;que roendo lento passa na espécie.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8722541040345082660?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8722541040345082660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8722541040345082660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8722541040345082660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8722541040345082660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/soneto-para-aliviar-tedio-quisera-terra.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1304883829320610352</id><published>2011-06-01T06:02:00.001-07:00</published><updated>2011-06-01T20:29:27.074-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quarteto para uma cena bucólica  - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Quarteto para uma cena bucólica &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jaza silente espelho em morredouras urzes,&lt;br /&gt;torrente ouvida há olvidando-se longínquo,&lt;br /&gt;poderio do tanger atroz macula cruzes&lt;br /&gt;faz bucólica noite donde há imensidões!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cotidianos, o sino interpretar-se iníquo, &lt;br /&gt;latejarem-se do eco árvores casarões,&lt;br /&gt;é precipício do hino a terra repousar,&lt;br /&gt;do meigo do puro ermo eterno das mansões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento do ressoar templo pasce olvidar,&lt;br /&gt;extenso desse timbre imaterial memória,&lt;br /&gt;pureza desse som tangido intenso alado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melancolia se coze entre casta irrisória,&lt;br /&gt;plácida centeia entre casta anunciação,&lt;br /&gt;deste silente verbo acenar dessa palma.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Recoberto da brônzea elevação mineira,&lt;br /&gt;Silente a calmo brio, da memória palma,&lt;br /&gt;orgulhoso do alarmo da serra Lenheira,&lt;br /&gt;deste afligido agrado dessa contrição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cânticos candidez brado cume dos hinos,&lt;br /&gt;ingênuo obrar castiços sobre liturgias&lt;br /&gt;dedicado do som obrar maior doação,&lt;br /&gt;bradam distantes suaves serranias platô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brilhante eterno jaz pascendo punição,&lt;br /&gt;Ô tempo passa torre! Ô entre serenos pinhos,&lt;br /&gt;tangendo do passado emanação futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantarolar do bronze alma que trespassada,&lt;br /&gt;em estrondosos tons em d´ondas da natura,&lt;br /&gt;figurados de tons malícias ressoar nadas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Consumido do tom verve bronze do arado,&lt;br /&gt;se perpetrando em sons contornos olvidados,&lt;br /&gt;após pobre dos nobres em estranhos cobres&lt;br /&gt;encarreirada nuança ainda possessões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberta dos grilhões enternecidos bronzes,&lt;br /&gt;das torres sós dos templos de que erram na terra,&lt;br /&gt;vera nuança gentil aos céus das contrições,&lt;br /&gt;julgado timbre do eco do meio da serra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seres prendem pureza, primevo ossiânico,&lt;br /&gt;badalados espectros dos seres sofridos,&lt;br /&gt;do brilhante brandir entre seres dormidos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sodalício da voz à palma desvalidos,&lt;br /&gt;das compensadas dores, inúteis atritos,&lt;br /&gt;alimentar-se timbre admiráveis dos ritos!&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Se todo meu ser ermo saber murmura&lt;br /&gt;êxito desta paz pascida brancura,&lt;br /&gt;perto da solidão – súbito do sentido –&lt;br /&gt;badalo acerba luz poço ressoado à calma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incerteza do bronze interior dum bramido,&lt;br /&gt;tinir contínuo vácuo acaso verve d´alma,&lt;br /&gt;brônzeos ressoam do sino estranhas dessas setas,&lt;br /&gt;duma ramagem sábia entre cintilar rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Funda forâmen fluir das folhagens quietas,&lt;br /&gt;tímico do timbre êxtase do toado firmo, &lt;br /&gt;veste pascido sino alastra-se ultimar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se da percepção fronte ecoar lenheiro de ecos,&lt;br /&gt;desde alvejado dobre ofertado dos céus,&lt;br /&gt;mesclado bronze à dor sombrios múrmuros secos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1304883829320610352?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1304883829320610352/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1304883829320610352&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1304883829320610352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1304883829320610352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/quarteto-para-uma-cena-bucolica-i-jaza.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-693887868810287516</id><published>2011-06-01T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-01T14:08:56.153-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quarteto das horas vazias mais pias - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Quarteto das horas vazias mais pias&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;Solene traz que passam brios sombras,&lt;br /&gt;ecos reluzem, tumbas das escambras, &lt;br /&gt;tristeza extenso céu se ilude logos!&lt;br /&gt;Do sempre par do marmo brancos fogos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após penar em qual foi sebes tumbas,&lt;br /&gt;protege sombra existas dessas pombas!&lt;br /&gt;Coragem dura fim que olha assuma&lt;br /&gt;é do inaudível céu que veste apruma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calado fronte céu pascendo luar!&lt;br /&gt;Sobre abismar-se à luz jazeu cantar,&lt;br /&gt;repousa canto vasto eterno manto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo acende paz suspira doiro!&lt;br /&gt;Assente douro, missas desse douro,&lt;br /&gt;os céus das Minas, misto que reserva. &lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Luxuoso marmo véu pasce luz mundo,&lt;br /&gt;grande do pouso! Céu que ascende fundo,&lt;br /&gt;verbo solene! Casa chamas calma,&lt;br /&gt;soberbo douro mil igrejas, Chama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento da estiagem nos aspira,&lt;br /&gt;qual folha pena aprumo desta pira,&lt;br /&gt;tudo protege olhar vazio do céu,&lt;br /&gt;é desse Altíssimo entre o ser do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A liberdade alastra-se serena,&lt;br /&gt;pobre desdém de se ouve tão amena,&lt;br /&gt;drama fundido bronze carpe pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encanto tom se altera do que impera,&lt;br /&gt;tenaz fastio da boca sino fera.&lt;br /&gt;dá seu som vero brônzeo desse zoom.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Acarretar empíreo desse sopro,&lt;br /&gt;são rumorosas dobres desse dobro,&lt;br /&gt;vazio do véu vagar em qual mutável&lt;br /&gt;vate paisagem voz desse entranhável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz renuncia do intenso passo espaço,&lt;br /&gt;solenes dão dos traços sombras passo,&lt;br /&gt;luz da total lua sombra do ganido,&lt;br /&gt;pascendo grácil ser compor do ruído&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expostas árvores das folhas fastios,&lt;br /&gt;dominar das pujanças dos indícios,&lt;br /&gt;idades cruzes clamam por piedade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renda dedica ao clima da pureza:&lt;br /&gt;ó pranto aspira!...Junto à luz rudeza,&lt;br /&gt;idade ombrear da triste da cidade!&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Um sonhador faz trama entre além&lt;br /&gt;pélago dando guinas continente,&lt;br /&gt;memórias, danças, voo de aves chão,&lt;br /&gt;de luminárias, fogos, paz contidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de sonhado seus peixes,&lt;br /&gt;azuis das sombras passam fama lado,&lt;br /&gt;é de silente luz matéria de aves,&lt;br /&gt;de louvar dama além da terra chama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nobres os versos, chama apenas trama,&lt;br /&gt;profundo oceano histórias ilha aquém,&lt;br /&gt;senhas nos picos coisas tão dormidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com linguagem faz linhagem fama,&lt;br /&gt;ramas, surdas histórias pelas chuvas,&lt;br /&gt;embarcação que traça céu da fé.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-693887868810287516?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/693887868810287516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=693887868810287516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/693887868810287516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/693887868810287516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/06/quarteto-das-horas-vazias-mais-pias-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6612298560979621771</id><published>2011-05-30T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-06-04T10:53:39.294-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cântico da baleia do prado - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Cântico da baleia do prado &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;As Matas fêmeas são de anis d´água,&lt;br /&gt;céu luzidio nublados mares mágoas,&lt;br /&gt;bramidos morto que oram céu do douro,&lt;br /&gt;são das essências custes graves louro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medo quiçá que ainda se forneça,&lt;br /&gt;ainda que sobtensão tíbia meça,&lt;br /&gt;cores sonhadas, ledas sombras gentes,&lt;br /&gt;dor pertinaz de qualquer rostos mentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azar dos vãos dos encarnados montes,&lt;br /&gt;desenho esboços, rio mágoas idas,&lt;br /&gt;verve monção que brota dessa razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calado se transluz aflora ave,&lt;br /&gt;folha que pousa adorna verve margem,&lt;br /&gt;medonhos sonhos sãos dos nobre ação.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Idealizei dos véus, das urbes santas,&lt;br /&gt;casario marmo faz noturno quadro,&lt;br /&gt;da divisória do alto faz reluz inerte,&lt;br /&gt;frestas sobre o campo luz assente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destino pasce fez dos mortos ídolos,&lt;br /&gt;longínqua luz que dança lança dolos,&lt;br /&gt;se desnudassem frágeis dos catingas,&lt;br /&gt;dúbio de azul qual quadra das cantigas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conflagrei lhes chãos só dos parvos rezas,&lt;br /&gt;que se despiam sombria menção certezas,&lt;br /&gt;borrões&amp;nbsp; desvãos resquícios brados sãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra adornada, doiro do tugúrio, &lt;br /&gt;passar ater da foz brandear o rio,&lt;br /&gt;marca solene nunca foi murmúrio.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Folha campina à tarde rói sóis,&lt;br /&gt;dão prisioneiras verves véus de azuis,&lt;br /&gt;esboçam-se silente prado atados,&lt;br /&gt;suspenso sol da víscera ave alados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vastidões distantes pastam serras,&lt;br /&gt;sombrias quimera essência céus das terras,&lt;br /&gt;ao flamejarem céu que alude eterna,&lt;br /&gt;são serenatas sol murmúrio terna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Covis carroças sol pascidos longe,&lt;br /&gt;caminhos dos azuis surgidos montes,&lt;br /&gt;ó firme do cravar dum triz da selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zumbido tange dá vazão à surdina,&lt;br /&gt;trança fagulha espasmo trela à vida,&lt;br /&gt;saltando prado frágil olha à treva.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Éric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6612298560979621771?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6612298560979621771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6612298560979621771&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6612298560979621771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6612298560979621771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/cantico-da-baleia-do-prado-i-as-matas.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-3871137861181901977</id><published>2011-05-30T02:06:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T17:11:56.593-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Amo Ergo Sum - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Amo Ergo Sum&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Ut tamen ipse dolor removit hanc nubem,&lt;br /&gt;(mei) animi et tandem mei sensus convaluere&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tristia – III - Ovidio&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;Sucede dor sombria nuvioso perto,&lt;br /&gt;vendo trajar-lhe adotas fresta exatos,&lt;br /&gt;cabais no sonho vão surgindo gentes,&lt;br /&gt;sozinhos pobres passam réstias crentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo advir tez céu passando fé,&lt;br /&gt;do prometido, sombras de cifé,&lt;br /&gt;bancando jus desse ocorrido relvas,&lt;br /&gt;tremem nas folhas de ombros nessas selvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Singular som cenário cria da margem,&lt;br /&gt;plenos azuis das nuvens surtas fiam,&lt;br /&gt;jogaram pelas paz rogados dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alva sozinha março fé compasso,&lt;br /&gt;liquefizeram cor ardido março,&lt;br /&gt;amplas colunas léus das noites dias.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Enxames orçam casto eterno tanger céus,&lt;br /&gt;fração terrestre à paz aduba largo traz,&lt;br /&gt;trazendo todo obrar humilha calmos breus,&lt;br /&gt;acalma lote mil das serras raiam faz!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como terreno pasce cova afável Carmo,&lt;br /&gt;do prado minha voz traz ingênua tez Ana,&lt;br /&gt;pastam desgosto! Dor! Oh aparta senso marmo!&lt;br /&gt;Que pastorear da cor mistério flor branca alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selvagens folhas, rés nos faltam ondas d´águas,&lt;br /&gt;céu da desforço qual folha valida mágoa,&lt;br /&gt;vastidão tom da voz libera sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nobreza amarga dá voz do hino do estribilho,&lt;br /&gt;poema gemer essência da existência,&lt;br /&gt;tranquilas cópias paz da alvura alva agrura.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É liberdade do homem, paz passar,&lt;br /&gt;da torre, observa vê no acerto mar,&lt;br /&gt;em jaz intrínseca ave desse amar,&lt;br /&gt;advêm espírito dos quietos mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domar paisagem traz ser pulsa imagem,&lt;br /&gt;são de ardis mar adverte traço margem,&lt;br /&gt;águas distrair-se próprio cerne sanhas,&lt;br /&gt;do ruído vasto sóis das manhãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, todavia lhes cobram turvos ascos,&lt;br /&gt;fatal no fundo ensejo ternos credos,&lt;br /&gt;ó ser, ninguém lhe toca bens dos medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi da estatura ardor amor em fogo,&lt;br /&gt;fraterno passo ardil traem-se d´alma,&lt;br /&gt;deflora calma ardor pesar da calma.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Súbito jaz poema dentre mim&lt;br /&gt;silêncio faz nos cedros mudos fim&lt;br /&gt;ecos das folhas verdes tangem finda&lt;br /&gt;eu por exemplo, dou contorno ainda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa paisagem rubro cedro tange,&lt;br /&gt;passagem sombra desce jaz perpétuo,&lt;br /&gt;é minha honra&amp;nbsp; do corpo jaz no etéreo,&lt;br /&gt;honra que nada valeu nos meus dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha decência dá no verso teço,&lt;br /&gt;lavra da espada firme limpa tempo,&lt;br /&gt;eu não percorro com veias declínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esquartejado fui humilhado fim,&lt;br /&gt;desta sina dos cantam sós prados,&lt;br /&gt;nesta canção dos sofrem lácio enfim.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-3871137861181901977?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/3871137861181901977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=3871137861181901977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3871137861181901977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3871137861181901977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/amo-ergo-sum-ut-tamen-ipse-dolor.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4047589556447157185</id><published>2011-05-27T04:01:00.000-07:00</published><updated>2011-05-29T12:25:49.834-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bosquejos dos juízos dos céus - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Bosquejos dos juízos dos céus&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alvedrio do homem, paz hiante lar,&lt;br /&gt;cristal, lê observa acerto perto ar,&lt;br /&gt;jaz secundária dar finita amar,&lt;br /&gt;folga do espírito ondas brados mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ser cenário bem a anela imagem,&lt;br /&gt;são fogos mar observa dessa margem,&lt;br /&gt;vezes recrear-se próprio cerne sanhas,&lt;br /&gt;ruído de vasto sois de vossas manhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, que, entretanto cobram turvos ascos,&lt;br /&gt;homem do nulo ensejo ternos credos,&lt;br /&gt;ó ser, ninguém lhe toca bens degredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandeza ardor há amor oculto fogo,&lt;br /&gt;ardis fraternos marchas traem-se d´alma,&lt;br /&gt;violenta d´alma amor que pesa calma.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Grifo profético olho presos pares,&lt;br /&gt;acertar mentes céus reavendo adeuses,&lt;br /&gt;luz devassando véu na vista ardeu,&lt;br /&gt;triste quimera herda dor lhe traça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duendes advindos flora pés da virgem,&lt;br /&gt;é manso triste espaço crê fazer,&lt;br /&gt;tristes dos voos ardem luz vertigem,&lt;br /&gt;tratando tez das minas d´água crer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Império familiar aos pés dos santos,&lt;br /&gt;ausentes eras ferem verdes mantos,&lt;br /&gt;luz, oh Cibele rama trama à ária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florir incerta cor deserta flor,&lt;br /&gt;junto da triste fundo acende ardor,&lt;br /&gt;qual fisco sempre farto dorsos vias.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Ocorre dor sombria nuvioso perto,&lt;br /&gt;vendo trajar-lhes vestes fresta exatos,&lt;br /&gt;cabais no sonho vão surgindo gentes,&lt;br /&gt;sozinhos pobres passam réstias crentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correndo advir tez véu passando fé,&lt;br /&gt;do prometido, sombras, plenas de árias,&lt;br /&gt;bancando jus desse ocorrido relvas,&lt;br /&gt;tremem nas folhas de ombros nas selvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Singular som cenário margem fia,&lt;br /&gt;cabais azuis de vagas murtas criam,&lt;br /&gt;jogaram velos paz morgados dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã sozinha março fé compasso,&lt;br /&gt;liquefizeram cor ardido março,&lt;br /&gt;amplas colunas léus das noites dias.&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Rivotril ao dormir na essência vida,&lt;br /&gt;é sonhar sem lembrar do sono ida,&lt;br /&gt;que desse não sentido vivido ente&lt;br /&gt;que nos habita grave, do silente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço suíte Alexandre Desplat como&lt;br /&gt;se algo da melodia no viesse acromo&lt;br /&gt;são minhas horas idas vida olvida,&lt;br /&gt;lento sentidos som perpassa crida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Topados sós no sonho sombras sintam,&lt;br /&gt;esvair do pleno estar juros conjuros,&lt;br /&gt;trinado dessas teclas nos alertam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sábio Rivotril que topa à lida,&lt;br /&gt;num réquiem fundo inunda d´alma ceda,&lt;br /&gt;para os vícios vividos,tormentos. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4047589556447157185?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4047589556447157185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4047589556447157185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4047589556447157185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4047589556447157185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/bosquejos-dos-juizos-dos-ceus-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2057805376772555097</id><published>2011-05-25T04:02:00.000-07:00</published><updated>2011-05-28T16:28:36.177-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Semblante triste à lua - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Semblante triste à lua&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Semblante triste à luz da nesga lua,&lt;br /&gt;ruído tocar dos olhos toam da rua,&lt;br /&gt;tangida branca rês rubor da tarde,&lt;br /&gt;dum majestoso passo ardor alarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ébria da sebe fez pascer da face,&lt;br /&gt;dum pensamento tons se partem nasce,&lt;br /&gt;excetas cenas verve no crepúsculo,&lt;br /&gt;sonhada luz raiz que cede opúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do majestoso céu reluz penhor,&lt;br /&gt;amada culto fio tremor da dor,&lt;br /&gt;mágoas sãs pendem&amp;nbsp; cimos do pendor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se do penar contigo frio faz findo,&lt;br /&gt;nasce alarido céu findar dos hinos,&lt;br /&gt;ó doiro fonte, lousa cimos vindos.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Fatiga sobre prados vistos montes,&lt;br /&gt;é dum sonoro ou vão silente lied,&lt;br /&gt;dores do espírito, ave efêmero ente,&lt;br /&gt;por ela, os homens sós aceitam são.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela ave brandem tempos vão mutáveis,&lt;br /&gt;saberão mundo ficou mais ainda &lt;br /&gt;que inutilmente, quando voz pisou,&lt;br /&gt;quando por ela andou bravio estame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lamento desse instante existe vão,&lt;br /&gt;não vou contente nem me vou infeliz,&lt;br /&gt;é minha sina está traçado estio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matérias dão coisas vagas tarde,&lt;br /&gt;não sinto néctar nem martírio mar,&lt;br /&gt;Usurpo noites, dias na quadra areias.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Penso na nitidez do verso poema,&lt;br /&gt;vocal abre-se mansa terna queima,&lt;br /&gt;saltita à luz da sóbria branca ação,&lt;br /&gt;dormitando na sebe ilha razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no terreiro galo esporão tange,&lt;br /&gt;que só medita ao sol que cáspio range,&lt;br /&gt;que silencioso se achegasse à tarde,&lt;br /&gt;perfazer do seu não, sentido arde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É nosso esforço nulo que ossifico,&lt;br /&gt;vai pena a pena que&amp;nbsp; escreve a dor ficto,&lt;br /&gt;é nem Deus sabe golpe de&amp;nbsp; tão surdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas, dos dias, anos, limpam verso,&lt;br /&gt;é que mais puro possa canto soar,&lt;br /&gt;da civilização, razão que me urdo.&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Da liberdade do homem, paz do lar,&lt;br /&gt;cristal, observa vê no acerto mar,&lt;br /&gt;em jaz intrínseca ave desse amar,&lt;br /&gt;passam espírito ondas brados mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conter paisagem bem pulsa imagem,&lt;br /&gt;são ardis mar observa traço margem,&lt;br /&gt;águas recrear-se próprio cerne sanhas,&lt;br /&gt;do ruído vasto sóis vossas manhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, todavia lhes cobram turvos ascos,&lt;br /&gt;mortal do mundo ensejo ternos medos,&lt;br /&gt;ó ser, ninguém lhe toca bens segredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi da estatura ardor amor do fogo,&lt;br /&gt;fraterna marcha ardil traem-se alma,&lt;br /&gt;violenta calma amor pesar da calma.&lt;br /&gt;V&lt;br /&gt;Que de mim já não sei chorar no canto,&lt;br /&gt;do que fizeram mim amargo prado,&lt;br /&gt;das réstias das modéstias das moléstias,&lt;br /&gt;viver a vida ou que morrer estios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do poema, desse meu eu passe horas,&lt;br /&gt;sons suprimidos bordas tons aforas,&lt;br /&gt;minha sentença foi de algo jaz&lt;br /&gt;no lance marmo de ombres réstias traz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel, tange Sião no peito agora,&lt;br /&gt;eu resguardei-lhe ti, mas não me hora,&lt;br /&gt;marcas amargas tangem n´alma doira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Israel, devoto morre sina em ti,&lt;br /&gt;do canto meu haverá de ainda vou,&lt;br /&gt;lágrimas dores do tormentos sou.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2057805376772555097?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2057805376772555097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2057805376772555097&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2057805376772555097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2057805376772555097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/semblante-triste-lua-semblante-triste.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8832697777812620866</id><published>2011-05-24T15:30:00.000-07:00</published><updated>2011-05-24T21:20:42.775-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notebook - Max Richter'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" 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href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/blog-post_24.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-864708779105852949</id><published>2011-05-23T06:02:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T06:02:00.125-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três desenhos do longínquo  - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três desenhos do longínquo &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;É como começar o poema dentre&lt;br /&gt;janela gris dizendo limpo ventre,&lt;br /&gt;em vagas sombras luz percorre céu,&lt;br /&gt;impondo cada ser à veste clara,&lt;br /&gt;se predizendo estádios vaga para.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenho só paisagem vista mundo,&lt;br /&gt;contornos claros pascem véu no fundo,&lt;br /&gt;adornos vistos fogo perto safra,&lt;br /&gt;da cenográfica ilha ascende anáfora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passo silêncio risco passa à verve,&lt;br /&gt;medita só saltita no quadro serve,&lt;br /&gt;pesada sombra que nos desce afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mal estar no mundo já não estar,&lt;br /&gt;é dum vagar estando lado d´alma,&lt;br /&gt;que calma chora chão ainda embora.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Reconcilio você poema de horas,&lt;br /&gt;meditação do ventre à luz silvado,&lt;br /&gt;dos meus silêncios pascem voz translado,&lt;br /&gt;teço povoada fronte arcádica doiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cavalgam já em mim das sombras raras,&lt;br /&gt;profundas pascem prado sós das abras,&lt;br /&gt;passado vão despido vindo telhados,&lt;br /&gt;do macerado vida pasce lavrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos dão nas verves maio último,&lt;br /&gt;já dialogando&amp;nbsp; lácio surge&amp;nbsp; agílimo,&lt;br /&gt;minha alma que apavora tom vago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vertentes surgem sós no grácil cimo,&lt;br /&gt;é nessa plácida ave traz&amp;nbsp; do riacho,&lt;br /&gt;súbito treme se acha o traço do mito.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Dos exercícios fogos prantos fala,&lt;br /&gt;tecem-se juntos céu que calmo exala,&lt;br /&gt;de que em verdade traz selvagens lados,&lt;br /&gt;se pronunciando surge versos bardos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero tecer do poema dentre irriga,&lt;br /&gt;com mapas brandos dores mar mitiga,&lt;br /&gt;sombra de tudo surge noite canto,&lt;br /&gt;se perfazendo só tormentos pranto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trevas selvagens, súbito ave plana,&lt;br /&gt;da minha escrita plana párea aduana,&lt;br /&gt;tristeza gris do céu tristeza adeuses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oceanos algas brandas versos sós,&lt;br /&gt;largos invernos tangem tão depós,&lt;br /&gt;pelas sementes mar tristezas nós.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-864708779105852949?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/864708779105852949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=864708779105852949&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/864708779105852949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/864708779105852949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/tres-desenhos-do-longinquo-e-como.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7548219987065101194</id><published>2011-05-20T10:07:00.000-07:00</published><updated>2011-05-20T10:07:33.512-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três cantos à Beatriz antes do patíbulo da aurora - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três cantos à Beatriz antes do patíbulo da aurora&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Paisagem pôde terra por nos tetos,&lt;br /&gt;lácios dos montes serra céu dos retos,&lt;br /&gt;ficava claro pouco dera à terra,&lt;br /&gt;tempo possui no fresco olhar de hera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova trilha não se abriu da lua,&lt;br /&gt;expunha nua da luz tardia flutua,&lt;br /&gt;são muro miram tempo destro crivo,&lt;br /&gt;Beatriz me pôs corar na trança divo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há beleza cante abrindo costa,&lt;br /&gt;passamos sós do prado chão nos posta,&lt;br /&gt;só padecemos nós chamar à Vênus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É luz aparta estéril da lição,&lt;br /&gt;sermão do gado sonho luz de Adão,&lt;br /&gt;opção do fruto fama chama Zeus.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nem que me traça fogo bem do mundo,&lt;br /&gt;é de onde trago luz ansiara fundo,&lt;br /&gt;verá que nenhum filho faz sermão,&lt;br /&gt;é campo de ervas nome enfim se vão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis me aqui Beatriz chão já claro brisa,&lt;br /&gt;me sujeitando fora torpe frisa,&lt;br /&gt;África costas para Espanha enganos,&lt;br /&gt;luz Cartagena viemos, viemos danos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas é aprontas faz quem nos fere irmão,&lt;br /&gt;desiludidos quem canção dá são,&lt;br /&gt;teceu quis justo de ela estar-se fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta feliz é minha amada pátria,&lt;br /&gt;selvagens passam risos dão paria,&lt;br /&gt;descai-nos terra várias são de agudos.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;São conduzida história passa à cor,&lt;br /&gt;principais pátrias luz do Livro dor,&lt;br /&gt;fama ninguém traz párias fés Espanha,&lt;br /&gt;dos rubros louros gritam leve estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Designar reino amada indício arte,&lt;br /&gt;sei por decreto ali da empresa dar-te,&lt;br /&gt;mostraram fé nascida armas já nula,&lt;br /&gt;heresias trazem cores cantos chulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São que nos torna em nome vinhas serras,&lt;br /&gt;peito jazendo céu nos traz quimeras,&lt;br /&gt;pascer acaba tempo norte bosque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Interior santo reino ilustre da arte,&lt;br /&gt;filhos ficaram pão segredos marte,&lt;br /&gt;tivesse prêmio luz ligeiro toque.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7548219987065101194?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7548219987065101194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7548219987065101194&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7548219987065101194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7548219987065101194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/tres-cantos-beatriz-antes-do-patibulo-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1599739434439715054</id><published>2011-05-16T09:57:00.000-07:00</published><updated>2011-05-16T09:58:17.452-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escritor e poeta'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Nêumanne - Jornalista'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde que Tiago, de uma família de pobres camponeses no Cariri paraibano, da qual fazem parte minha primeira mulher, Regina Coeli, e meus filhos e netos, recebeu tratamento de paciente de primeiro mundo no Grupo de Apoio a Adolescentes e Crianças com Câncer (GRAACC), tenho feito o possível para ajudar o esforço ciclópico de médicos, terapeutas e pedagogos que trabalham na instituição que caracteriza por competência, modernidade, solidariedade e generosidade. Acabo de tomar conhecimento do trabalho feito pelo designer Arnaldo Luís Pires que, em parceria com Patrícia Pecoraro, da Brinquedoteca, montou o projeto de uso terapêutico do Ipad entre seus pacientes. Peço que veja e divulgue o vídeo abaixo.&lt;br /&gt;Uso terapêutico do Ipad no GRAACC&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/fBg0oGXMpDM/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/fBg0oGXMpDM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/fBg0oGXMpDM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O futuro em fotos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O brilho destes olhos tem a luz e o calor da chama da vida: fugaz, mas intenso; sedutor e inteiro. Nele comparecem dor e alívio, prazer e pena. Estas bocas têm fome de pão e de paz - elas são feitas de lábios que nasceram para beijar e assoviar; dentes capazes de morder e mamar e uma língua equipada para a música e a palavra, o canto e o paladar, lamber e colar. Estes narizes distinguem o perfume da podridão. Estes rostos estão prontos para o combate contra o ódio e a intolerância, a insensibilidade e o pecado sem redenção da solidão. São bochechas disponíveis para o afago e o beliscão e queixos erguidos num desafio a tudo o que o destino pode trazer de adverso ou afortunado. Estas crianças são as bravas tropas do exército da esperança – elas querem apenas conquistar um espaço próprio para andar, correr, brincar, crescer e pular, além do direito àquela felicidade simples e gozosa de ganhar um biscoito crocante, um desenho gaiato ou um sorriso cúmplice. Estas crianças estão ao alcance de nosso afeto e buscam a sombra e a água fresca de nossa generosidade. Estas crianças somos nós – ou o que ainda resta em nós de dignidade, fé e ânimo para construir um futuro de harmonia comprometido com tudo o que de melhor sejamos capazes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;José Nêumanne&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Jornalista, escritor e poeta&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1599739434439715054?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1599739434439715054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1599739434439715054&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1599739434439715054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1599739434439715054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/desde-que-tiago-de-uma-familia-de.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-3901387914813298421</id><published>2011-05-14T15:05:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T15:05:09.153-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tabacaria de Fernando Pessoa - Por Eduardo Tornaghi'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/KQc-nxggWU0/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KQc-nxggWU0&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/KQc-nxggWU0&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/2SfcUGhBEfs/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2SfcUGhBEfs&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/2SfcUGhBEfs&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-3901387914813298421?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/3901387914813298421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=3901387914813298421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3901387914813298421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3901387914813298421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/blog-post_14.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6480717532484312804</id><published>2011-05-14T00:57:00.000-07:00</published><updated>2011-05-14T01:40:40.780-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agora sabemos que todas Civilizações são mortais. - Paul Valéry'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/BpSdO9thE_s/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/BpSdO9thE_s&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/BpSdO9thE_s&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/erzl60Dk2bM/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/erzl60Dk2bM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/erzl60Dk2bM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://2.gvt0.com/vi/h70BW5flKJ4/0.jpg"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/h70BW5flKJ4&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266" src="http://www.youtube.com/v/h70BW5flKJ4&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6480717532484312804?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6480717532484312804/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6480717532484312804&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6480717532484312804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6480717532484312804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/05/blog-post.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-625837967120578217</id><published>2011-04-18T17:29:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T18:41:43.863-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quarteto para Semana Santa - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Quarteto para Semana Santa&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;O mon Dieu, mon Sauveur, puis que par la raison&lt;br /&gt;Le trouble de mon ame estant sans guerison&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;XXXI - Soneto - Malherbe&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rorquais fêmeos são de anis convívios,&lt;br /&gt;do clamor do horto reza, no vindouro,&lt;br /&gt;luz de apagado velar paz de alívios,&lt;br /&gt;das interiores tardes graves douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bênçãos tíbias brios das crenças,&lt;br /&gt;passam farpadas, ledos suaves montes,&lt;br /&gt;cedo quiçá que ainda sombra peça,&lt;br /&gt;na inamovível dor nenhumas frontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É vão de aragens voar vãos de espias,&lt;br /&gt;frieza do lied que abrolha rês no chão.&lt;br /&gt;fábula esboços, rio d´água sépia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silente que brilhante canto margem,&lt;br /&gt;dobres medonhos jaz cordiais nobres,&lt;br /&gt;folha submersa adorna verve imagem.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Idealizei do mar, das urbes tantas,&lt;br /&gt;mureta do alto diz reluz imóvel, &lt;br /&gt;casario dores dá matura santa,&lt;br /&gt;fissuras sobre luz do campo estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destino do passado luzes ídolos,&lt;br /&gt;se desnudassem gráceis dos gerânios,&lt;br /&gt;ambíguo azul jaz quadra bardo crânio,&lt;br /&gt;distante da quimera pasce dolos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inflamar medos grãos dos parvos cumes,&lt;br /&gt;que cesse todo encanto musa estão,&lt;br /&gt;jus desvestiam sombria menção dos lumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É terrestre ocre, doiro do tugúrio, &lt;br /&gt;beiras desvãos vestígios dos senões,&lt;br /&gt;varrem fixar na foz sarnar do rio.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cantam surdina à tarde vasta sóis,&lt;br /&gt;donde porá silentes cantos prados,&lt;br /&gt;encarceradas dores céus azuis,&lt;br /&gt;torrentes sóis de presos dos estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuridões longínquas pascem ternas,&lt;br /&gt;nos acenderem céu que eterna acena,&lt;br /&gt;mordida essência empírea vagas terras,&lt;br /&gt;das serenatas sol sussurro plenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples carroças já pascendo longes,&lt;br /&gt;pálida luz cravar dum triz do hálito, &lt;br /&gt;passagens dos azuis pascidos montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmúrio forte mais pagão fascinam,&lt;br /&gt;quaisquer se amostra vagam já habito,&lt;br /&gt;faíscas espasmo estrela mais combinam.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Dançam figuras findas das aragens,&lt;br /&gt;abstrusos templos vão na margem corços,&lt;br /&gt;bem longe da luz túmulo ave viagens &lt;br /&gt;de retorcidos nomes lustres dorsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da infinita luz navios tão cândidos,&lt;br /&gt;borda passagem margens das miragens,&lt;br /&gt;em invisíveis fadas cantam findos,&lt;br /&gt;rugir presteza rés pascidas vargens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqueles vão torrentes voz purpura,&lt;br /&gt;vazio finito barco, já parcela,&lt;br /&gt;em ajustarem brados nos murmura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos antiquados livros posto prado,&lt;br /&gt;Divo também aquele ilustre atrela,&lt;br /&gt;das tramas não traduz pouco arado.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-625837967120578217?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/625837967120578217/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=625837967120578217&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/625837967120578217'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/625837967120578217'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/04/quarteto-para-semana-santa-i-oh.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1135321852801856604</id><published>2011-04-11T04:06:00.000-07:00</published><updated>2011-04-11T04:06:00.305-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partindo para Bizâncio - Lisa Gerrard - William Butler Yeats'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Partindo para Bizâncio&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;And therefore I have sailed the seas and come&lt;br /&gt;To the holy city of Byzantium. &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;Sailing to Byzantium - William Butler Yeats&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/w5HUQmz6WUk" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1135321852801856604?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1135321852801856604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1135321852801856604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1135321852801856604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1135321852801856604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/04/partindo-para-bizancio-and-therefore-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/w5HUQmz6WUk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-5957510259989567993</id><published>2011-04-11T02:04:00.000-07:00</published><updated>2011-04-22T21:28:42.535-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Partindo para Bizâncio - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Partindo para Bizâncio&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Invocação&lt;/span&gt;&lt;/b&gt; (&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Tema da Tristia de Ovídio&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;Porque me vem à mente a imagem triste,&lt;br /&gt;daquela noite foi minha última era&lt;br /&gt;cidadão; quando advirto à noite via&lt;br /&gt;em tanta coisa já ansiada, ainda.&lt;br /&gt;Agora decorrem meus olhos lágrimas&lt;br /&gt;melancolia de pranto junto ao dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Já era próxima à luz dia quando César&lt;br /&gt;tinha ordenado que eu mesmo saísse&lt;br /&gt;fronteiras de hoje da distante Ausônia.&lt;br /&gt;Não tinha havido tempo, nem arranjo,&lt;br /&gt;tão suficiente para fazer dia,&lt;br /&gt;preparativos: com a longa hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Tinham entorpecido anseios.&lt;br /&gt;agora dimana meus olhos lágrimas&lt;br /&gt;e já cansando na alma Prometeu,&lt;br /&gt;toca-me de minha alma estátua sol.&lt;br /&gt;Fiquei atordoado alguém que foi dum raio&lt;br /&gt;mas, não morreu: ficou inconsciente à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Orpheu consagra fogo estátuas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;E vi-lhe erguer estátuas num cenário,&lt;br /&gt;luz majestosa, à luz Prometeu juro,&lt;br /&gt;cada costela presa fogo brio,&lt;br /&gt;pascer Bizâncio auxilia, mão do puro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crente certeza passa margem corta,&lt;br /&gt;interromper na dança os lácios dia,&lt;br /&gt;cativos gestos sol fuligem horta&lt;br /&gt;passagens nessa foz do meio dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pura certeza brio retorno às águias,&lt;br /&gt;dos que retornam longe, sós com garras,&lt;br /&gt;asa translúcida ave mechas raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os picos ternos nuvens luz retorno,&lt;br /&gt;não só brilhantes, pascem sós da água.&lt;br /&gt;mas, perpetuar-lhes rins com pico? Adorno?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Dorso correto toca esculpo guias,&lt;br /&gt;brando reflexo jaz a todos monte,&lt;br /&gt;Prometeu, golpes rins tão surda vez&lt;br /&gt;é pleno preso puro garras águias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque louvor não fez compreender,&lt;br /&gt;tudo quer passa, sol, que nunca Jábeto,&lt;br /&gt;no carro, fogo aceita planta ao crer,&lt;br /&gt;sustem-se brilho preso sente afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risco liberto, rins advém dos juros,&lt;br /&gt;que sacudindo ar braços diziam puros,&lt;br /&gt;impenitentes, caro aceno quanta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas enfim que de certo cume à posta,&lt;br /&gt;quase já podre morto mágoa encosta,&lt;br /&gt;carregar na manhã da tarde canta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;É Prometeu jaz entre divos,&lt;br /&gt;carregando fogo consigo,&lt;br /&gt;estátuas hirtas, surdas, mudas,&lt;br /&gt;é de repente, luz se encantam;&lt;br /&gt;é Prometeu traz entre vivos,&lt;br /&gt;estátuas findas, lousa, fundam,&lt;br /&gt;é Prometeu traz dentre vivos,&lt;br /&gt;finas flores nuas dentre amigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Prometeu jaz forma doutro&lt;br /&gt;moura, assina fronte de outro,&lt;br /&gt;estátuas do marmo jardins,&lt;br /&gt;perspectivando céus aos fins,&lt;br /&gt;dizer-nos do monte à fronte,&lt;br /&gt;silentes pascem os montes,&lt;br /&gt;que Baco muito de antes crentes&lt;br /&gt;os avisara desse enfado,&lt;br /&gt;sussurrando-lhes tarde sépia,&lt;br /&gt;já lousas frias do marmo pias,&lt;br /&gt;estranhamente ledo, por que&lt;br /&gt;espera do poder ver que&lt;br /&gt;povo batizado, das chamas&lt;br /&gt;falso piloto lhe das palmas;&lt;br /&gt;eis vêm barcos da terra acena&lt;br /&gt;dum recado Prometeu apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É Prometeu jaz entre divos,&lt;br /&gt;carregando fogo consigo,&lt;br /&gt;do Zeus, que já sabia que herda;&lt;br /&gt;das dores, gemidos da perda,&lt;br /&gt;levando raiz verde estátuas,&lt;br /&gt;falando da alma, flor mutua,&lt;br /&gt;é Prometeu traz dentre vivos,&lt;br /&gt;é Prometeu jaz dentre divos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Súbita fronte terna carpe à tarde,&lt;br /&gt;pássaros calmos sós se pendem voos,&lt;br /&gt;na malicia que alicia alçagem arde,&lt;br /&gt;sozinho prado alado põe reboo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É cume traz sombria luz veste assiste,&lt;br /&gt;montanha tange sol ao lume viste,&lt;br /&gt;em pradaria quebranta a voz de Jábeto,&lt;br /&gt;desceu tão só sozinho pó do afeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh Prometeu são rins separam prados,&lt;br /&gt;cavalgam homens brios na serra divos,&lt;br /&gt;ganidos de onde chegam chamas; vivos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não consciência estátuas sal? Só ficam,&lt;br /&gt;estáticas não mexem dorso sacro,&lt;br /&gt;silentes dormem sol do vento tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Chegada em Bizâncio&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;Bizâncio não existe. Está além-paisagem,&lt;br /&gt;silente perspectivar frontes de Apolo&lt;br /&gt;paisagem dorme além-perspectiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença Bizâncio tange às almas,&lt;br /&gt;das nascentes fazem das nuvens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bizâncio tudo adormece, não olvida.&lt;br /&gt;Séculos báculo soa tabernáculo.&lt;br /&gt;Por enquanto à voz silente, recolhe,&lt;br /&gt;de Apolo tece o dorso sacramentado&lt;br /&gt;abrindo vertentes aos horizontes&lt;br /&gt;quem não jubilar, silente recolhe,&lt;br /&gt;para um dia jubilo diante altar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bizâncio arde em nossas clamas&lt;br /&gt;jaz no moteto de nossas palmas&lt;br /&gt;contra Bizâncio, infiel nunca olvide,&lt;br /&gt;no pago dentre pedras tenras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na presença Bizâncio há trazer&lt;br /&gt;cingir-lhe as verves vestes&lt;br /&gt;mas, vestes purpuras dormem&lt;br /&gt;nubladas nuvens do azul,&lt;br /&gt;não afazer-se. Vem depois,&lt;br /&gt;aclamação das vozes puras,&lt;br /&gt;esboço das tapeçarias,&lt;br /&gt;à paisagem tudo se retém,&lt;br /&gt;nas falas dos homens, casas,&lt;br /&gt;estátuas jardins de marmo&lt;br /&gt;na paisagem há de ser rever,&lt;br /&gt;agora calma pasce alvura&lt;br /&gt;quieta de azul à paisagem,&lt;br /&gt;Bizâncio só é Bizâncio&lt;br /&gt;no amanhecer mais longínquo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É presença que despe céus,&lt;br /&gt;não desfalece fronte nua d´águas&lt;br /&gt;não padece à tarde aurora&lt;br /&gt;sua é projeto advir agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrir fronteiras, Bizâncio, tange&lt;br /&gt;indiferente nas palmas silentes&lt;br /&gt;hora silente se desfaz nuvens&lt;br /&gt;ranger ecoa pelos prados arados&lt;br /&gt;existentes, adormecer lácio,&lt;br /&gt;não seja eu envergonhado&lt;br /&gt;invocá-la Bizâncio minhas frontes&lt;br /&gt;emudeçam lábios impuros&lt;br /&gt;são contra ti desacreditaram,&lt;br /&gt;pois, Bizâncio faz maravilhas&lt;br /&gt;aís daqueles os desacreditaram&lt;br /&gt;dum pavilhão de ocultas línguas&lt;br /&gt;olvidaram das vestes purpuras&lt;br /&gt;das almas jazem nas palmas&lt;br /&gt;silentes dos que perseguem,&lt;br /&gt;aproximaram de mim silentes&lt;br /&gt;deram-me à fronte, falaram&lt;br /&gt;iniquidades não irão de cobrir,&lt;br /&gt;sagrado é chão de Bizâncio,&lt;br /&gt;não há dolo perpasse aos grãos,&lt;br /&gt;almas foram investidas os risos&lt;br /&gt;alegres e próximos anjos puros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao fazer pacto com olhos,&lt;br /&gt;Bizâncio na minha viagem lida,&lt;br /&gt;em qual porção teria d´alma&lt;br /&gt;aqui não há destruição perversa,&lt;br /&gt;mas, obrar-lhe do desastre?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Aqui não é terra para homens velhos,&lt;br /&gt;jovens sorriem cantos arco-íris,&lt;br /&gt;tudo nasce, não padece à relva,&lt;br /&gt;já verão mais próximo encantam,&lt;br /&gt;sensual música juntos sons dos fios&lt;br /&gt;tecidos nas águas mais brandas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui anciões quiçá sem importância&lt;br /&gt;báculos onde não há mãos firmes,&lt;br /&gt;preces foram levadas nas relvas,&lt;br /&gt;sobre roupas consumidas obram&lt;br /&gt;tenras orações prados humildes,&lt;br /&gt;ressoarem as salas, tabernáculos,&lt;br /&gt;cândidos cânticos cantam altares,&lt;br /&gt;louvores não há quem escute,&lt;br /&gt;são oblações pela grandeza,&lt;br /&gt;por isso vim levado minha alma&lt;br /&gt;eles sabem o valor da honra,&lt;br /&gt;por isso não negociam em vão,&lt;br /&gt;sabem canto mais puro ressoa&lt;br /&gt;harpas contras às harpias falas&lt;br /&gt;das águias tecem emboscadas&lt;br /&gt;ímpios são dados direito à defesa&lt;br /&gt;antes de serem desterrados,&lt;br /&gt;por terem agido de má fé,&lt;br /&gt;não haverá aliança com arco-íris,&lt;br /&gt;palavras passaram, almas&lt;br /&gt;encontram-se no desterro,&lt;br /&gt;donde palmas não trarão consolos&lt;br /&gt;das palmas não trazem consolos,&lt;br /&gt;daqueles mentiram no tabernáculo,&lt;br /&gt;antes tivessem aberto as cabeças,&lt;br /&gt;rins para cantos dignos das harpias,&lt;br /&gt;pascidos agora fora de Bizâncio&lt;br /&gt;não podem mais partir. À fé esvaiu,&lt;br /&gt;do sangue corado farfalhar do mar,&lt;br /&gt;não passa sépia cor da tarde,&lt;br /&gt;antes ímpios tivessem pragas,&lt;br /&gt;todas dozes pragas, vezes três,&lt;br /&gt;ainda Bizâncio, não apiedaria,&lt;br /&gt;por terem descumprindo as leis,&lt;br /&gt;estava fundação do templo,&lt;br /&gt;por esse motivo nós viemos&lt;br /&gt;passamos ondas longínquas,&lt;br /&gt;ao som da música sensual,&lt;br /&gt;não venham medalhas de prata&lt;br /&gt;lembrarmo antes leis de Bizâncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ò sábios, unidos fogo sacro,&lt;br /&gt;pedras dum muro mosaico,&lt;br /&gt;falas dos sagrados ecoem&lt;br /&gt;advindo fogo sacro quotidiano,&lt;br /&gt;mestres cantem-nos sépia cor,&lt;br /&gt;duma águia sagrada teça voo,&lt;br /&gt;consagra asa nuvem azul,&lt;br /&gt;do louvor da eternidade,&lt;br /&gt;mais misero animal, rejubile,&lt;br /&gt;do sangue uniu os homens&lt;br /&gt;não possa pelas leis desunir,&lt;br /&gt;solo é sagrado de Bizâncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso artificio da eternidade,&lt;br /&gt;não seja usado nunca em vão,&lt;br /&gt;sacerdotes de Deus impuros,&lt;br /&gt;levem consigo estigmas pedras,&lt;br /&gt;não honraram doações ao templo,&lt;br /&gt;por Bizâncio padeceu assim Egito,&lt;br /&gt;sacerdotes traíram benzidas chamas,&lt;br /&gt;impuros não podiam unir sangue,&lt;br /&gt;por isso caminham pelas areias,&lt;br /&gt;desterros almas passam rins&lt;br /&gt;transforma canto águas límpidas,&lt;br /&gt;forjando limpidez das nuvens&lt;br /&gt;esmaltes douram, das pratas,&lt;br /&gt;ferido pleno sacro fel martírios,&lt;br /&gt;do fragmento terrestre oblata à luz,&lt;br /&gt;proeza ouro, pedras, árvores e sombras,&lt;br /&gt;ouvires nenhum consiga forjar,&lt;br /&gt;do artificio vão da eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duma vez à natureza de Bizâncio,&lt;br /&gt;cante na limpidez dos pássaros,&lt;br /&gt;venha fogo sacro, santo dito,&lt;br /&gt;ressoe-nos almas cridas homens,&lt;br /&gt;jovens lhes saibam labor benzido,&lt;br /&gt;branco nas calmas minhas trompas,&lt;br /&gt;labor fiel dor sobre minhas pompas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Bizâncio é santa cidade,&lt;br /&gt;é culto abissal. Está dentro&lt;br /&gt;tangendo desvão mais fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens esparzem Bizâncio&lt;br /&gt;no mais alto cume do mundo&lt;br /&gt;é vereda vertical no azul,&lt;br /&gt;para receber quem sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sabe Bizâncio. Altar&lt;br /&gt;suas águas marejadas,&lt;br /&gt;no dorso do golfinho olham&lt;br /&gt;em distantes visões de Apolo,&lt;br /&gt;espírito após espírito&lt;br /&gt;quebrando as ondas do tempo,&lt;br /&gt;ocultam em si à verdade santa,&lt;br /&gt;em prantos venerados do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só Bizâncio reconhece ilustre,&lt;br /&gt;jovens não murmuram risos vastos.&lt;br /&gt;Não perfazem o arco-íris,&lt;br /&gt;irrevelável nas imagens santas,&lt;br /&gt;espontâneos júbilos das margens&lt;br /&gt;natural contentamento alçagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Depressa, vem percebem qual dos mil,&lt;br /&gt;corria jamais usada mãos das harpas,&lt;br /&gt;desse impreciso mar dum fogo hostil,&lt;br /&gt;fabricam de Bizâncio harpias das farpas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar lhe havendo já bramir eterno,&lt;br /&gt;lhe prometido está do fardo seja,&lt;br /&gt;humilde canto tarde pasce inverno,&lt;br /&gt;inclinam-se perdidas almas beija.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inclina Apolo traz à força tempos,&lt;br /&gt;tenha na fronte força eterna entrada,&lt;br /&gt;lácios dos prados trazem paz destempo,&lt;br /&gt;do mar que crê vem gente desses nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã pascendo tanto já luz tardes,&lt;br /&gt;ao ver dos berços tempos duros vias,&lt;br /&gt;é donde o tempo é de extenso alarde,&lt;br /&gt;tenha-nos fogos brios entrada dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se prometido foi-lhe fardo breve,&lt;br /&gt;mostrada sarda terra sol enseja&lt;br /&gt;das águas tem ao sol perdida ave,&lt;br /&gt;parece bem do feito que deseja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como, vê de outrora, têm dos laços,&lt;br /&gt;parentes véus das terras, céus da frota,&lt;br /&gt;viagens que tidos riscos, dão ameaços,&lt;br /&gt;tanto pendor de tempos lassa rotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fiquem no defino tarde brios,&lt;br /&gt;e, tendo ornado canto a frouxo pássaro,&lt;br /&gt;na sombra dorso humano feixes rios;&lt;br /&gt;quis tornar em seguir seu passo avaro.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5957510259989567993?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5957510259989567993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5957510259989567993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5957510259989567993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5957510259989567993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/04/partindo-para-bizancio-invocacao-tema.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-802909139364405722</id><published>2011-04-09T03:21:00.000-07:00</published><updated>2011-04-10T22:58:35.102-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ketil Bjornstad - David Darling - The River II'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/Zx_o2lEC6sQ" title="YouTube video player" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-802909139364405722?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/802909139364405722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=802909139364405722&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/802909139364405722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/802909139364405722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/04/partindo-para-bizancio.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Zx_o2lEC6sQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4244658650111985920</id><published>2011-04-08T06:01:00.000-07:00</published><updated>2011-04-09T00:42:58.844-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elegias apolíneas - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Elegias apolíneas &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;À peine sorti des sables,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Je fais des pas admirables&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Dans les pas de ma raison&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Aurore – Paul Valéry&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Aos véus tamanhos nuvens passam quilha,&lt;br /&gt;acidental na virgem praia da ilha,&lt;br /&gt;vista jamais dum Dante nos pousaram,&lt;br /&gt;além passarem clima fogo ufana,&lt;br /&gt;jazem ameaças luz terreno afana,&lt;br /&gt;prometiam mais à força humana param. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Passam também à cruz memórias crentes&lt;br /&gt;daquelas rezas foram naus das rentes&lt;br /&gt;certeza, de mistério, terra ardida;&lt;br /&gt;daqueles corsos frutos já dos ossos,&lt;br /&gt;desvão da lei da sorte parte acossos,&lt;br /&gt;que vezes, tanta ajuda engenhos lida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sustem cordatos plenos brando arista,&lt;br /&gt;viagem dos mares grandes telas crista;&lt;br /&gt;de que emudecem prado fogo trazem&lt;br /&gt;do desencanto busto ilustre zimbro,&lt;br /&gt;verves Netuno e Marte deram cimbro,&lt;br /&gt;celebridades mistas só nos fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Em sós, Minerva minha, sebes trilha,&lt;br /&gt;verve de mim dum novo engenho ilha,&lt;br /&gt;oferecer agora som do prado,&lt;br /&gt;sempre diverso humilde do hino à vida&lt;br /&gt;não foi de mim do rio festa crida,&lt;br /&gt;em pobre estilo foz barroco alado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;V&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pasceu da fúria de ampla sina finda,&lt;br /&gt;dorso reflete feito junto ainda,&lt;br /&gt;se não de agreste chão da flauta acácio,&lt;br /&gt;vazia pendência acende cor de ruínas;&lt;br /&gt;que lhe deu igual aresta feitos quinas&lt;br /&gt;ao propagar-se junto apreço lácio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VI&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E vi correto, dorso escudo alçagens,&lt;br /&gt;Apolo dum reflexo todas moagens,&lt;br /&gt;carpida mão correta vão dos mundos,&lt;br /&gt;mensagens, surdos golpes plantam murta,&lt;br /&gt;tez retém presa manta vão à curta,&lt;br /&gt;já quase preso pomba voa nos fundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;b&gt;VII&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Quando de Apolo Olimpo canta à gente,&lt;br /&gt;Onde o do credo está da ufana mente,&lt;br /&gt;Ajuntam-se no templo em mar irado&lt;br /&gt;todas das cousas divas lhes concebam,&lt;br /&gt;pisando na crisália véu que quitam,&lt;br /&gt;vêm tão só na Via Láctea justo arado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;VIII&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os convidados, só que parte crente,&lt;br /&gt;gesto gentil do velho mar Creonte,&lt;br /&gt;trocam dos sete Céus nas harpas berro,&lt;br /&gt;que do forçar mais alto lhe foi irado,&lt;br /&gt;altivo força, só no casto arado&lt;br /&gt;conduze Céu da Terra ao Mar em ferro.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IX&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ali notaram juntos do seu dorso,&lt;br /&gt;jazem estátuas sós gemer no corso,&lt;br /&gt;almas já cridas pascem luz dos erros, &lt;br /&gt;pálidas dormem sal do tempo aperto,&lt;br /&gt;não Prometeu que aurora parte acerto,&lt;br /&gt;que Aurora surge à clara dor desterros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;X&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estava Apolo ali, sublime hino,&lt;br /&gt;vibrando canta os feros do divino&lt;br /&gt;assentamento estrelas dá-lhe acerto&lt;br /&gt;num gesto do alto, sol severo alerta;&lt;br /&gt;que nobre vulto dava-lhe ar liberta,&lt;br /&gt;que majestoso corpo sabe enxerto.&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4244658650111985920?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4244658650111985920/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4244658650111985920&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4244658650111985920'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4244658650111985920'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/04/elegias-apolineas-peine-sorti-des.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-3375857426397446059</id><published>2011-04-06T06:01:00.000-07:00</published><updated>2011-04-08T00:55:56.514-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estimadas sebes futuras  - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Estimadas sebes futuras&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;i style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;All manner of thing shall be well&lt;br /&gt;by the purufication of the motive&lt;br /&gt;in the ground of our beseeching.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Litte Gidding - III - T.S. Eliot&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Palmeiras dormem sol anis das calmas,&lt;br /&gt;véus luzidios nublados céus das almas,&lt;br /&gt;berreiros do horto que oram, no vindouro,&lt;br /&gt;em interiores lustres margens douro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perto talvez ainda vê que avença,&lt;br /&gt;ainda que sob dança tíbias crenças,&lt;br /&gt;cores farpadas, ledos suave monte,&lt;br /&gt;da inamovível dor alguém nos conte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vão que aproxima voar vãos da sépia.&lt;br /&gt;fantasia esboços, fios d´águas pias,&lt;br /&gt;calma canção brotada verve aduagem,&lt;br /&gt;se reduzindo mim em toda aliagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Navegações de sons tiveram dobres,&lt;br /&gt;dobres medonhos mãos afáveis nobres,&lt;br /&gt;silente tom transluz cantar paisagem,&lt;br /&gt;folha submersa adorna verve alçagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Idealizei do mar, nas urbes santas,&lt;br /&gt;casario dores dá matura mantas,&lt;br /&gt;à rudeza alta diz reluz imóveis,&lt;br /&gt;fissuras sobre estrado luz estáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destino do passado fez dos ídolos,&lt;br /&gt;distante da quimera pasce dolos,&lt;br /&gt;que desvestissem gráceis dos gerânios,&lt;br /&gt;ambíguo azul da quadra deste crânio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incinerei-me chãos das parvas saídas,&lt;br /&gt;que desvestiam sombria menção luzida,&lt;br /&gt;bordas senões vestígios em desvão,&lt;br /&gt;cessando todo encanto musa estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terrestre de ocre, doiro do tugúrio,&lt;br /&gt;varrem fixar a foz sarnar do rio,&lt;br /&gt;laivo silente nunca foi tão ciente,&lt;br /&gt;das glórias nas vitórias tão silentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casta campina à tarde vasta claro,&lt;br /&gt;em prisioneiras dores céus aparo,&lt;br /&gt;que se dará arrazoas silentes prados,&lt;br /&gt;torrentes grãos já presos dos estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuridões longínquas pascem terras,&lt;br /&gt;destroça essência leve nos que aterra,&lt;br /&gt;ao cintilarem céu que acena eterna,&lt;br /&gt;nas serenatas sol sussurro pernas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmúrio forte mais pagão à surdina,&lt;br /&gt;faíscas espasmo estrela mais combina,&lt;br /&gt;salta da relva frágil mira ao templo,&lt;br /&gt;pegada rês fará de um novo exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brandas carroças sol passar à fonte,&lt;br /&gt;passagens em azuis pascido monte,&lt;br /&gt;pálido no cravar dum triz desse hálito,&lt;br /&gt;qual já demostra já inteira habita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter meditar é contra aurora triste;&lt;br /&gt;porém repleto bosque já lhe assiste,&lt;br /&gt;faço amargura em nós por ora dora,&lt;br /&gt;quis ser profundo Rei, se de olha cora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pálido, nunca dá viver à parte,&lt;br /&gt;fez apoucada voz que ocorre à tarde,&lt;br /&gt;vai tricotando ideia quão doçura&lt;br /&gt;bosquejos mares águas rompe alvura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na imensa das certezas, dessa cura&lt;br /&gt;terrestres dão de certa vê-se apura,&lt;br /&gt;da pacifica branca voz colinas,&lt;br /&gt;bruma clamor na pátria, das neblinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mortal quais dos mil sensuais ser,&lt;br /&gt;branca tamanha faísca quis fazer,&lt;br /&gt;intenso crer os vales cridos ditos&lt;br /&gt;gélido que atravanca incultos mitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destras figuras prontas das aragens,&lt;br /&gt;além do túmulo ave não das viagens&lt;br /&gt;abstrusas naves quão dos berros corços;&lt;br /&gt;dos retorcidos nomes lustres dorsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa infinita luz dos mares cândidos,&lt;br /&gt;das invisíveis albas canta lidos,&lt;br /&gt;réstia passagem duas as miragens,&lt;br /&gt;rugir prestezas vãs pascidas vargens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqueles vão torrentes mais purpura,&lt;br /&gt;em ajustarem brados nos murmura,&lt;br /&gt;vazio infinito barco, já parcela,&lt;br /&gt;divo também aquele ilustre atrela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos antiquados livros posto prado,&lt;br /&gt;ao seduzirem tramam pouco arado,&lt;br /&gt;escassas cenas paz trazidas planta,&lt;br /&gt;já dos que excedem luz prevista santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual descoberta de qualquer tormenta,&lt;br /&gt;arruma, ostenta foz feitio lamenta,&lt;br /&gt;de certo ninho sol tremer desgosto,&lt;br /&gt;luz de algum sítio dor figura rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve pairada solta sol amículo,&lt;br /&gt;da luz do toada céu rancor opúsculo&lt;br /&gt;agitação de ser da quase palmas,&lt;br /&gt;eles fizeram, mas, de súbita almas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advento perto já de toda lida,&lt;br /&gt;miragem nuvem muito branca crida,&lt;br /&gt;circulação de diurnas, flores mortas,&lt;br /&gt;sombras tão perto breves tons das portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubra nervura, pura do recinto,&lt;br /&gt;vestir da breve dor lavor do cinto,&lt;br /&gt;aconselhada crença da detença,&lt;br /&gt;qualquer escura fé estranha crença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depós cessar as sombras sebes sumas,&lt;br /&gt;protege duendes vivas às espumas!&lt;br /&gt;Bravura cura fim que viaja assuma,&lt;br /&gt;em perceptível veste brio que arruma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faustosa paz dos calham nas sombras,&lt;br /&gt;vozes chamejam covas das escambras,&lt;br /&gt;angústia extenso céu deslumbra logos!&lt;br /&gt;É sempre Carmo jazem prados fogos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discreta fronte céu pastando luar!&lt;br /&gt;Sobre apreciar a paz pasceu cantar,&lt;br /&gt;abdica choro extenso eterno coisa,&lt;br /&gt;pena convosco traz dote que poisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó nave anima paz suspira doiro!&lt;br /&gt;Estável doura missas desse ouro,&lt;br /&gt;erva das crinas, mescla nos preserva,&lt;br /&gt;justa memória sã jazida erva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estação da mansão que aspira vulto,&lt;br /&gt;qual da penada aprumo nasce culto,&lt;br /&gt;tudo protege olhar vazio do céu,&lt;br /&gt;além de altíssimo entre ser do véu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encanto tom demuda nos impera,&lt;br /&gt;pertinaz do fastio que sino fera.&lt;br /&gt;oferecendo som bronzeia no tramo,&lt;br /&gt;acena brados versos meus dos ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suntuosa veste véu golfo do mundo,&lt;br /&gt;amplo repouso! Céu elevar-se fundo,&lt;br /&gt;ó meu magnífico! Alma Carmo calma,&lt;br /&gt;soberbo doura mil centelhas, d´alma!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cintilação alastrar-se tão serena,&lt;br /&gt;pobre desprezo se ouve tão amena,&lt;br /&gt;escarcéu denso cobre fez estame,&lt;br /&gt;às luzes Argonautas, do certame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma conduz-se empíreo desse sopro,&lt;br /&gt;das estrondosas dores dobres dobro,&lt;br /&gt;vácuo do véu vagar de brio mutável&lt;br /&gt;depois vate esguelho do entranhável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que desampara intenso passo lido,&lt;br /&gt;em imponentes passos sombras ruído,&lt;br /&gt;à luz cabal do espectro dessa cerva,&lt;br /&gt;traçando grácil ser ajeita erva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Árvores cegas folhas dos fastios,&lt;br /&gt;contiver das potências prados vícios,&lt;br /&gt;invernos cortes clamam por piedade,&lt;br /&gt;pisando no cristal do céu verdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fresta sagra ambiente da rudeza,&lt;br /&gt;lamúria aspira!... Som firmar pureza,&lt;br /&gt;ombrear-se aragem sol feliz cidade,&lt;br /&gt;aurora surge vivo Sol da idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectro vivo azedo, da quimera,&lt;br /&gt;atear-me lustre fleuma povo dera!&lt;br /&gt;Alma sibilo imagem da linguagem,&lt;br /&gt;grandeza da certeza foz almargem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus apreciados visos dos cercados,&lt;br /&gt;almas pascidos fins das sombras grados,&lt;br /&gt;angústia aterra passam sós rudezas?&lt;br /&gt;Aborda da Via Láctea branda reza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estação faz terá toa crê jamais,&lt;br /&gt;verve da encosta, do imo rubro mais,&lt;br /&gt;rumor transvia revolto mais que plena,&lt;br /&gt;fornecer de eco minha dor da pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuma jaz trespassa de ausentados.&lt;br /&gt;réstia soberba plena dos cruzados,&lt;br /&gt;é quebranto que aborda aqui partida,&lt;br /&gt;crivar na foz Olimpo já jazida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Musa mortal, dos sempre sós de perto,&lt;br /&gt;da limpidez que pleno mira incerto,&lt;br /&gt;da secundária paz finita amar,&lt;br /&gt;folga gracejo de ondas brados mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bramida ser profundo abala margem,&lt;br /&gt;pascer a luz miragem dessa vargem,&lt;br /&gt;nos divertirem próprias brancas vísceras,&lt;br /&gt;rumores castos dão de vossas peras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo já nos cobram turvos medos,&lt;br /&gt;mortais ensejos ternos desses credos,&lt;br /&gt;ó ser, ninguém tocando bens secretos,&lt;br /&gt;luzirem vagos medos foz degredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Altura ardor há amor de adulta flama,&lt;br /&gt;traços eternos marchas vão-se d´alma,&lt;br /&gt;ferina sombra amor pesar da selva,&lt;br /&gt;sumiço verve proa da paz da salva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mito frenético olhos preso oceanos,&lt;br /&gt;acertar lentos céus revendo-se anos,&lt;br /&gt;nos devassando véu presença traça,&lt;br /&gt;sombria miragem dor herdada caça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Almas calhadas flora causas virgens,&lt;br /&gt;tristes dos véus nos partem foz paisagens,&lt;br /&gt;pelo ligado espaço crer da mágoa,&lt;br /&gt;que versifico mar quebranta água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domínio pés doméstica aves mantos,&lt;br /&gt;distantes sombras vibram sons dos cantos,&lt;br /&gt;silente dar-nos prende na sagez,&lt;br /&gt;nascida verve ouriço brida vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florescer certa dor deserta cerva,&lt;br /&gt;contígua sombra funda acende a neva,&lt;br /&gt;fazenda sempre via vazia sumiços,&lt;br /&gt;dormida Lico calma alia-se viços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos prolixa lua pasceu no linho,&lt;br /&gt;vozes marinhas bebem verve vinho,&lt;br /&gt;grado pisar pastados qual ocaso,&lt;br /&gt;à flama imoral mar sensato caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh sóbrio pórtico ave passa flores,&lt;br /&gt;aliciou acorde dor do lusco amores,&lt;br /&gt;méritos crentes pleitos versos mitos,&lt;br /&gt;cândido azul dos pés esguios dos ritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ponta do céu do sol efígies doentes,&lt;br /&gt;entranhar cor estar da lua duendes,&lt;br /&gt;olhos balanços sortes molhos d´água,&lt;br /&gt;vindoura calma obliqua pasce mágoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brandas as fontes fé de esguio ritual,&lt;br /&gt;animalesca verve tange mal,&lt;br /&gt;derretia azul volúpia azul dos pinhos,&lt;br /&gt;prelúdio do solstício fulge linhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem faça esboço lance fogo bem,&lt;br /&gt;sombras que vejo brio dos campos quem&lt;br /&gt;reverá nem dum traço faz do fim,&lt;br /&gt;chão campesino de ervas nome enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descida vida a terra calma sanha,&lt;br /&gt;em pares línguas vem sublime manha,&lt;br /&gt;estava perto pouco lide chanço,&lt;br /&gt;temporal fez afresco desse avanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se musa senda não se abriu da rua,&lt;br /&gt;expunha folhas tarde qual à lua,&lt;br /&gt;muralha prende de hábil grito crivo,&lt;br /&gt;senão lhe expor chorar do pranto divo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magistral manto versa à luz cabal,&lt;br /&gt;manhã silente traz compõe labial,&lt;br /&gt;triste leveza luz que esforça à fala,&lt;br /&gt;sina à destreza verso frágil sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nuvem margem só da serra à foz,&lt;br /&gt;já dominando largo torpe a voz,&lt;br /&gt;margem transpõe da entranha longos ângulos,&lt;br /&gt;dos simultâneos traços dardos cíngulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se provoca além do crânio anil,&lt;br /&gt;dos meridianos sóis tarde abril,&lt;br /&gt;mares lhes fazem largos justos cíngulos,&lt;br /&gt;bramir difícil foz bulício círculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da venturosa relva amada sebe,&lt;br /&gt;ferozes cantos sem dar-nos já cabe&lt;br /&gt;profundo, urânico entre pedra alerto,&lt;br /&gt;calma imperícia à luz jazida perto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhoris mares pios passar no vulto,&lt;br /&gt;rumor é cheio branca busca culto,&lt;br /&gt;brando na cólera ave instinto curto&lt;br /&gt;astuto desse instante louva surto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sozinho Via Crucis me pego aparo,&lt;br /&gt;brutalidade alarde fez-se caro;&lt;br /&gt;já são três, quatro da hora, fecha dia,&lt;br /&gt;margem rebaixou céu na tarde fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu passo aqui, da noite, dia fel tarde,&lt;br /&gt;transporto só manhã no tarde alarde,&lt;br /&gt;de parvo canto lenho Carmo charra,&lt;br /&gt;é lenta, fria, covarde de olhos garra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, na passagem eu queira sorte,&lt;br /&gt;me crucifixo de uma vez, sem corte&lt;br /&gt;algum, terceira via na dor sem dia,&lt;br /&gt;toar-me seguir à paz do meio dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do desembarque nau do mar aparo,&lt;br /&gt;pensar melhor que tinha trevo amaro,&lt;br /&gt;Calma amargura se alça já tão pia,&lt;br /&gt;acender ramos novos laços dia,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na profundeza aurora traz do mar,&lt;br /&gt;sopra ramagem paz cansada lar,&lt;br /&gt;oh Judas tenha alarde da milícia,&lt;br /&gt;minha alma cora pedra da malicia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querem o sangue meu das vestes raras,&lt;br /&gt;brutalidades brancas tardes caras,&lt;br /&gt;tocam bizarros sons piçarra agora,&lt;br /&gt;doce fatal delícia folhas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sofrer olhar das horas passam sós,&lt;br /&gt;mortalidade meiga d´alma dós,&lt;br /&gt;belas belezas folhas marmo Carmo,&lt;br /&gt;apenas é dos sonhos raro de armo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aspirar do que da alma rara assuma,&lt;br /&gt;estronda do retorno margem fuma,&lt;br /&gt;áspera rocha prende cai rever,&lt;br /&gt;remorde doce d´alma sobre ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fascinação na paz pender remorde,&lt;br /&gt;abrupta fenda brio remorso morde,&lt;br /&gt;irrompe sol os mantras faíscas fim,&lt;br /&gt;retorno doce flor fatal de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz renascente sol penhor da calma,&lt;br /&gt;calmo penedo faz de minha palma,&lt;br /&gt;adeuses alma imola aurora altiva,&lt;br /&gt;estronda luz verve onda passa diva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declives negras pedras passam ar,&lt;br /&gt;baixando, vão rolando agora mar,&lt;br /&gt;feridas alçam céu começa peitos,&lt;br /&gt;ferem abole entorno brancos pleitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombras cabais dos corpos todos dão,&lt;br /&gt;jaz cotovia do eterno susto vão,&lt;br /&gt;voz balançando tarde só nudez,&lt;br /&gt;ó esplendor todo extreme da mudez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No céu infinito, traz cabeça margem,&lt;br /&gt;na cabeçada voz sensível tem,&lt;br /&gt;mares confusos tela dorso&amp;nbsp; ave;&lt;br /&gt;que solta desse paz mistura chave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das formas velhas torso das paragens,&lt;br /&gt;indefinidas brancas velha imagens,&lt;br /&gt;pura maneira à paz das virgens sangues,&lt;br /&gt;dos corpos ternos torso escuro mangues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fala arcaica voz vazia da vela&lt;br /&gt;dos que não passam poucos na cela,&lt;br /&gt;não raro que se veste: à luz da pena,&lt;br /&gt;voo debate escuro cabe cena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passagem há passar, da margem verte,&lt;br /&gt;tudo aconteça porque assim lhe deste,&lt;br /&gt;longe penhor é quando pode à vista,&lt;br /&gt;tremendo cedro hei cantar campista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Complexa da manhã de quanto vivo&lt;br /&gt;submerge do cruel azul dos divos,&lt;br /&gt;surdo brevê começa dos mudos,&lt;br /&gt;margem brilhante à luz ciência mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indecifrável prado sanha certa&lt;br /&gt;do pranto sem quebranto foi de incerta&lt;br /&gt;chora-nos cora minha fronte medo&lt;br /&gt;da assinatura margem tudo cedo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se da mensagem era cada texto,&lt;br /&gt;letra investida amor por nada intexto,&lt;br /&gt;já nos circunda só, possível dor,&lt;br /&gt;d´alma tremida bem daquele andor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não sou da mensagem, sou do assunto,&lt;br /&gt;que não sei de alba fale. D´alma junto,&lt;br /&gt;rascunhos hastes juntos, vagas arde,&lt;br /&gt;enigma calmo paz não pasce tarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A paz que alude afeto da onda surda,&lt;br /&gt;na pacifica sebe, não vem muda,&lt;br /&gt;nem do deleite traz cobiça advem&lt;br /&gt;é mistifica mar alheio nos vem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;Aquele jaz nos chega só tormento,&lt;br /&gt;finda passagem brisa mansa vento,&lt;br /&gt;da raiz jaz mortas dor dos muito além,&lt;br /&gt;daquele ser na paz nascido avém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É luzir branda paz, que só do vento,&lt;br /&gt;trazendo véu do céu passar-se alento,&lt;br /&gt;ela conceba toda, só de adeus,&lt;br /&gt;frêmitos parvos grito divos réus.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-3375857426397446059?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/3375857426397446059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=3375857426397446059&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3375857426397446059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3375857426397446059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/04/estimadas-sebes-futuras-all-manner-of.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8311587765130489554</id><published>2011-04-04T04:01:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T00:44:09.646-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fenecidos segunda-feira - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Fenecidos segunda-feira&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Silvestrem tenui musam mediaris avena,&lt;br /&gt;nos patriae fines et dulcia linquimus arva;&lt;br /&gt;nos patriam fugimus: tu, Tityre, lentus in umbra&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Meliboeus e Títyrys - Virgílio&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Vi-lhe elevar das nuvens dum centauro,&lt;br /&gt;do majestoso, na bondade pura,&lt;br /&gt;sépia colina presa rosto lira,&lt;br /&gt;na louvação que auxilia, praça doira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surge repente nuvem branca porta,&lt;br /&gt;atravessar-lhe praça à tez da horta.&lt;br /&gt;laureia margem, brio passagem corvo&lt;br /&gt;dilema no diáfano, há retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da certeza sem retorno Zeus,&lt;br /&gt;cedo vê longe, só penugem luas,&lt;br /&gt;veste translúcida ave pasce rara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens brancas dão retorno mágoa,&lt;br /&gt;não só brilhantes, pascem sós da água.&lt;br /&gt;mas, perpetuar-lhe disso tudo? Claras?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nuvens brancas dão retorno mágoa,&lt;br /&gt;não só brilhantes, pascem sós da água.&lt;br /&gt;mas, perpetrar que disso tudo? Claras?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;E vi-lhes nuvem, tange estudo abril,&lt;br /&gt;pueril reflexo todos sós ardil,&lt;br /&gt;folhagens, golpes surdos calam mundos,&lt;br /&gt;plumagem presa à selva dos agudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E porque o amor não traz entende réu,&lt;br /&gt;já tudo quis passar, mas, nunca deu,&lt;br /&gt;tarde, jamais permite nuvem canta,&lt;br /&gt;sentir que nada preso prente manta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A planta presa, traz revés febril,&lt;br /&gt;faz sacudindo dar o traço abril,&lt;br /&gt;impenitentes, sombras brandas malta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas afinal o certo vulto à costa,&lt;br /&gt;já pobrezinha prende mágoa encosta,&lt;br /&gt;carrega na manhã que tarde salta.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8311587765130489554?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8311587765130489554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8311587765130489554&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8311587765130489554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8311587765130489554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/04/fenecidos-segunda-feira-i-vi-lhe-elevar.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7198327138849635488</id><published>2011-04-01T06:01:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T15:59:54.224-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Esboço habitual fragéis dos mortais - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Esboço habitual fragéis dos mortais&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cabidos verdes sebes vistas pares,&lt;br /&gt;floridas sortes, vítrea nuvem ares,&lt;br /&gt;estava ledo deitam curvas nave,&lt;br /&gt;passando leve fresco oriente ave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em fortes guilhas não se havia da fronte,&lt;br /&gt;expunha lua deitada nua defronte,&lt;br /&gt;murmuro rega trilha tempo dado,&lt;br /&gt;em iguais pus chorar, no canto amado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prado trafega belo findo tinha,&lt;br /&gt;tramamos só do estio do chão convinha,&lt;br /&gt;alegremente nós passar pês rega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sublimes das sibilas fados nega&lt;br /&gt;gesto do vasto sonho traz irmão,&lt;br /&gt;buscando negro luto de alguns grãos.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;O tempo estando invicto dá discretos,&lt;br /&gt;é gesto donde venho dos decretos,&lt;br /&gt;frutos que nenhum prado dá alarido,&lt;br /&gt;do marca-pés que fez do servo olvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silente aqui descrê surdez que crês,&lt;br /&gt;da graça inerme cervo carpe dez,&lt;br /&gt;treme Minerva põe de inerve graça,&lt;br /&gt;trança devassa pai dos medos dança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As maças traz os cedros face lido,&lt;br /&gt;se transcuramos quem passar jazido,&lt;br /&gt;olvido justo da Hidra estar bramido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh da silente voz amado serro,&lt;br /&gt;passagens grifam dor vagido berro,&lt;br /&gt;perfidia carpe vários tons dos sons.&lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7198327138849635488?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7198327138849635488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7198327138849635488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7198327138849635488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7198327138849635488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/04/esboco-habitual-frageis-dos-mortais-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4335628344331048843</id><published>2011-03-23T04:06:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T16:04:39.178-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Azuis das imagens dos céus marinhos - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Azuis das imagens dos céus marinhos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Homem dos calmos, sempre mar aberto,&lt;br /&gt;luar espelho,&amp;nbsp; vê contempla acerto,&lt;br /&gt;enrolamento foz finito amar,&lt;br /&gt;vagar espírito ondas brados mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ventre ser bem fundo pulsa imagem,&lt;br /&gt;que seus braços mar espreita a margem,&lt;br /&gt;vezes distrai-se próprio das entranhas,&lt;br /&gt;rumor de vasto sois de vossas sanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;E todavia que guardam turvos medos,&lt;br /&gt;homem do nulo ensejos ternos credos,&lt;br /&gt;ó lar, ninguém que toca bens degredos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamanho ardor há amor secreta chama,&lt;br /&gt;laços fraternos passos trai-se da alma,&lt;br /&gt;selvagem sombra amor remorso palma.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tribo profética olhos dentes mares,&lt;br /&gt;passam-se lentos céus olhando pares,&lt;br /&gt;esquadrinhando véu que vista passa,&lt;br /&gt;sombria quimera que herda dor lhe traça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visões passadas flora pés da virgem,&lt;br /&gt;tristes dos voos ardem luz vertigem,&lt;br /&gt;pelo sombrio do espaço crê crescer,&lt;br /&gt;verseja tez das fontes d´água ao ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Império da família aos pés dos santos,&lt;br /&gt;ausentes heras tangem Poe nos cantos,&lt;br /&gt;Cibele dar nos trama canto da ária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Florir incerto flor deserto dança,&lt;br /&gt;junto sombrio do mundo cresce à lança,&lt;br /&gt;tesouro sempre farto costas vias.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Qui cum descendere ad animos sine aliquo commento miraculi non posset, simulat sibi cum dea Egeria congressus nocturnos esse; eius se monitu quae acceptissima dis essent sacra instituere, sacerdotes suos cuique deorum praeficere.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa Pompilius reza Egéria sábia,&lt;br /&gt;Júpiter e de marte dele cria,&lt;br /&gt;que verte bosque à verve sacra haste,&lt;br /&gt;flamem peito cedro à sorte engaste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos sacerdotes nobres vozes pleitos,&lt;br /&gt;que Tito Lívio canta da urbe feitos,&lt;br /&gt;de que viúvo passa de hera tarde,&lt;br /&gt;invulgar lira som Quirino parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pássaros passam cantos em fraternos,&lt;br /&gt;Parnaso fez dos fios pasmos ternos,&lt;br /&gt;folhas que acaso teve vastos dotes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que Roma sempre de aspa veste clama,&lt;br /&gt;eterna palma leis que da hora chama,&lt;br /&gt;pasceu Sião colheu-lhe seio e peito. &lt;b&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Oh longos tempos lua abissal do pinho,&lt;br /&gt;dos sois marinhos vez ausente vinho,&lt;br /&gt;grado pilar pascidos noite quais,&lt;br /&gt;da imoral flama mar intenta mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh casto pórtico ave plenas cores,&lt;br /&gt;que cantou acordes dos poentes flores,&lt;br /&gt;mérito versos pleitos gozos mitos,&lt;br /&gt;brancos de azul dos nus esguios dos ritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pontal dos nus do sol&amp;nbsp; imagens calmas,&lt;br /&gt;aprofundar estar da lua das almas,&lt;br /&gt;das vibrações acordes olhos tramas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cores das fontes sol esguio ritual,&lt;br /&gt;animal tange lar fundia-se mal,&lt;br /&gt;fundia-se mar volúpia azul do linho. &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4335628344331048843?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4335628344331048843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4335628344331048843&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4335628344331048843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4335628344331048843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/azuis-das-imagens-dos-ceus-marinhos-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8255259467460676185</id><published>2011-03-22T04:22:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T00:00:58.532-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Prelúdios para despertar dos mares - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Prelúdios para despertar dos mares&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Das Wort aus Osten zu uns,&lt;br /&gt;Und an Parnassos Felsen und am Kithäron hör ich,&lt;br /&gt;O Asia, das Echo von dir und es bricht sich&lt;br /&gt;Am Kapitol und jählings herab von den Alpen.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Am Quell der Donau - Friedrich Hölderlin &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;Já vista pude terra por nos lares,&lt;br /&gt;lácios prepares serra céu dos mares,&lt;br /&gt;ficava claro pouco dera terra,&lt;br /&gt;era possui da fresca vista de hera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova senda não se abriu da lua,&lt;br /&gt;que nua arriscava luz tardia, flutua,&lt;br /&gt;muralha miram era destra vive,&lt;br /&gt;Beatriz pequei nessa hora lança crivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perfeição cantar abrindo costa,&lt;br /&gt;passamos sós do grado chão reposta,&lt;br /&gt;nós padecemos dós atrair à Vênus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De nos aparta estéril voz missão,&lt;br /&gt;carnal do gado sonho luz de Adão,&lt;br /&gt;eleição fruto fama chama Zeus.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Nem dos traçados fogo fez bem mundo,&lt;br /&gt;que trago luz espera tange fundo,&lt;br /&gt;verá que nem um filho dá ilusão,&lt;br /&gt;do campo de ervas nome enfim desvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis me aqui rês do chão fez clara brisa,&lt;br /&gt;que dominando fora torpe frisa,&lt;br /&gt;África estar transpõe de Espanha anos,&lt;br /&gt;de Cartagena pai nós viemos planos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas armas ditas quem nos dera irmão,&lt;br /&gt;oh muçulmanos quem tardar canção,&lt;br /&gt;este quis justo canto estar-se mundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ditosa minha amada pátria,&lt;br /&gt;selvagens passam sem que dar paria,&lt;br /&gt;Cáspia colina várias são dos fundos.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;São dirigidos vida passa à cor,&lt;br /&gt;primárias pátrias luz de Lusa dor,&lt;br /&gt;da glória alguém de várias fés Espanha,&lt;br /&gt;do rubro touro grita leve estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criando do reino amado indício arte,&lt;br /&gt;se por decreto ali da empresa parte,&lt;br /&gt;que visitaram fé nasceu dessa aula,&lt;br /&gt;vozes trazidas dores devem nulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foz que nos torne nome vinhas terras,&lt;br /&gt;pleito fazendo céu nos fez quimeras,&lt;br /&gt;luzir revoga nave forte bosque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essência traga reino digno da arte,&lt;br /&gt;dos filhos foram pão degredos marte,&lt;br /&gt;existem prêmio cruz ligeiro toque.&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Que elucidasse foz do mundo custo,&lt;br /&gt;é do guerreiro susto breves justo,&lt;br /&gt;dando benzido fogo dardo fênix,&lt;br /&gt;do documento contra grado ônix.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verve do mundo passe tão de breve,&lt;br /&gt;filho de ilustre&amp;nbsp; Zeus tornou-se grave,&lt;br /&gt;Prometeu fogo fosse dado lutas,&lt;br /&gt;em dissolúvel fruta feitos murtas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coagido mal em quarta-feira afere,&lt;br /&gt;que depois ter cabida iníquo adere,&lt;br /&gt;tão contundente brio regente rege.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando dos fogos lambe luminoso,&lt;br /&gt;é do governo está da humana mente,&lt;br /&gt;são dos ajuntam glória dos formosos. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8255259467460676185?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8255259467460676185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8255259467460676185&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8255259467460676185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8255259467460676185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/preludios-para-despertar-dos-mares-das.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4388107769003956535</id><published>2011-03-21T16:52:00.000-07:00</published><updated>2011-04-05T16:20:11.580-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Flautas azuis são beiras brados sumos - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Flautas azuis são beiras brados sumos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Sie selbst, sie werfen mich tief unter die Lebenden,&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Den falschen Priester, ins Dunkel, daß ich&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Das warnende Lied den Gelehrigen singe&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Friedrich Hölderlin - &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pranto dos mares ar bramida aceitas,&lt;br /&gt;bradada pluma sul refeito expostas,&lt;br /&gt;vozes exaltam fundo abismos claros,&lt;br /&gt;gritadas Círia feixes véus dos raros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pastor clamar memória tez das fontes,&lt;br /&gt;pranto de está da noite foge montes,&lt;br /&gt;cruz inclinarem pincel pano saco,&lt;br /&gt;ouvi temor visão no verso do arco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho Pastor dos pares doura olhos,&lt;br /&gt;fizeste de inimigos dos refolhos,&lt;br /&gt;ao curar Liras santas tumbas rasas,&lt;br /&gt;lembranças dias credos ledos casas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Opróbrio meus, da luz minha alma toas,&lt;br /&gt;naves fundidos ímpios que destoas,&lt;br /&gt;lábios murmúrio ventres do sagrado,&lt;br /&gt;desprezo justo véu encalça arado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nuvens baixaram ossos brancos laços,&lt;br /&gt;força decaída causa abisma traços,&lt;br /&gt;daquela minha d´alma ventre jaz,&lt;br /&gt;casa fortíssima água véu nos faz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precipitaram fundo dentre vivos,&lt;br /&gt;mim sacerdote falso trevas vós,&lt;br /&gt;queira do sábio canto aviso cante,&lt;br /&gt;contemple ali do ser celeste veste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz Pastor faz cesse cerco amados,&lt;br /&gt;tracejem serros quinas dos arados...&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4388107769003956535?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4388107769003956535/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4388107769003956535&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4388107769003956535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4388107769003956535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/flauta-azul-sao-das-beiras-brados-sumos.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1110498261029517431</id><published>2011-03-16T04:00:00.000-07:00</published><updated>2011-03-31T01:17:14.030-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Sonata tescida à surdina da sorte - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Sonata descida à surdina da sorte&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I - Allegro&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;Faça-me fala só avistar da página,&lt;br /&gt;do coração que exala rói-lhe lâmina,&lt;br /&gt;canções coexistem mirtos dessas rondas,&lt;br /&gt;tentando dardo abrange quais modas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez alma fez maduro santo vista,&lt;br /&gt;que não ergueu dessa chama coze altista,&lt;br /&gt;dos fulgurados fogos criam que ignora,&lt;br /&gt;ciência sublime luz de sábia amora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minucia descansa fogo adentro,&lt;br /&gt;leito alvejada pena pasce centro,&lt;br /&gt;povos que pregam entes pelo acerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espectro trança tema de ave sóbria,&lt;br /&gt;são descrições da pira exemplo urgias,&lt;br /&gt;noções que acerca tempo densos nãos.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II - Andante con moto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Brandão da gusa, de urros dos somente,&lt;br /&gt;travam da ruína ardis paisagem gentes,&lt;br /&gt;domina estrela, pleito cinto impulsa,&lt;br /&gt;sombras desgosto quadro deu-se à musa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis matas gradas, passam hinos surdos,&lt;br /&gt;lágrimas não se dão do ofício mundos,&lt;br /&gt;sem sovinice serve choro íntima,&lt;br /&gt;espesso tom toxina acende ínfima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestiços fogos dançam flamas vício,&lt;br /&gt;quando conversa aqui pastar solstício,&lt;br /&gt;na luz estranha veste do lenheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegre fala Roma de unhas sanhas,&lt;br /&gt;afável praia cruz no brio pinhas,&lt;br /&gt;do mais farpado não cruel terreiro.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III - Scherzo: Allegro molto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Trarei de outrora véu de azul se fia,&lt;br /&gt;já desce despe abaixo pouco dia,&lt;br /&gt;pastar distingue arenga santa sítios,&lt;br /&gt;olhos silêncio castos dados ritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que rente andar das vidas é de si,&lt;br /&gt;na coexistência&amp;nbsp; passa do ar frenesi,&lt;br /&gt;luzes feridas santas brandas queixas,&lt;br /&gt;proteger paz do mar esquadra deixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sorte que expire custo ensejo bento,&lt;br /&gt;contudo salta hortejo casto lento,&lt;br /&gt;na perfeição faz brado rentes sinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dardo incidido está na testa longe,&lt;br /&gt;cortejo do motejo sós do monge,&lt;br /&gt;do caminhado dardo não porém.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IV - Menuetto. Allegretto a non troppo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Que contribua-me Deus só ilusão funda,&lt;br /&gt;bem vindos são do largo Carmo mundo,&lt;br /&gt;tratam sublimes falas minha vida,&lt;br /&gt;rascunho gris das bênçãos d´alma pia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar lira faça à sina inópia,&lt;br /&gt;jazerei só contigo paz Etiópia,&lt;br /&gt;advimos dós nos amplas terras posta,&lt;br /&gt;elevações&amp;nbsp; dos cedros postam porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, por ser quantos dos primeiros,&lt;br /&gt;Me atreva aterra nunca vera rios,&lt;br /&gt;E nem das trevas ervas pão pascidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto nós que somos mar tamanho,&lt;br /&gt;permanecia na rês dos solos luar,&lt;br /&gt;longes dos montes, trouxe tempo às terras.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;V - Menuetto. Allegretto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cortamos ínsula ave grada dama,&lt;br /&gt;ilustre pouco parto atroz conclama,&lt;br /&gt;zanzando amor nós fomos tão casual,&lt;br /&gt;portando da gris cedro credo céu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terra qualquer avista estéril canto,&lt;br /&gt;do padecido voo vil espanto,&lt;br /&gt;de onde das aves cerne ventre mundo,&lt;br /&gt;bosquejam dos ficaram de ervas fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já do que avista alcança pouco dera,&lt;br /&gt;dos berços serras fica alguma aterra,&lt;br /&gt;é desta essência d´águas frescos lares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não cremos qual o fim de olhar traia,&lt;br /&gt;depois de já quebrada fenda aia,&lt;br /&gt;notícias passam quilhas magnos ares.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VI - Scherzo: Presto &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Almas nos foram sós também mão,&lt;br /&gt;portanto brancas folhas marmo não,&lt;br /&gt;minta afago estio de verdes dos mares,&lt;br /&gt;carpindo da luz tempo, dos lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspensa nave voz do tempo ais,&lt;br /&gt;tesouro luz de livre foz rivais, &lt;br /&gt;sozinho dentro foi rosáceo linho,&lt;br /&gt;rubra de ânsia manta almagra pinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visões do céu comido lacre mel,&lt;br /&gt;sombria delira azul frondoso céu,&lt;br /&gt;encima aterra curva vista quase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cópias céu esmeril que draga ardil,&lt;br /&gt;plácidas mágoas águas dardo mil,&lt;br /&gt;morta desgraça da asa alicia frase.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1110498261029517431?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1110498261029517431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1110498261029517431&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1110498261029517431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1110498261029517431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/sonata-descida-surdina-da-sorte-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-3691492932863967419</id><published>2011-03-14T11:51:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T00:27:49.476-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A face do adormecido lua do Lenheiro - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;A face do adormecido lua do Lenheiro&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Para Castro Alves&lt;/div&gt;Paz espaçosa cedo assopra enredo,&lt;br /&gt;pascido olhar das sombras berros cedo,&lt;br /&gt;alçada agora voz silente tédio,&lt;br /&gt;pascia terrestre à luz oculto prédio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lenheiro tão do calmo, pasce glória,&lt;br /&gt;no canto humilde voz tirano cria,&lt;br /&gt;vagas da fronte foz longínquo pássaro,&lt;br /&gt;nos tinham mágoas águas rentes raros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oh tempo dos ensejos caídos rostos,&lt;br /&gt;negas gemidas noites vagos gostos,&lt;br /&gt;nublava nuvem fria da boca hálito,&lt;br /&gt;crânios falantes verves servem ritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Labuta sina, tempos dos minguados,&lt;br /&gt;ninguém tecia da reza ousado lados,&lt;br /&gt;erguiam-se de aves, quê; diziam-lhes pedras;&lt;br /&gt;lhes trazer santo parvo leito exedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Singram além das águas das distâncias,&lt;br /&gt;gradas fortunas mar cobriam-lhe ânsias,&lt;br /&gt;após, tão frágil, sombra à tez do templo,&lt;br /&gt;vertente esmaga à folha verde exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembranças vivas grãos dos enchem gosto,&lt;br /&gt;tíbio do gesto escrito passa postos,&lt;br /&gt;sabem sós selvas, dores sem luz serpes,&lt;br /&gt;das estepes do oceano corre escarpes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Água dos amplos rios que avisava,&lt;br /&gt;sossego calmo luz quietude cava,&lt;br /&gt;tremente atrás dos homens que trespassa,&lt;br /&gt;eiras fadadas frontes dão que passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parques vividos céus luz das rés,&lt;br /&gt;bradados Carmo dos  ingênuos três,&lt;br /&gt;quem se sentou só vagas margens postas,&lt;br /&gt;bradada curva voz lamenta as costas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Emboabas chegam sós palavras lei,&lt;br /&gt;sombrio retorna à margem rio ao rei,&lt;br /&gt;chamar El  Rei raiz primeva treva,&lt;br /&gt;de quem viver curvou-se verde selva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estio do rio foz coragens pajens,&lt;br /&gt;secada da ribeira abrange às margens,&lt;br /&gt;lume movido paz culmina aos serros,&lt;br /&gt;memórias águas são frementes erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduzam leitos sós cavalos sonhos,&lt;br /&gt;murmúrios dos aflitos, relvas ponho,&lt;br /&gt;que traziam rezas pias Senhor dos longes,&lt;br /&gt;ergueram vela estrada ventre monges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundo silente flúmen foz dos nautas,&lt;br /&gt;reflete taba parte brancas pautas,&lt;br /&gt;luz aguardava o divo do sossego;&lt;br /&gt;senha media da tarde deste achego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penas das aves serras meras duas,&lt;br /&gt;tecem cabelos índios das estátuas,&lt;br /&gt;brandas sem adros reis doutras guerras,&lt;br /&gt;homens bravios da luz serradas terras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bando dos índios lança dos cavalos,&lt;br /&gt;faces de medo brandem dentre os ralos,&lt;br /&gt;divinas foram formas dos compostos,&lt;br /&gt;pondera bravo, do índio frente postos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora tecem urzes mortos látegos,&lt;br /&gt;tristonho olhar, vexadas brandos regos,&lt;br /&gt;crânio cintila céu laurel risada,&lt;br /&gt;apenas com a boca leve ornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Erguem do canto sítio vastos montes,&lt;br /&gt;pradarias de tão frias tangidas fontes,&lt;br /&gt;luz  do tristonho rio vexa margem,&lt;br /&gt;transpondo nuvem corcel da ramagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazidas sombras sol da aragem lata,&lt;br /&gt;céu do destino flor solstício à cata,&lt;br /&gt;sombra recorda prado bosque alarde,&lt;br /&gt;margem crepúsculo ave só das tardes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lenheiro lar do céu horizonte peito,&lt;br /&gt;trilhar das aves águas quais dos feitos,&lt;br /&gt;passagem luz acendeu firmo fica,&lt;br /&gt;horda pelúcida há de sonhos África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prado, benção do rio branco sal,&lt;br /&gt;pranto da luz negrume selva mal;&lt;br /&gt;oh sopro do Orfeu turva morte curva,&lt;br /&gt;do repastado fio sol da uva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lenda da egrégia dor solstício sente,&lt;br /&gt;tarde ressoar do saibro da vertente,&lt;br /&gt;brilhos dos brios beco aflitos quites,&lt;br /&gt;lânguida costa luz fanal de zênite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costas benzidas brio margens réstias,&lt;br /&gt;pisado alerta, canto das modéstias, &lt;br /&gt;falantes risos douro Porto cresce,&lt;br /&gt;cépticas urbes males Circe tece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarde sugada nau da luz dos ágrafos,&lt;br /&gt;trilha das aves água estão de agrafo,&lt;br /&gt;destino da preclara tez padece,&lt;br /&gt;Circe distingue tez feia que desce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do prado extenso, cerca suas nuvens,&lt;br /&gt;loteadas relvas, céu  loteado margens,&lt;br /&gt;parido calmas serras voz de aréus,&lt;br /&gt;riquezas olhos dos imensos réus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dardos sagrados ruídos tangem cumes,&lt;br /&gt;urro vencido parte estável lumes,&lt;br /&gt;floresta carpe brilha flecha dadas,&lt;br /&gt;olham exílio de hostes rezam quedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fronte clama da orbe vagas águas,&lt;br /&gt;dardos caçados perdas só de mágoas,&lt;br /&gt;fremidos beiços pranto branco aplica&lt;br /&gt;cântico anil dos índios mantos ricas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instantes passam rezas dos sinistros, &lt;br /&gt;crisma aprofunda véspera ave rastros,&lt;br /&gt;tranquila lua lembrado seio rua,&lt;br /&gt;soprar botão estátua treme à lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tangem clamor profanam sós louros,&lt;br /&gt;mágoa, de  insípida ave verdes doutros,&lt;br /&gt;das aves doutros loros tramam árvores,&lt;br /&gt;- Brando, sossego; - diz dessa ave dores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio fada noites, dores, clama,&lt;br /&gt;alerta Circe acendeu treva que ama,&lt;br /&gt;verve pelúcida horta sonho à dor,&lt;br /&gt;dos réquiens coro tão soada cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu de anil das águas malvas sortes, &lt;br /&gt;estrela apega sol dilúvio às mortes,&lt;br /&gt;sofrendo pesa insana relva réstias, &lt;br /&gt;mas, índio morte clama brilhos sépia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos carpidos foz de pétreos mármores,&lt;br /&gt;fulgores cantos zelo brandas cores,&lt;br /&gt;mitigam terras rios do trifólio,&lt;br /&gt;guerreado do guerreiro à luz do fio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frontes tardias que da hora que presente,&lt;br /&gt;curva da brisa abismo nos tão rente,&lt;br /&gt;fibras campinas céu cruel aéreo,&lt;br /&gt;labéu da trama clama desse pétreo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aurora do soprado mostrou sido,&lt;br /&gt;despreza ventos sul azul erguido,&lt;br /&gt;calvo distante céu rugido deixa,&lt;br /&gt;árvore mármore ave a terra queixa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As flores dos brios luzes desses aéreos,&lt;br /&gt;do réu das danças marmo dos corpóreos,&lt;br /&gt;cidade Circe atroz de vãs lascívias,&lt;br /&gt;bálsamos, verves dançam breves vias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tardes das armas fúnebre ave adeus,&lt;br /&gt;sibila vaga dentre sorte deus,&lt;br /&gt;sigilo zoom raios hortos crentes,&lt;br /&gt;cais azuis do céu do porto hostes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Setas lançadas traz rumor tão fora,&lt;br /&gt;terrores trevas sol fatal de agora,&lt;br /&gt;- Mero, sossego; - vaga lua do fio.&lt;br /&gt;astro da plácida ave margem rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enxame flor pedreira freme réus,&lt;br /&gt;foz cais relvas, morte dos marmóreos,&lt;br /&gt;zoom florida abelha azul fez mente,&lt;br /&gt;- Calma, sossego; - diz-se nuvem sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estiagem branda vida carpe mitos,&lt;br /&gt;pássaro deu, potência morte quintos,&lt;br /&gt;índios fenderem sós aragens catas,&lt;br /&gt;canto distante ruge despe matas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algema ponte a serra carpe crente,&lt;br /&gt;refreando no suspiro se enche rente,&lt;br /&gt;honra da eterna dor que trama arado,&lt;br /&gt;silêncio, traz fagulha clama orado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destino pasce morte tão pequena,&lt;br /&gt;raiz fender da entranha nos condena,&lt;br /&gt;sibilas faces risos crânios dardos,&lt;br /&gt;montes nos cantos sol carneiros brandos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol dos lírios fulgem mares telas,&lt;br /&gt;relva clamar das águas traz estrelas,&lt;br /&gt;- Placidez meigo; - luz do álveo à rua;&lt;br /&gt;- Calma, quietude; - diz Lenheiro à lua.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-3691492932863967419?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/3691492932863967419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=3691492932863967419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3691492932863967419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3691492932863967419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/face-do-adormecido-lua-do-lenheiro-para.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4031286178697883140</id><published>2011-03-10T23:00:00.000-08:00</published><updated>2011-04-06T00:33:20.043-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quarteto esboçado à margem do regato - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Quarteto esboçado à margem do regato&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Na grade praça há graça que trespassa,&lt;br /&gt;dos brancos céus azuis dos urgem taça,&lt;br /&gt;marrons cavalos brios nas terras dança,&lt;br /&gt;silente templo, só do exemplo passa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bordadas casas brancas dão sós laços,&lt;br /&gt;traçadas de ambas&amp;nbsp; tarde&amp;nbsp; fazem passos,&lt;br /&gt;calmo oraculo ar de delfos traço,&lt;br /&gt;vivo balanço do ar desdenha aço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Súbita nuvem chora por nós peito,&lt;br /&gt;margem alada surge dentre seios,&lt;br /&gt;estável plana imensa na paisagem,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Margem socorro agito trama fato,&lt;br /&gt;urbes cansaço, pedras, pombas pacto,&lt;br /&gt;do simulacro nada alcança quadro.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cansaço estranho bria na avena à tarde&lt;br /&gt;sinuosidades carpe laço alardes,&lt;br /&gt;exausto março suave que ave plana,&lt;br /&gt;fúlgida nuvem d´água espanta canta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas tão sós divinos réus esquadra,&lt;br /&gt;intensa margem surge estio nos bradra,&lt;br /&gt;sustem-se baldo imagem balsa poema,&lt;br /&gt;vasto exaurido baixa bardo esquema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sós badanadas bácias vem das alvas,&lt;br /&gt;mágoa badante tarde bácia baba&lt;br /&gt;escorre lenta no imo que axe dada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz azucrina azoar da verve azo,&lt;br /&gt;cor se fazendo azado campo só,&lt;br /&gt;traz avoamento folhas vãs vertentes.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Avitualhar da tarde espante avito,&lt;br /&gt;vaga avessia que acena avio do mito,&lt;br /&gt;vertigens pagens dão de avinda aves,&lt;br /&gt;voz aveludam tons marinhos graves,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vão avezendo pedras tão dantescas&lt;br /&gt;versos aviso avir versar Petrarcas,&lt;br /&gt;vil andorinha avil avanço avante,&lt;br /&gt;da detestável auto aurora parte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selvagem alma cria no lago estada,&lt;br /&gt;aumentativo cume entrega orada,&lt;br /&gt;sofridos pinhos jazem áureos linhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ausente minha lavra tange do ar,&lt;br /&gt;autoesboçado sul nortenho mar,&lt;br /&gt;tangidos montes auso lumes cumes.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estranha pena à minha vaga segue,&lt;br /&gt;sofrego braço ausência tátil bogue,&lt;br /&gt;auricular dos nãos que passa aurora,&lt;br /&gt;pobres senhoras despem dor embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verve aurifica versos caros traumas,&lt;br /&gt;anuam das folhas verdes pedras d´almas,&lt;br /&gt;sábio de atroz finito impõe do medo,&lt;br /&gt;que se esboçando à tarde imóvel credo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranha atrasada voo tátil dorme,&lt;br /&gt;estranhem minas luz atrás da fome,&lt;br /&gt;malha de esvaido amor trespassa atalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aterrador que pranto estar consigo,&lt;br /&gt;sozinho terra abisma céu do umbigo,&lt;br /&gt;da atoniada armada de ambos malhos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4031286178697883140?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4031286178697883140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4031286178697883140&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4031286178697883140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4031286178697883140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/quarteto-esbocado-margem-do-regato-i-na.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-197129129185143092</id><published>2011-03-09T06:24:00.000-08:00</published><updated>2011-04-06T00:37:55.802-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tríptico para consequências crepúsculo - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Tríptico para consequências crepúsculo &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Calmaria cível vera, voa ti quedo, &lt;br /&gt;fale vertente, do imo parvo ledo, &lt;br /&gt;que dum sepulto envolve ainda mais , &lt;br /&gt;cena lhe aparto minha terna quais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velha da sombra azeda, pé soturno, &lt;br /&gt;serrar-me falsa cena do coturno! &lt;br /&gt;Carmo de plena imagem dos ruidosos, &lt;br /&gt;frondoso lume escuro enxames nossos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maças cercadas luz dos visos dardos, &lt;br /&gt;das quais visões que perdem chãos atados, &lt;br /&gt;terrenos dos que pascem sombras ossos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remotos jazem passam dos folguedos. &lt;br /&gt;tanger soberbo réstia dos rochedos, &lt;br /&gt;tamanha abá terrestre que há da sanha. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Futuro crê domínios sons dos melros, &lt;br /&gt;marcadas pedras, voos sombras cleros,&lt;br /&gt;parda manhã de trêmula entre cores;&lt;br /&gt;sépias jazendo alvura tons teores! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No puro escuro sons ardor penhor,&lt;br /&gt;tons de largadas serras desse alvor, &lt;br /&gt;perpétuos vãos silentes bradas covas,&amp;nbsp; &lt;br /&gt;partir tamanha sorte inventa trovas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longínquos dos recentes; ah das sombras, &lt;br /&gt;ranger altivas, chãos pascer culturas, &lt;br /&gt;solene altura à treme dos rendidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livre futuro passa ardido tramo, &lt;br /&gt;rangida ambas? Calma nós andámos! &lt;br /&gt;do alarde tarde dá, trespassem ruas. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;III &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Lácios severos traços das essências, &lt;br /&gt;manhã traçada passa da imanência, &lt;br /&gt;corte repleto credo pensa nervos, &lt;br /&gt;são dos remorsos passam murtas trevos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rubras fornecem cedros dos enredos, &lt;br /&gt;aérea media do acerto de si medos, &lt;br /&gt;silentes passam réstias vãos rigores, &lt;br /&gt;não fez repleta doada dos louvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das inocências céus&amp;nbsp; presentes pássaros, &lt;br /&gt;ocasos findos dão transeuntes caros&lt;br /&gt;ocaso sol do marmo látego ermo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragam às normas fiada ilharga margem, &lt;br /&gt;vermelha trilha luta tíbia vargem&lt;br /&gt;remorsos cores réstias das sibilas. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-197129129185143092?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/197129129185143092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=197129129185143092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/197129129185143092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/197129129185143092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/triptico-para-consequencias-crepusculo.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7233851472199032548</id><published>2011-03-09T06:04:00.001-08:00</published><updated>2011-03-20T20:53:37.097-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quartetos tangidos à quarta-feira de cinzas - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Quartetos tangidos &lt;/b&gt;&lt;b&gt;à quarta-feira de cinzas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;Fábula será do sol trazida arado,&lt;br /&gt;quase de um leve aceno mão amado,&lt;br /&gt;deste oportuno arado deste espanto,&lt;br /&gt;sem desandar em olho donde santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inamovível pasce verde pranto,&lt;br /&gt;alva penugem vaga à tarde tanto,&lt;br /&gt;muralhas densas negras só desvelam,&lt;br /&gt;quais agouros mar tão calmo velam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fábula? Certo traz no cântico agno, &lt;br /&gt;luzir brandindo súbita ave magno,&lt;br /&gt;tão contumaz ao rito branco cólera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse compacto oceano dos lamentos,&lt;br /&gt;que se demente nuvem contra ventos,&lt;br /&gt;tangeram águas levam mágoas ceras.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Agro do Lácteo espanto desse azul,&lt;br /&gt;anseia negrume léu carpida à sul,&lt;br /&gt;hálitos vítreos pontes tão que emergem,&lt;br /&gt;serena imagem dura paz plumagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Predigo frágua já tardias murtas&lt;br /&gt;das relembradas praias calmas hortas,&lt;br /&gt;vagas reparam bágua de um lavrado,&lt;br /&gt;qual flor dilúvio meio azul arado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ave assoprada à tarde traz procela,&lt;br /&gt;luzes terrestres céus das faces dela,&lt;br /&gt;qual existência essência desse opaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ítaca ainda vou acolher-lhe sábia,&lt;br /&gt;dos solitários céus sombrios da lábia,&lt;br /&gt;passarem dos gemidos ais dos findos.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Manhã anunciada contra tempo tábua,&lt;br /&gt;verso tecido contra olvido argua &lt;br /&gt;no coração da flor aragem pássaro,&lt;br /&gt;que desconhece à voz agônica aro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;È feliz do homem é da planta sabe,&lt;br /&gt;sapara da árvore imo verso cabe,&lt;br /&gt;sua sebe sabe sabra dele dá&lt;br /&gt;rígidos passos sobem leús de cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há arrogância lá tesouro já,&lt;br /&gt;há voz cão nada atesta lábio sopra,&lt;br /&gt;lúcida mágoa cobra sábio ora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abdicatária à luz tardia que amarga,&lt;br /&gt;que desfigura chão rebanho alarga,&lt;br /&gt;aquitaniana sanha antanha cora.&lt;br /&gt;IV&lt;br /&gt;Olvido tédio tíbias dos arbustos,&lt;br /&gt;vertente gesto flame escrito busto,&lt;br /&gt;primeva terra passa d´águas pélago,&lt;br /&gt;sombria da margem seca chama lago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Memórias águas rio beiras frutos,&lt;br /&gt;súbitos tempos desses ventos justos,&lt;br /&gt;inoportuno rito dos terreiros,&lt;br /&gt;foz das estrela verte selvas rios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tédio silabas corre página ondas,&lt;br /&gt;quietude treme gesto voz das rondas,&lt;br /&gt;estio inspirado cursa à vida águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conduzam feito folhas sépias vivos,&lt;br /&gt;parvo lenheiro passa imagem crivos,&lt;br /&gt;egos cortados sebes dos sossegos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7233851472199032548?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7233851472199032548/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7233851472199032548&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7233851472199032548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7233851472199032548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/quarteto-tangidos-quarta-feira-de.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-28395646632011985</id><published>2011-03-09T04:44:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T04:44:00.480-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dueto nascido pascer do quebranto - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Dueto nascido pascer do quebranto&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Lavra sem vida fez-se na quimera,&lt;br /&gt;habita quando vento douro dera,&lt;br /&gt;que folha observa cedro parte tece,&lt;br /&gt;suave tulipa encanta fonte exerce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fulgida chama à voz perder adepto,&lt;br /&gt;tecer sofrida angústia vida inepto,&lt;br /&gt;lavra trazida ambrar&amp;nbsp; então se cerca,&lt;br /&gt;mas, toa tulipa encanto vida acerca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irmãs coisas que aí passaram tépido,&lt;br /&gt;folha sem tarde entoar do intrépido,&lt;br /&gt;sempre fia dos afirma vias dos centres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu vasto azul palmeiras tão severa, &lt;br /&gt;proclama maça luz sublime vera,&lt;br /&gt;folha sem margem Cós exéquias homem.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sutil do tempo toa nos prados heras,&lt;br /&gt;trazendo fronte sã caminhos pêras,&lt;br /&gt;chorando rio alude sós submersos,&lt;br /&gt;paz infinita traz dos meus dispersos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão sabiamente sangue dá resenha,&lt;br /&gt;na pessoa mais espera lenha empenha,&lt;br /&gt;digo de nós do mesma tarde termo,&lt;br /&gt;imensos olhos choram ver ao ermo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vento não dá dos novos brios aceno,&lt;br /&gt;por hora contra à paz pascer sereno,&lt;br /&gt;comida maça resta no terreno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honra rumor do vento contra tempo!&lt;br /&gt;Ó dos meus ais! São vozes desse acarpo,&lt;br /&gt;do centro intenso campo sopra adentro.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-28395646632011985?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/28395646632011985/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=28395646632011985&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/28395646632011985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/28395646632011985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/triptico-rupestre-quarta-feira-de.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7159269655644211542</id><published>2011-03-09T04:04:00.000-08:00</published><updated>2011-04-05T16:44:10.523-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tríptico dorida fronte à quarta-feira de cinzas - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Tríptico dorida fronte &lt;/b&gt;&lt;b&gt;à quarta-feira de cinzas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Triste semblante tez&amp;nbsp; de nesga lua,&lt;br /&gt;ruído tocar dos olhos toadas ruas,&lt;br /&gt;tangida branca rês rubor da tarde,&lt;br /&gt;de majestoso passo ardor lhe alarde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ébria da sebe faz carpir a face,&lt;br /&gt;são pensamentos parte tons da pasce,&lt;br /&gt;excelsas penas verve dos crepúsculos,&lt;br /&gt;luzir sonhada raiz cede opúsculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em majestoso céu reluz senhor,&lt;br /&gt;amado culto fio dor tremor,&lt;br /&gt;das mágoas dão pendor dos cimos idos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se do penar contigo frio findo,&lt;br /&gt;nasce alarido céu findarem sinos,&lt;br /&gt;doiro da fonte, fronte lousa hinos.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Erguiam vividas aves, gestos cridos,&lt;br /&gt;plácida fonte à calma brota livros,&lt;br /&gt;friagem à lousa lavras crânios tumbas,&lt;br /&gt;singrados véus dos tempos voos pombas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lenheiro parvo à fronte dentre rezas,&lt;br /&gt;brotaram densas mágoas rês das crenças,&lt;br /&gt;correr das ondas tédio tange ilude, &lt;br /&gt;sossego calmo à folha gesto rude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letras gemidas travam nuvens mentes,&lt;br /&gt;erguiam diziam do quê? Singradas lentes,&lt;br /&gt;matiz ingênuo sentam eiras raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serra lenheira à boca ventos frio,&lt;br /&gt;fogem além da sã justeça envios,&lt;br /&gt;teciada crença ousada serpe essência.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Estando já deitada leito branco,&lt;br /&gt;vestes ocupam céu do sono eleito,&lt;br /&gt;nascem de duas clarezas altos montes,&lt;br /&gt;sebe longínquas viu tecidas frontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas insistindo vê das urbes terras,&lt;br /&gt;ao receber da cós tributos serras,&lt;br /&gt;cuja cerviz se doma lei da fama,&lt;br /&gt;de grande alarde foi das gentes ama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó quantas gentes dão do doce freio,&lt;br /&gt;receios lhe custa esposa ilustre reinos,&lt;br /&gt;celeste crase gente à fama frase.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nem por ser das aves Vênus clama,&lt;br /&gt;se lhe ventejam fama assim fez chama,&lt;br /&gt;celebrar mais vindouro mundo campo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7159269655644211542?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7159269655644211542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7159269655644211542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7159269655644211542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7159269655644211542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/triptico-dorida-fronte-quarta-feira-de.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1920823701680444881</id><published>2011-03-09T00:48:00.000-08:00</published><updated>2011-03-13T05:26:01.834-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Quartetos rupestres à quarta-feira de cinzas - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Quartetos rupestres à quarta-feira de cinzas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Calmaria dias dos passam longes véus,&lt;br /&gt;tons que reluzem, vasos brancos céus,&lt;br /&gt;tristeza surge brio funde lagos!&lt;br /&gt;Álamo sempre estar passar nos fogos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após estar na voz sorrir das plumas,&lt;br /&gt;estiva espectros vivos das escumas!&lt;br /&gt;solenes ritos fim costumam ousa,&lt;br /&gt;dum pequenino voo véu da coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silente fronte céu pascer na calma,&lt;br /&gt;sobre admirar-se à paz recusa chama,&lt;br /&gt;ópera custo interno voz do culto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exemplo acende encobre só inspira,&lt;br /&gt;da fronte douro, pedras sós transpira,&lt;br /&gt;estável louro jaz requieto vulto.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Soberba boca véu nascendo fundo,&lt;br /&gt;fastio da lousa ascende sopra mundo,&lt;br /&gt;da minha fronte acaso pasce dores,&lt;br /&gt;brônzeo das sombras mil ingrimes, árvores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encanto da morada, inspira assuma,&lt;br /&gt;do largo de uma cena aprumo duma&lt;br /&gt;pena presente olhar vazio da serra,&lt;br /&gt;frágeis transeuntes terra ar que aterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esguelho do que afasta do terreno,&lt;br /&gt;pobre desdém provem murmúrio pleno,&lt;br /&gt;das quarta-feiras cinzas sombras beiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após fundido bronze tange vastas.&lt;br /&gt;vero badalo ao sino altera ruído,&lt;br /&gt;margem sonido à boca do gemido.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sopro seduz empíreo curso folha,&lt;br /&gt;das rumorosas flores rubras que olhas,&lt;br /&gt;tragando grácil vaga ao cedro afera,&lt;br /&gt;após fastio do amável verso aferra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É da lerdeza intensa sombra escasso,&lt;br /&gt;justeza aspira casas sombras laço,&lt;br /&gt;fenda cabal de grácil foz indícios&lt;br /&gt;tragando grácil ser das fontes vícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frontes de expostos lumes juntas praça&lt;br /&gt;ofertar das pujanças verdes graça,&lt;br /&gt;tarde ombrear das luzes chama idade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finesa traz trespassa à luz mudezas.&lt;br /&gt;réstia que envolve plena da modéstia,&lt;br /&gt;suposto do imo resto à voz do limbo.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;São dos enxames léus postada essência,&lt;br /&gt;longas passadas destas nuvens ciência,&lt;br /&gt;com desespero sol maculas ventres,&lt;br /&gt;vêm se traçarem gris contente gentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As regas rio, regas medo frágil,&lt;br /&gt;prantearem pega vozes pega imóvel,&lt;br /&gt;acalantada sépia achega de olhos,&lt;br /&gt;donde das águas manso grego óleos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se favorável credo esboça êxedra,&lt;br /&gt;da aura do azul dos passam astro pedra,&lt;br /&gt;labutes montes vozes graves castas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó ilimitada quadra esvaí do pasmo,&lt;br /&gt;castos negrumes alça do marasmo,&lt;br /&gt;só padecerem ternos gozos vasto.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1920823701680444881?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1920823701680444881/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1920823701680444881&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1920823701680444881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1920823701680444881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/quarteto-rupestre-quarta-feira-de.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-5902438061184169578</id><published>2011-03-09T00:28:00.000-08:00</published><updated>2011-03-09T00:28:00.714-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dueto assoprado à vertente da tarde - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Dueto assoprado à vertente da tarde&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tez espaçosa tarde aflora ar, &lt;br /&gt;surgida sombras olhos rubro estar, &lt;br /&gt;alçam agora infindo do silêncio &lt;br /&gt;findo, Lenheiro pasce já tão néscio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da terra olvido serpes corre frágil,&lt;br /&gt;tecida reza torna à março grácil,&lt;br /&gt;vasta quietude à luz das águas claras,&lt;br /&gt;vertente esmaga céu folhagens raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do gesto escrito leito cobrem tíbias&lt;br /&gt;sossego passa calma imensa sábias,&lt;br /&gt;mas, dores tédio mortes sentam praça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negas gemida diz do rio baques,&lt;br /&gt;das longitudes voam ruídos vasques,&lt;br /&gt;homem trespassa à lei do gesto rei. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Hálitos crânios tédios mortes rios,&lt;br /&gt;cortadas eiras frontes brados fios,&lt;br /&gt;lamenta à voz composta mutuos gestos,&lt;br /&gt;margens compostas custa escritos justos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fortunas mares terras brancos noz,&lt;br /&gt;labuta à estrela fria&amp;nbsp; fender-se sós&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;verve lenheiro cruz encher sossego,&lt;br /&gt;terra nublava à nuvem branda ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondas das folhas tíbias sombras castas,&lt;br /&gt;que serpes pélago enche estio tão vastas,&lt;br /&gt;trilham diziam? Imensos gestos fia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempos nublados reza ousadas ragas,&lt;br /&gt;leito manava às serpes cruza vagas,&lt;br /&gt;gemidos noites boca dos fervidos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5902438061184169578?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5902438061184169578/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5902438061184169578&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5902438061184169578'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5902438061184169578'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/dueto-assoprado-vertente-da-tarde-i-tez.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4200556665198661289</id><published>2011-03-02T11:44:00.000-08:00</published><updated>2011-04-05T16:57:19.822-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tríptico para pascer ao regato - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Tríptico para pascer ao regato &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Terra frondosa segue céu regato,&lt;br /&gt;que nos cercando à luz perfil pacato,&lt;br /&gt;do tenaz raio douro fino prática,&lt;br /&gt;resplandor do divino louro estática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pascido olhar, tão cheio nuvens natas,&lt;br /&gt;brados longínquos astros vãos regatas,&lt;br /&gt;túnica azul postada boca poente,&lt;br /&gt;chorar-nos ora inata hino gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entram na serra. Tocam harpas cargo,&lt;br /&gt;que sobre deles sol brilhar amargo,&lt;br /&gt;escriturária cena por nos argos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devesa fala velha da urbe sarga,&lt;br /&gt;pátios vazios são oferta vêm nas cargas,&lt;br /&gt;tombadas d´almas, brilham de erva estio.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sofrer por nós! Razões longínquos arcos,&lt;br /&gt;deter espanto azul pascidos marcos,&lt;br /&gt;tardes tranquilas tocam lardos guarda,&lt;br /&gt;imo das linhas dá semblante jarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há padecidos quem tranquilas máguas,&lt;br /&gt;pascidos dar por fio tenha águas,&lt;br /&gt;sofrer na tela espada tomba brilho,&lt;br /&gt;vagando calma anseio forma ao filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chama importava rio frágil voo,&lt;br /&gt;calmaria paz eternos seios zoo,&lt;br /&gt;louca chorava à serra à via tão pouca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pascidos pela amarga boca céu,&lt;br /&gt;deporem pés semblante ainda véu,&lt;br /&gt;alma tão mouca expor seria-lhe rouca.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;De que importava alçar do gosto nasce,&lt;br /&gt;nascidos filhos sol esconde face,&lt;br /&gt;surgissem cantos rostos que tivéssemos,&lt;br /&gt;enquanto dança nuvens tece imos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto da minha fronte escondo selo,&lt;br /&gt;mero contemplo rosto teme elo,&lt;br /&gt;estrela toca sim em todos fardos,&lt;br /&gt;gozo teria passados claros nardos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pelas fontes sós murmura prantos,&lt;br /&gt;ah, se correrem frontes zelos chantos,&lt;br /&gt;na pacifica noite à lua jaz terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tecer por nós qual nesga dia etéreo,&lt;br /&gt;anunciará das levas&amp;nbsp; fulge aéreo,&lt;br /&gt;açude dentro está dos corpos mantos.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4200556665198661289?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4200556665198661289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4200556665198661289&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4200556665198661289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4200556665198661289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/triptico-para-pascer-ao-regato-i-terra.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6772504191005067636</id><published>2011-03-02T10:10:00.000-08:00</published><updated>2011-04-05T20:28:56.055-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tríptico para sussurrar mortos ora - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Tríptico para sussurrar mortos ora&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Juramos pela lide ornar etérea&lt;br /&gt;verves valentes fios Deus aérea,&lt;br /&gt;lutar-nos contra som ingente exerce,&lt;br /&gt;nas nuvens postas luto estão conserve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pátria embora durma só momento,&lt;br /&gt;que nenhum filho nosso foi de alento,&lt;br /&gt;e quando tredo foi levado sorte,&lt;br /&gt;coração branda filho à luta morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre dirá foi forja desse imigo,&lt;br /&gt;corações hás razões levar-lhe amigo,&lt;br /&gt;sonhos dos nossos dava abertas lutas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desgraça graça! Causa vêm quiseres,&lt;br /&gt;não se padece ramo morre estere,&lt;br /&gt;bradaram chamas verga brio se ocultas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Dos tristes filhos orna brota egéria,&lt;br /&gt;ledos dos lábios dão da musa féria,&lt;br /&gt;portou-se seios caíram relva audaz,&lt;br /&gt;reserva Zeus do selo&amp;nbsp; tão vivaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mero cantar a livre sina ávida,&lt;br /&gt;sem pena branda flores jaz impávida,&lt;br /&gt;cantemos antes graças tudo passa,&lt;br /&gt;branca da harpa que eólia mais cursa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebamos. Ah! Libertos voos raros,&lt;br /&gt;mais dignos dão repouso amor aparo,&lt;br /&gt;calvo semblante aceso excelsa farpa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem-nos o lira parra enchei amarra,&lt;br /&gt;dos corações de digna cor cigarra,&lt;br /&gt;festão pedente leve da aura cura.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A primavera nasce céu da terra,&lt;br /&gt;que flores não lhe trema orna erra,&lt;br /&gt;todo prazer do amores rubros canta,&lt;br /&gt;gozemos lira de entes lácteas mantas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestidos prados bela forma ignaro,&lt;br /&gt;altar do coro canta à paz do raro,&lt;br /&gt;dum prazer raio pira expira súbito,&lt;br /&gt;adormecidos sombras corpo túrgido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De precursora alarma vivas luas,&lt;br /&gt;pesaram sobre joelhos véu diante,&lt;br /&gt;imo tremulo liso à luz radiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De golpe à serra corpo nasce à mostra,&lt;br /&gt;dão sacrifícios lentos mortos ora,&lt;br /&gt;olhos azuis do céu faísca carpe. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6772504191005067636?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6772504191005067636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6772504191005067636&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6772504191005067636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6772504191005067636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/triptico-para-sussurrar-mortos-ora-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2223118926877461790</id><published>2011-03-01T00:58:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T01:47:23.161-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tríptico para murmurrar vertente - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Tríptico para murmurrar vertente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Neblinas cumes bronzes tinem bardas,&lt;br /&gt;serras formadas céus poentes tardas,&lt;br /&gt;vozes dos mortos, dão dos fardos tardes,&lt;br /&gt;interior guarda azuis imensas artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã talvez traga tez floreio,&lt;br /&gt;ainda sob a bênçãos brios esteio,&lt;br /&gt;aves grosseiras ledos suaves freimas,&lt;br /&gt;flores, figueiras, urzes cursam reima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que me anoiteço traça veste ofício,&lt;br /&gt;brancos esboços, rio anuncia início,&lt;br /&gt;canção profira largo rosto triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silente voz transluz paisagem certa,&lt;br /&gt;submersa imagem sombra certa zeta,&lt;br /&gt;dobres soturnos dão das noites dores.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sóis dos terrestres tarde dos silvestres,&lt;br /&gt;das prisioneiras dores cesto alpestre,&lt;br /&gt;porá arrazoas das vestes sombras mestras,&lt;br /&gt;eleitos sóis estrados probo destra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuridões distantes pascem poentes,&lt;br /&gt;vazias rasgando essência dos semblantes,&lt;br /&gt;relampejarem rios terra partem,&lt;br /&gt;em serenatas cantos brandos cantem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Azuis chorosos luzes seda aos lares,&lt;br /&gt;Éden passagens rios vão dos pares,&lt;br /&gt;cravam fatias andantes em murmúrios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estio do forte estar campinas doces,&lt;br /&gt;faíscas espasmo fúlgido árduo foi-se,&lt;br /&gt;das vivas relvas mundo postos rios.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Distante olhar não tem esquece glória,&lt;br /&gt;parvos senões de imóveis corpos dia,&lt;br /&gt;desamparado olhar visão dos pagens,&lt;br /&gt;grácil alvura aos tênue riscos nuvens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dilúvios donde alçasse do olvidar,&lt;br /&gt;dos enlutados horto rito lar, &lt;br /&gt;que isolamento à morte despe destra,&lt;br /&gt;ficou imergência letras casta adestra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da intensa cor da flama fulge olvida,&lt;br /&gt;nos bradassem da aérea lua da vida,&lt;br /&gt;tudo nascido chão. Senões visão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivificar em brada sombra arde ,&lt;br /&gt;é donde ave não pasce. Dos que elevam,&lt;br /&gt;imensidões tecendo, guarda estão.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2223118926877461790?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2223118926877461790/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2223118926877461790&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2223118926877461790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2223118926877461790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/03/triptico-para-murmurrar-vertente-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6995956500941273465</id><published>2011-02-28T15:51:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T15:21:49.429-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tríptico para desenhar à vertente - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Tríptico para desenhar à vertente&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Fardos meus, má estiagem chão ardente,&lt;br /&gt;rubro meu imo grita flame dente,&lt;br /&gt;o logro de erros mal transpor nos pássaros,&lt;br /&gt;Oh! quem nos dera ser do sempre aros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo carpe; mas me faço mouro,&lt;br /&gt;conhecer laço da hora glória douro,&lt;br /&gt;do quebrantando já pousar nascido,&lt;br /&gt;conhecer pode d´alma traz do cindo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descansa à paz vivente lembra agora,&lt;br /&gt;que no passado pouco haver-se afora,&lt;br /&gt;impresso tenho mente logro denso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De amor lhe não cantei&amp;nbsp; do gênio anos,&lt;br /&gt;das vãs memórias ditas bem enganos,&lt;br /&gt;da solitária foz pudera da ária.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alma tão&amp;nbsp; minha foi-se glória parte,&lt;br /&gt;branca manhã da lida alvor à tarde,&lt;br /&gt;descansa já no véu poente largo,&lt;br /&gt;eu já vivia na terra azul tão látego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se lá dormida fronte dor findou,&lt;br /&gt;história verta passe à tez lhe dou,&lt;br /&gt;que não lhe olvide meio dia exame,&lt;br /&gt;que já nos ledos olhos dão ditame.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se pascer que pode olhar-se ramo,&lt;br /&gt;água da calma dor fez triste do amo,&lt;br /&gt;dança sonambula ave cheira sâmbula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Padece exame estame seu entalhe,&lt;br /&gt;romper do ledo grito traz detalhe,&lt;br /&gt;de já quão cedo cálida ave pálida.&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Ilustre ardor à prece dá desenho,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;norte findar, gaio sitiado engenho,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;tecido rompa fogo arde orfaico,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;mal esquivanças paire em véu arcaico.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Vivamos alma tendo haver dos quais,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;sozinho passo não lhe tremo mais,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;traço contrates, nem me teço graça,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;ardor do mal, que tange e não devassa.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;Mas, só enquanto não poder desgosto,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;donde presença marca, lá põem rosto,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;andando pranto campo olvido prado.&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;As noites sonho dá que ponho à faca,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;teço-lhe esforço não sei donde estaca,&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;chega sombrio que rói não sei se Ítaca.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6995956500941273465?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6995956500941273465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6995956500941273465&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6995956500941273465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6995956500941273465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/triptico-para-desenhar-vertente-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4649248585162042998</id><published>2011-02-24T22:40:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T16:48:45.468-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tríptico para o desprender da noite - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Tríptico para o desprender da noite &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nascente céu, envolve azul à terra,&lt;br /&gt;floresce só passado crivo de hedra,&lt;br /&gt;fenece pranto véu cantar cadência,&lt;br /&gt;agradecida algema com frequência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que recomendo gente algoz senão,&lt;br /&gt;ritualmente canto ordem grão,&lt;br /&gt;havia, dizem que tinha atroz dolência,&lt;br /&gt;queria segui-lo trevo expõe prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez de uma hora vá passar-se plena,&lt;br /&gt;de que possível tenha tudo pena,&lt;br /&gt;é distinção padeço torna estão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá qualidade sorte faz hospeda,&lt;br /&gt;homem rebelde está chegou na queda,&lt;br /&gt;aprendeu tudo amigo corpo verga?&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mas não foi para assim tecer vigência,&lt;br /&gt;manda tomar paterna voz ciência,&lt;br /&gt;de quantos nós maternos é grifado,&lt;br /&gt;tão facilmente raspam gesto fado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que flor do povo cinge dia da urgência,&lt;br /&gt;trama daquilo terno tempo essência,&lt;br /&gt;treme funesta afiar porfia que teve,&lt;br /&gt;trazer-nos duma forma amor da verve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusará das margens das folhagens,&lt;br /&gt;vir celebrar que põem conhece ervar,&lt;br /&gt;perfeitamente traz terá envesgar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo passa duro prende d´alma,&lt;br /&gt;volta prisão da carne cega palma,&lt;br /&gt;demonstrar nível vero cedo cível. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Acordo dentro mim, alguém acorda,&lt;br /&gt;quando do mar instante brancas telas &lt;br /&gt;pôde existir redor das vidas velas,&lt;br /&gt;durmo do centro fim, cantar à porta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falar da sorte à voz tremida sina,&lt;br /&gt;apressam corte via redor anina,&lt;br /&gt;vozes trespassam chão do largo marco,&lt;br /&gt;acordo fora cerca pedra ao Carmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passava centro via que daqui fez&lt;br /&gt;ausentes corpos são presente tez,&lt;br /&gt;nem seres nenhum qual terá no chão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que não traz cabelos luz da noite,&lt;br /&gt;serem do bosque dor redor açoite,&lt;br /&gt;esboço trilhos filhos cantam rios.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&amp;nbsp; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4649248585162042998?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4649248585162042998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4649248585162042998&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4649248585162042998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4649248585162042998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/triptico-para-o-desprender-da-noite-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2451590359808482717</id><published>2011-02-24T14:01:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T15:41:25.660-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Tríptico para o cair do crepúsculo - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Tríptico para o cair do crepúsculo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I &lt;br /&gt;É da silente da ilha visto costa, &lt;br /&gt;célebre terços nós dos ferros gosta, &lt;br /&gt;cravado mundo atroz citera fonte, &lt;br /&gt;esboça cantos sombras fruto monte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos da pobre alma sol das flores, &lt;br /&gt;amores jazem ventre d´águas dores, &lt;br /&gt;vozes silêncio fresco dá-se norte, &lt;br /&gt;sutil prenúncio lastro monte forte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madeira teço inópia deu-se floras, &lt;br /&gt;mas, nem por ser alguma selva cora, &lt;br /&gt;estende que há doutros mar de março.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquela serra sol nortenha cria, &lt;br /&gt;cobre desterra mágoas vimos dia, &lt;br /&gt;irmãos de sacras tez suspeitos traços. &lt;br /&gt;II &lt;br /&gt;Incensos povos! São pessoas são réus, &lt;br /&gt;do generoso grande chefe céus, &lt;br /&gt;mentor do grande douto move fama, &lt;br /&gt;noite disposta torpe ventre chama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extremo frutos somos todos nós, &lt;br /&gt;verve Virgílio pôs disposta noz, &lt;br /&gt;não desse gado casto, verde em ti, &lt;br /&gt;de versos somos todos Bem te vi. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observou tudo doce para sempre, &lt;br /&gt;ervas do estio nos planta assim tão rente, &lt;br /&gt;exílio sempre à terra está Virgílio? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terrestre somos todas vãos moradas,&lt;br /&gt;no gesto ledo põem cantar amadas,&lt;br /&gt;crente do sempre nós faltar nas mentes.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Lustosa cruzes horas brandas dores, &lt;br /&gt;castas reluzem, céus estáveis pares, &lt;br /&gt;longa estranheza franja cumpra tinham! &lt;br /&gt;Que descrevê do sempre credo vinham! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O céu mordaz, estame frange verves, &lt;br /&gt;que transvalora divas vestes gentes! &lt;br /&gt;Espelho puro faz brilhar da mácula,&lt;br /&gt;imperceptível voo do azul macula. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crentes animam céu sujeito pravo! &lt;br /&gt;Estáveis passam, franzem lavra cravo, &lt;br /&gt;que franza esgrimas, dizem dessa rima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentença Vênus traga trança lar! &lt;br /&gt;Deixamos do beirão anuncia do mar, &lt;br /&gt;repousa meiga fronte de que esgueira.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2451590359808482717?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2451590359808482717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2451590359808482717&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2451590359808482717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2451590359808482717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/triptico-para-o-cair-do-crepusculo-i-e.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4027077216301820136</id><published>2011-02-23T23:40:00.000-08:00</published><updated>2011-02-25T21:49:50.159-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três cânticos esqualidos à semana - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três cânticos esqualidos à semana&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;I&lt;br /&gt;Ribeirão tem idioma não da lâmina,&lt;br /&gt;da tez circunda fala gasta página,&lt;br /&gt;dos que convivem curvas léu redondas,&lt;br /&gt;deserto que apreende dessas rondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que deste inferno fez sotaque vista,&lt;br /&gt;ou dessa fala limpa coze altista,&lt;br /&gt;das laminadas fomes cria ignora,&lt;br /&gt;do desfazer saber de sábias floras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da minucia sotaque que por dentro,&lt;br /&gt;escama dessa pena verve centro,&lt;br /&gt;duas gentes pregam entes pelo acerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombra da música ave pousa sóbria,&lt;br /&gt;dos passos, por exemplo, são de&amp;nbsp; úmbria,&lt;br /&gt;cordões da cerca são de intensos vãos.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Que possuam ferro, minas das vertentes,&lt;br /&gt;resta da ruína à casa dos viventes,&lt;br /&gt;sufoco tudo, tempo mola impulsa,&lt;br /&gt;desse decurso surdo dá sua musa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis falas gradas, pascem canta mundos,&lt;br /&gt;Máquinas não dão oficio dos fecundos,&lt;br /&gt;sem&amp;nbsp; timidez da verve que nos íntima,&lt;br /&gt;compacto tom veneno que nos ínfima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Híbrido dessas falas calmas vício,&lt;br /&gt;porque convive aqui viver do cicio,&lt;br /&gt;tamanho vasto assina desse estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todas elas são de Lácio unhas,&lt;br /&gt;desse espraia na foz estátua vinhas,&lt;br /&gt;é mais grosseiro&amp;nbsp; mão cruel lenheiro.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Mesmo de outrora céu azul do dia,&lt;br /&gt;já não sei qual dos quatro pouco ia,&lt;br /&gt;do que distingue fala canta sítios,&lt;br /&gt;com olhos castos fia pascer inicios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que de viajar nos montes são de si,&lt;br /&gt;da convivência; traz coar frenesi,&lt;br /&gt;dos quais; partiram; roupas vãs mestiças,&lt;br /&gt;defende vida ao mar despejo meças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor que corra à morte ensejo lento,&lt;br /&gt;porém viver cortejo passo bento,&lt;br /&gt;na procissão dá bênção crentes ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse passado está de muito longe,&lt;br /&gt;é procissão motejo tem do monge,&lt;br /&gt;ninguém andar porém não quis do imo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4027077216301820136?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4027077216301820136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4027077216301820136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4027077216301820136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4027077216301820136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/tres-canticos-esqualidos-semana-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-4418655745833910477</id><published>2011-02-23T21:16:00.000-08:00</published><updated>2011-02-26T00:59:29.547-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três cantos de uma dor maior desses campos - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três cantos de uma dor maior desses campos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Cresce no tempo douro fronte vida, &lt;br /&gt;labor altares&amp;nbsp; vai crescer dessa ida, &lt;br /&gt;lividas vozes nós toar suas árvores, &lt;br /&gt;que branda verve d´água faz licores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do suave do ranger revê do óbvio, &lt;br /&gt;transcende chão fazendo céus o fio, &lt;br /&gt;fornece campos flores verve relva, &lt;br /&gt;que transpõem pétreos soa vertigem selvas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa longínqua vã retumba dor, &lt;br /&gt;folhagem viva criva véus pavor,&lt;br /&gt;transpõe do linfo luz corinto fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perpassa só de azul sozinho fundo, &lt;br /&gt;oriundo flor casinha do facundo, &lt;br /&gt;corpos carpidos campos meses março. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;II &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Trespassam vão no carpe chão do Carmo, &lt;br /&gt;selva expõem&amp;nbsp; treva saída santo marmo,&lt;br /&gt;cravado azul do mar do lácio véu, &lt;br /&gt;valentes prados tristes pascem réu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Látego lastro frota rente foz, &lt;br /&gt;espantos surdos, cinza longe voz, &lt;br /&gt;fundado prado verve toa do largo, &lt;br /&gt;brancas das aves sítios passam argo.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Púrpura fronte do homem todos dons, &lt;br /&gt;do lavramento mil das crenças sons: &lt;br /&gt;tangendo fios Sião languidos ódios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perfaz assina pés laboro de ágrafos, &lt;br /&gt;maculas desse dorme sós agrafos, &lt;br /&gt;seduz neblinas telas sós de aninas.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ao nascimento move canta herbóreos, &lt;br /&gt;primeiramente de armas dos hercúleos,&lt;br /&gt;esta pantera verve ornada fronte&lt;br /&gt;põem-se tocar vibrar novilho monte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De que trazendo fonte lastro posto,&lt;br /&gt;rude frustada imagem chove rosto,&lt;br /&gt;que me endurece fala branda cores,&lt;br /&gt;exígua fala brame fez louvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parvo socorro, canto trança pássaros,&lt;br /&gt;que sutil sustem altos bosques raros,&lt;br /&gt;amor poesia da vida põem na lida,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontra veste meio dia que beiça,&lt;br /&gt;exaurir na costela da justiça, &lt;br /&gt;meio caminho lavra pés das rés.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-4418655745833910477?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/4418655745833910477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=4418655745833910477&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4418655745833910477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/4418655745833910477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/tres-cantos-de-uma-dor-maior-desses.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8479798931432312733</id><published>2011-02-17T23:20:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T17:09:24.864-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três cânticos para prado tão longe - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três cânticos para prado tão longe&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;Nos corações, jazidos desse imenso,&lt;br /&gt;homens transcendem ruas nos passam tensos&lt;br /&gt;em meridiana luz passar manhã,&lt;br /&gt;fundo princípio douro faça à sanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recompensado alerta tão firmado,&lt;br /&gt;graduado olhar quais deuses vêm amado,&lt;br /&gt;largo trabalho grado faz transforma,&lt;br /&gt;do firmamento, traça à casta norma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No puro encanto eterno calmo sítio,&lt;br /&gt;no precipício sol, repousa exílio,&lt;br /&gt;transpõe-se plenos olhos limpos sonhos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sonhar saber qual hora idear da calma,&lt;br /&gt;desse imponente sol do agrado d´alma,&lt;br /&gt;desse silente traz silêncio  gente.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Festiva folha atada fecha douro,&lt;br /&gt;salva imponente palma, serve louro,&lt;br /&gt;dessa amistosa vista brame câmbio,&lt;br /&gt;acessa lavra agrada estão corretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu silente!... Sons que passam restos&lt;br /&gt;dos recobertos tons das folhas! Sábio!&lt;br /&gt;Dos soberanos lumes dos reténs,&lt;br /&gt;lar do perfeito ser maior desdém! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terna oferenda olhar contornos mundos,&lt;br /&gt;da candidez tão vasta olhar tão fundo,&lt;br /&gt;terra oferece ao mar da casta senda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantarolar desdéns das ternas águas,&lt;br /&gt;que perpetrando serras mudas mágoas,&lt;br /&gt;sombras entranhas régio fruta egrégio.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Prendo justeza à paz cantar respiro,&lt;br /&gt;Apolo dorso casto  qual inspiro,&lt;br /&gt;maior confronto à fruta leite cais,&lt;br /&gt;emana da razão  dos meus quais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suposto rito traça quebra oferta,&lt;br /&gt;casto futuro brilho muda à seta,&lt;br /&gt;em dedicados vícios plenos boca,&lt;br /&gt;murmurro minha fonte d´água oca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ventos estranhos paz eterna lua,&lt;br /&gt;em estrondosos réus espargem rua,&lt;br /&gt;desdéns Minerva, fonte fala erva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ondas bater no cais castiços quietos,&lt;br /&gt;prisão liberta  olhar dos céus diletos,&lt;br /&gt;da fronte ascendo sítio à troca fendo.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8479798931432312733?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8479798931432312733/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8479798931432312733&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8479798931432312733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8479798931432312733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/tres-canticos-para-prado-tao-longe-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1942328897853627364</id><published>2011-02-15T17:41:00.000-08:00</published><updated>2011-04-05T20:15:41.771-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três exercícios para meia noite - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três exercícios para meia noite&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;Estranho amor justeza dessas margens, &lt;br /&gt;agita azul que pasce dentre imagens, &lt;br /&gt;Calor, reinício brando no clamor!&lt;br /&gt;se vinca meio fulge no rigor! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alegria pura carne passa e arruma, &lt;br /&gt;imperceptível curso tange apruma! &lt;br /&gt;Oh descoberta após do luto mar, &lt;br /&gt;visão quebranta meses, triste luar! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre fascínio quando tarde pousa &lt;br /&gt;que dorme terra casta eterna lousa, &lt;br /&gt;Sonho fender, trazer sonhar passar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do horizonte tosto desse olhar!  &lt;br /&gt;Murmuro douro, tempo casa à flama, &lt;br /&gt;que murta trama, misto sombra acha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Tanto murmúrio de olhos chama salto!&lt;br /&gt;Soberbo grão que lê translato alto! &lt;br /&gt;Ó meu vivente de Ítaca alma vibra, &lt;br /&gt;tresnoitar douro lei arrogar da hidra! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples do exemplo jaz, aspira ano, &lt;br /&gt;traçada torre olhar revê urbano, &lt;br /&gt;resguarda tudo qual oceano manto,&lt;br /&gt;santo Criador moção traduz no canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sanha dos já do eterno ser murmúrio, &lt;br /&gt;ser do desdém alcanço do prazer, &lt;br /&gt;santo salgueiro doca adorna animo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos rumorosos sons mover dos lábios,&lt;br /&gt;lutos custosos ócios verbos sábios, &lt;br /&gt;sagas quimeras outras bradas terras.  &lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Efeitos grados mundos lhes consomem,&lt;br /&gt;graça existência frágil trazem homem,&lt;br /&gt;dos que reporte causa eterna insânia,&lt;br /&gt;já são das coisas há passam manias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da babilônia caos Babeis campanha,&lt;br /&gt;melhor ler muito ter conduz entranha,&lt;br /&gt;têm de confusa d´alma à sombra mata,&lt;br /&gt;brados negrumes plenos se retrata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cuida dum nome passa orgulhos seus,&lt;br /&gt;crença total de pleno ser do Deus,&lt;br /&gt;gregos padecem Zeus murmúrio templo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consolador? Do medo qualquer&amp;nbsp; lácio, &lt;br /&gt;marca lhe trouxe seio do palácio, &lt;br /&gt;driblando dessa boca meio fascínio.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1942328897853627364?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1942328897853627364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1942328897853627364&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1942328897853627364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1942328897853627364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/tres-exercicios-para-meia-noite-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1520211443649582564</id><published>2011-02-14T07:54:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T00:39:19.349-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mais três reinvenções ao prado - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Mais três reinvenções ao prado &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Qualquer da fala de ave tom tão crível; &lt;br /&gt;fez necessário cedro do inefável, &lt;br /&gt;lutuosa voz desta hora quase ter, &lt;br /&gt;carpir-se deste céu prender ao ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resíduo dessa estiagem desse Olimpo, &lt;br /&gt;soluço que se traça de tão limpo, &lt;br /&gt;alvura qual da tésis desse templo, &lt;br /&gt;branda fissura. Gesto torga exemplo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer tempo de ar transpor das cores, &lt;br /&gt;utilizados tons sãos pios das dores &lt;br /&gt;jazendo traz do campo prende paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da própria da intenção do qual futuro, &lt;br /&gt;nessa bossagem cura do murmuro, &lt;br /&gt;manhas esboços tempo das manhãs. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;II &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Folhas estão postando verde léu, &lt;br /&gt;aos longes cruzes paz do poente céu, &lt;br /&gt;qual da esperança Deus que fez presente, &lt;br /&gt;rupestre voz trazida da vertente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Léguas do rio d´águas desses ares, &lt;br /&gt;já soluçarem sós nos vãos dos mares, &lt;br /&gt;acalantados cais de vaga margem, &lt;br /&gt;donde das aves mansas que padecem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se próprio desse imenso crer esboço &lt;br /&gt;mosaico desse azul da flor tão moço, &lt;br /&gt;são malva dos bosquejos tempo à alva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desse infinito templo da ervagem, &lt;br /&gt;mágica chaga alçada da voragem, &lt;br /&gt;aos lagrimejem sós num desses nós. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;III &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A cor do bronze tange vela cria, &lt;br /&gt;luzido dando leme nau porfia, &lt;br /&gt;zéfiro do tangido à sorte adaga, &lt;br /&gt;anima sons dos não lhe tangem saga. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerda da hora praz tangida nau, &lt;br /&gt;transluz bradada, soa da nau igual, &lt;br /&gt;látego bronze flui polir linhagem, &lt;br /&gt;voraz padeça de ir desdita margem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da cor eterno diz que faz do soar, &lt;br /&gt;plumagem dá dizer tecido ar, &lt;br /&gt;não tange reto tom compraz profetas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressoa quebranto som coisa mágica, &lt;br /&gt;brandadas toques hinos tocam trágica, &lt;br /&gt;alma ressoa da linfa sol destoa. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1520211443649582564?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1520211443649582564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1520211443649582564&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1520211443649582564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1520211443649582564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/mais-tres-reinvencoes-ao-prado-i-do.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-453309639899639694</id><published>2011-02-14T03:43:00.000-08:00</published><updated>2011-04-05T20:03:20.835-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três estudos para ressoar da tarde - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três estudos para ressoar da tarde&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Pomposos cedros horas rubras árvores, &lt;br /&gt;folhas reluzem, credos vagas cores, &lt;br /&gt;justeza longe céu se cumpre fogos! &lt;br /&gt;desvie da sempre cedro do jogos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após vivaz no prado tange pontes, &lt;br /&gt;resguarda sebas divas folhas frontes! &lt;br /&gt;Empenho puro fim em habitua &lt;br /&gt;imperceptível véu do azul tatua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tempo animar do céu pascer que marcha! &lt;br /&gt;Estáveis douram, pascem sóbrios macha, &lt;br /&gt;friezas esquinas, pascem da riqueza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calado ventre céu tecer cantar! &lt;br /&gt;Sobre abismar-se à luz do recusar &lt;br /&gt;pousa da vasta meiga margem lousa. &lt;b&gt;&lt;br /&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Palma reger empíreo fogo sopro, &lt;br /&gt;das luminosas cores do decoro,&lt;br /&gt;vácuo do céu vagar-se do alterável, &lt;br /&gt;após da vate luz surgir palpável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se renunciar de intenso traço passo, &lt;br /&gt;faustosas danças já da luz compasso, &lt;br /&gt;molda total da verve da ilusão, &lt;br /&gt;fazendo fácil toar da breve ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Palmas expostas folhas dos critérios,&lt;br /&gt;domina das potências dos mistérios, &lt;br /&gt;felicidade clama branda idade! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fenda consagra clima à luz da pressa: &lt;br /&gt;quis dar-me aspira!...Traz tão junta à mesa, &lt;br /&gt;ao represar ombrear da triste estar!&amp;nbsp; &lt;b&gt;&lt;br /&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Soberba calma véu sofrer do mudo, &lt;br /&gt;grande do pouso! Céu que ascende surdo, &lt;br /&gt;do meu existente! Acaso faz da calma, &lt;br /&gt;suntuoso douro mil estrelas, palmas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É temporada ser que mora, aspira, &lt;br /&gt;qualquer da pena aprumo dessa pira, &lt;br /&gt;tudo protege olhar vazio do culto, &lt;br /&gt;na Providência soa do&amp;nbsp; ser em culto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conservação grassar-se de serena, &lt;br /&gt;pobre desdém de olvido tão amena, &lt;br /&gt;cena fundida bronze tange pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É deste espanto altera grácil Lácio, &lt;br /&gt;quaisquer das penas pratos do palácio. &lt;br /&gt;do triunvirato brônzeo quarto ato. &lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-453309639899639694?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/453309639899639694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=453309639899639694&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/453309639899639694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/453309639899639694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/tres-estudos-para-ressoar-da-tarde-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1851651465036359464</id><published>2011-02-11T13:15:00.000-08:00</published><updated>2011-04-05T19:52:11.195-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três reinvenções de sexta-feira - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três reinvenções de sexta-feira&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Instante vero, ser que toa si mesmo,&lt;br /&gt;verve vertente, do imo deste próximo,&lt;br /&gt;desta transvia que envolve do mais pleno,&lt;br /&gt;oferto-lhe eco minha voz do Reno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombra de azeda, tez que da quimera,&lt;br /&gt;atear-me desta calma dessa hera!&lt;br /&gt;Sombra do silvo imagem da ramagem,&lt;br /&gt;Esplendor desta fronte da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus estimados visos dos cercados,&lt;br /&gt;das quais visões que pascem fins dos gados,&lt;br /&gt;tristeza guerra pascem sós alteza?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuma traz trespassa de ausentados.&lt;br /&gt;réstia soberba plena dos passados,&lt;br /&gt;sentados terça à voz fartada exerça.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não tom severo passo da existência,&lt;br /&gt;maça largada rito dessa essência,&lt;br /&gt;vida devassa livre Cós dos cios,&lt;br /&gt;solenes são dos passam calmos lácios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos já fornecem ecos do degredo,&lt;br /&gt;é quão medial do aéreo, lado enredo,&lt;br /&gt;ausentes pensam erro si do serro,&lt;br /&gt;mero repleto doa porfia desse erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da sigilosa voz assim razão,&lt;br /&gt;faz que perpassem ossos da nação,&lt;br /&gt;remorsos, réstias cores das moléstias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As consequências vastas são presentes,&lt;br /&gt;quaisquer ocasos vindos tardes entes,&lt;br /&gt;látego seres marmo penha cárceres.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Treva domínios deu quais desses credos,&lt;br /&gt;mescla de pedras, marmo cobre cedros,&lt;br /&gt;enlaço maças tremem rubras árvores;&lt;br /&gt;verdes tangendo luz pascer louvores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impura calma voz luzir dos&amp;nbsp; mármores,&lt;br /&gt;da solitária sorte réus das flores,&lt;br /&gt;perpétuos dos carneiros do textual, &lt;br /&gt;alvo tamanho sortes do triunfal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Remotos dos ausentes das penumbras,&lt;br /&gt;hinos altivos, sons tanger escumas,&lt;br /&gt;hortos da escura à terra dos confortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui futuro que arde mais da usura,&lt;br /&gt;num tanger luz isenta da clausura,&lt;br /&gt;tudo que parte, e, aceita, traz da arte. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1851651465036359464?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1851651465036359464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1851651465036359464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1851651465036359464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1851651465036359464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/tres-reinvencoes-de-sexta-feira-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6582960887496761834</id><published>2011-02-07T21:49:00.000-08:00</published><updated>2011-04-05T19:44:03.626-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três reflexões marinhas - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três reflexões marinhas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Solene traz passaram nas sombras,&lt;br /&gt;vozes reluzem, tumbas das escambras, &lt;br /&gt;tristeza longo céu se ilude logos!&lt;br /&gt;Do sempre lar do marmo prado fogos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após penar em qual foi sebes tumbas,&lt;br /&gt;resguarda sombras vivas dos emboabas!&lt;br /&gt;Esforço duro fim que vê que assuma&lt;br /&gt;do pequenino céu que veste apruma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silente fronte céu pascendo luar!&lt;br /&gt;Sobre admirar-se à luz jazeu cantar,&lt;br /&gt;recusa pranto vasta eterna lousa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó templo acende paz suspira doiro!&lt;br /&gt;Assente douro, missas desse ouro,&lt;br /&gt;ervas das sinas, misto que reserva. &lt;b&gt;&lt;br /&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Soberba veste véu pasce do mundo,&lt;br /&gt;grande repouso! Céu desvenda mudo,&lt;br /&gt;minha pomposa! Casa prado calma,&lt;br /&gt;suntuoso douro mil santuários, Chama!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ocasião da morada aspira vulto,&lt;br /&gt;qual marmo pena aprumo deste culto,&lt;br /&gt;tudo protege olhar vazio do céu,&lt;br /&gt;é desse Altíssimo entre ser do véu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cintilação que alastra de serena,&lt;br /&gt;pobre desdém de se ouve tão amena,&lt;br /&gt;cena fundido bronze traz da pena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encanto tom que altera do que impera,&lt;br /&gt;tenaz fastio da boca sino fera.&lt;br /&gt;dá seu som vero brônzeo fundo zoom.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Alma reger empíreo desse sopro,&lt;br /&gt;em rumorosas dores pascem dobro,&lt;br /&gt;vazio do véu vagar em qual mutável&lt;br /&gt;após do dardo esguelho do entranhável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que repudia do intensa marcha espaço,&lt;br /&gt;pomposas já dos laços sombras passo,&lt;br /&gt;luz da cabal da sombra do ganido,&lt;br /&gt;tecendo grácil ser compor no ruído&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cedros de expostas folhas do fastios,&lt;br /&gt;reprimir nas pujanças dos indícios,&lt;br /&gt;idades cruzes clamam por piedade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renda dedica ao clima da pureza:&lt;br /&gt;do pranto aspira!...Junto à luz rudeza,&lt;br /&gt;idear da sombra ombrear da triste idade!&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6582960887496761834?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6582960887496761834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6582960887496761834&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6582960887496761834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6582960887496761834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/tres-reflexoes-marinhas-i-solene-paz.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8467334963358293981</id><published>2011-02-04T22:13:00.000-08:00</published><updated>2011-04-18T16:21:34.387-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='As três imagens pascendo no lamento - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;As três imagens pascendo no lamento&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;Talvez, nunca viver jamais à parte,&lt;br /&gt;de uma pequena foz que passa à tarde,&lt;br /&gt;vai-se tecendo: ideia qual doçura&lt;br /&gt;esboços mares águas partem cura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ídolos&amp;nbsp; quais dos mil sensuais nascer,&lt;br /&gt;dessa estatura faísca, só nascer, &lt;br /&gt;brilhante ser das salvas terem dito&lt;br /&gt;álgido de atravanca-se inútil mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter refletir&amp;nbsp; manhã&amp;nbsp; da nuvem triste;&lt;br /&gt;Mas da repleta selva tão já riste,&lt;br /&gt;dessa angustia por ora, de nos cora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na intensa das tulipas, da candura,&lt;br /&gt;terrestres no verão nos fez de pura,&lt;br /&gt;qual branca foz brancura voz colinas.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;Dessa infinita luz do bosque cândido,&lt;br /&gt;nessa Alba de invisíveis brenhas ido,&lt;br /&gt;vagam sutis ambíguas das passagens,&lt;br /&gt;na prontidão do Zeus que pasce margens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brandos formatos findos nas aragens,&lt;br /&gt;desconhecido não qual destas viagens &lt;br /&gt;incertas aves vão do brado moços;&lt;br /&gt;nos retorcidos pesos curvas dorsos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos obsoletos vãos vazios do prado,&lt;br /&gt;sombras que não cantarem pouco arado,&lt;br /&gt;aos poucos cruz rezaram luz do canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqueles são torrente voz escura,&lt;br /&gt;ao combinarem vozes que murmura,&lt;br /&gt;dessa infinita vela, já revela.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;/b&gt;Advento quase já de toda vida,&lt;br /&gt;daquela nuvem muito branca crida,&lt;br /&gt;do movimento diurnos, flores mortas,&lt;br /&gt;azul tão perto breves tons das portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que revestida paz qual da tormenta,&lt;br /&gt;impetra, ostenta foz feitio lamenta,&lt;br /&gt;é quase ninho sol carpir desgosto,&lt;br /&gt;de algum lugar ao luar figura rosto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim brandura, dura do recinto,&lt;br /&gt;acolchoar breve dor labor do mito,&lt;br /&gt;da sugerida crença da sentença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Breve pairada solta sol promiscuo, &lt;br /&gt;da luz cantiga céu rancor opúsculo &lt;br /&gt;calma entre deste ser da quase alma.&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8467334963358293981?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8467334963358293981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8467334963358293981&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8467334963358293981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8467334963358293981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/as-tres-imagens-pascendo-no-lamento-i.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6885570414019984496</id><published>2011-02-04T19:43:00.000-08:00</published><updated>2011-04-05T19:19:44.577-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três Sonetos em meditação - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Três sonetos em meditação&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As cores fêmeas são de verdes palmas,&lt;br /&gt;são luzidios nublados céus das almas,&lt;br /&gt;vozerios do horto que oram, por vindouro,&lt;br /&gt;das interiores tardes desse agouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sombra talvez ainda se renasça,&lt;br /&gt;ainda que sob bênçãos dessas crenças,&lt;br /&gt;cores grosseiras, ledos suaves montes,&lt;br /&gt;do inamovível flor qualquer biontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amareleço azar dos vãos vermelhos,&lt;br /&gt;vazios esboços, rio d´águas velhos,&lt;br /&gt;branda canção profere dessa ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silente que transluz cantar paisagem,&lt;br /&gt;tarde submersa adorna dessa imagem&lt;br /&gt;dobres soturnos vãos dos suaves nobres.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Edifiquei dos chãos cidades quatro,&lt;br /&gt;casario dores dão maturo quadro,&lt;br /&gt;muralha do alto céu reluz imóvel,&lt;br /&gt;abertas sobre o campo luz estável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrela só do arado fez dos deuses,&lt;br /&gt;Zeus do distante sonho dos adeuses,&lt;br /&gt;que desvestissem gráceis dos gerânios,&lt;br /&gt;brado confuso azul qual deste crânio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incinerei-me chãos só parvos lumes,&lt;br /&gt;que desvestiam sombrios menção dos cumes,&lt;br /&gt;destes desvãos vestígios destes vãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do terreno ocre, doiro do tugúrio, &lt;br /&gt;varrem fixar da foz carnar do rio,&lt;br /&gt;marca silente nunca foi tão ciente.&lt;br /&gt;&lt;b&gt;III&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Verde campina à tarde passam sóis,&lt;br /&gt;dos prisioneiros dores céus azuis,&lt;br /&gt;donde porá arrazoas silentes prados,&lt;br /&gt;correrdes sol estrados dos arados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuridões distantes pascem guerras,&lt;br /&gt;rasgando  dessa essência céus das terras,&lt;br /&gt;relampejarem céu que alude eterna,&lt;br /&gt;das serenatas sol murmúrio ternas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negras carroças já pascendo longes,&lt;br /&gt;passagens dos azuis pascidos montes,&lt;br /&gt;agrafo do cravar dum triz do ágrafo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Murmúrio forte mais pagão à surdina,&lt;br /&gt;faíscas espasmo estrela mais combina,&lt;br /&gt;salta da relva frágil mira à treva.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6885570414019984496?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6885570414019984496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6885570414019984496&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6885570414019984496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6885570414019984496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/tres-sonetos-em-meditacao-i-as-cores.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2151450950906997461</id><published>2011-02-04T12:03:00.000-08:00</published><updated>2011-02-04T12:03:09.308-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e-mail - Marcia Pereira'/><title type='text'></title><content type='html'>Confirmei com o Sr Aroldo Mendonça no telefone :  (21) 2266-2501 .&lt;br /&gt;Outros telefones abaixo.&lt;br /&gt;Ele faz este trabalho incrível de empréstimo de camas hospitalaraes e cadeiras de rodas, há 22 anos.&lt;br /&gt;A pessoa necessitada vai até o escritório dele, assina um contrato de empréstimo por seis meses que pode ser renovado.&lt;br /&gt;Se o interessado quiser, pode doar uma lata de tinta no valor de R$ 50,00.&lt;br /&gt;Repasse, pode ser útil para algum conhecido.&lt;br /&gt;Beijos&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Empréstimo de Camas hospitalares e cadeiras de rodas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Gratuito e EM TODO BRASIL!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ser humano muito especial, chamado Aroldo Mendonça, integrante do&lt;br /&gt;Rotary Clube, formou um banco de leitos hospitalares e cadeiras de&lt;br /&gt;rodas e os empresta, sem cobrar nada, só pedindo em troca a sua&lt;br /&gt;devolução, quando não é mais necessária. Ele é um anjo da guarda para&lt;br /&gt;muita gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, o banco, conta com mais de 600 leitos espalhados por todo&lt;br /&gt;o Brasil, já que o Sr. Aroldo conserta e aceita doações das camas&lt;br /&gt;hospitalares e cadeiras de roda, mesmo quebradas, ele retira no local&lt;br /&gt;e leva para a sua oficina que é especializada nesse tipo de conserto;&lt;br /&gt;As doações são as propulsoras dos empréstimos e ajudam a mais e mais&lt;br /&gt;pessoas, todos os dias e em todos os pontos do país, sem pedir nada em&lt;br /&gt;troca..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frete dos empréstimos fica por conta da pessoa interessada que faz&lt;br /&gt;uma espécie de contrato com o Sr. Aroldo por seis meses, sendo&lt;br /&gt;renovável por mais tempo, mediante a necessidade do prolongamento do&lt;br /&gt;uso do equipamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso precise, ligue para o Sr. Aroldo Mendonça: &lt;br /&gt;(21) 2266-2501     (21) 9636-8000  (21) 9636-8000&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale divulgar, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém conhecer pessoas ligadas a hospitais divulguem também.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2151450950906997461?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2151450950906997461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2151450950906997461&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2151450950906997461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2151450950906997461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/02/confirmei-com-o-sr-aroldo-mendonca-no.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-117842121195306925</id><published>2011-01-31T15:05:00.000-08:00</published><updated>2011-02-03T00:25:31.990-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desta incerta Minas - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Desta incerta Minas&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Minas deste céu símbolo do alto,&lt;br /&gt;velhos nos casarios, pontes nos vales,&lt;br /&gt;são quantos dos sertões num só sertão,&lt;br /&gt;ruminar do deserto algo de incerto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos ainda aquilo chama,&lt;br /&gt;não sabemos ainda qual desejo,&lt;br /&gt;não sabemos ainda aquilo clama,&lt;br /&gt;Minas é incógnito não cogito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minas é transitório por eterno,&lt;br /&gt;por isso chama Minas no fundo,&lt;br /&gt;por isso dizer Minas abissal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minas é transitório In Eterno,&lt;br /&gt;por isso fica Minas se transita,&lt;br /&gt;se fulge, pasce, vela no futuro.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-117842121195306925?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/117842121195306925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=117842121195306925&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/117842121195306925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/117842121195306925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/desta-incerta-minas-minas-deste-ceu.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-168101346962010514</id><published>2011-01-31T00:00:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T00:00:38.356-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Idilio - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Idílio &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: inherit;"&gt;Valeu-nos desta pena do pascer,&lt;br /&gt;pobre da palma chora tão tristonha,&lt;br /&gt;que será destes prados que desvelam,&lt;br /&gt;destes raminhos nascem dos caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão solitária d´alma vagar campo,&lt;br /&gt;terrestre do dizer passividade,&lt;br /&gt;da sombra que desfez-se deste tempo,&lt;br /&gt;cantiga deu paisagem destes tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobre deste do homem hora&amp;nbsp; está hora,&lt;br /&gt;orgulho mar desfez n´águas marinhas,&lt;br /&gt;nem jamais das ruínas da prudência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob pontes dessa pedra passam aves,&lt;br /&gt;tempo presente traz velhas ausências,&lt;br /&gt;destas germinam sol ridente rés.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eric Ponty&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-168101346962010514?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/168101346962010514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=168101346962010514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/168101346962010514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/168101346962010514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/idilio-valeu-nos-desta-pena-do-pascer.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-3053674745195613416</id><published>2011-01-30T22:03:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T22:03:02.116-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Soneto de Francisco de Quevedo - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Soneto de Francisco de Quevedo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Viver é caminhar breve jornada,&lt;br /&gt;morte viva é, &lt;i&gt;Lico&lt;/i&gt;, nossa vida,&lt;br /&gt;haver do frágil corpo amanhecido,&lt;br /&gt;cada instante do corpo sepultado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada sendo, é pouco, será nada&lt;br /&gt;pouco tempo, que ambiciosa olvida;&lt;br /&gt;pois, sanidade mal persuadida,&lt;br /&gt;de presa duração, terra animada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levado de enganoso pensamento&lt;br /&gt;de esperança burladora e cega,&lt;br /&gt;tropeçará em mesmo monumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é, divertido,mar navega,&lt;br /&gt;e, sem mover-se, volta com o vento,&lt;br /&gt;e antes que pense resguardar-se, chega.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Tradução Eric Ponty do soneto enviado por Amélia Pais&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-3053674745195613416?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/3053674745195613416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=3053674745195613416&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3053674745195613416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3053674745195613416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/soneto-de-francisco-de-quevedo-viver-e.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7473314292591600791</id><published>2011-01-30T21:26:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T21:26:14.012-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lisa Gerrard'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="270" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.dailymotion.com/swf/video/xe58yo?width=&amp;theme=none&amp;foreground=%23F7FFFD&amp;highlight=%23FFC300&amp;background=%23171D1B&amp;start=&amp;animatedTitle=&amp;iframe=0&amp;additionalInfos=0&amp;autoPlay=0&amp;hideInfos=0"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed type="application/x-shockwave-flash" 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rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7473314292591600791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7473314292591600791&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7473314292591600791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7473314292591600791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/rendencao-por-lisa-gerrard-solemn-march.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' 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rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6737832537151954397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6737832537151954397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/blog-post_28.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-851929204626119061</id><published>2011-01-24T19:12:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T09:56:24.402-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Videos do Eduardo em Portugal'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_VZhdJEgP2Qo/TT4-bgCTx1I/AAAAAAAAAek/UT1GDp2EjzU/s1600/em+portugal.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="294" src="http://4.bp.blogspot.com/_VZhdJEgP2Qo/TT4-bgCTx1I/AAAAAAAAAek/UT1GDp2EjzU/s320/em+portugal.jpg" width="320" /&gt;&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;Caro Eduardo, &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;não sou censor ou descortes em retirar o seu video. Esse e-mail de um poeta português reflete o teor de suas declarações, que não são às minhas. E talvez sirva de uma lição de cortesia para muitos jovens quanto as questões republicanas.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;Eric &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-851929204626119061?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/851929204626119061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=851929204626119061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/851929204626119061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/851929204626119061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/caro-eduardo-nao-sou-censor-ou.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_VZhdJEgP2Qo/TT4-bgCTx1I/AAAAAAAAAek/UT1GDp2EjzU/s72-c/em+portugal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-5968971136348268895</id><published>2011-01-24T02:10:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T19:06:06.815-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Meus livros de cabeçeira - Eric Ponty - http://escritoriodolivro.com.br/leitura/steiner.html'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Meus livros de cabeçeira&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: left;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr align="center"&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_VZhdJEgP2Qo/TT07_sG9u8I/AAAAAAAAAeg/ZivVKenQ7NM/s1600/Jean-Baptiste_Sim%25C3%25A9on_Chardin_-_Le_philosophe_lisant.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_VZhdJEgP2Qo/TT07_sG9u8I/AAAAAAAAAeg/ZivVKenQ7NM/s200/Jean-Baptiste_Sim%25C3%25A9on_Chardin_-_Le_philosophe_lisant.jpg" width="145" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr align="right"&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Jean-Baptiste Siméon Chardin - Le philosophe lisant&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;C&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;om sua pena &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;le philosophe lisant&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;  transcreverá trechos do livro que está lendo. Seus excertos podem  variar das mais breves citações até extensas transcrições. A  multiplicação e disseminação da palavra escrita depois de Gutenberg  possibilitaram uma incalculável proliferação dessas transcrições  pessoais, quer em extensão, quer em variedade. O escriba ou o cavalheiro  dos séculos dezesseis e dezessete anotava em sua agenda com capa de  chifre, em seu bloco de citações, em seu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;i style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;florilegium &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: small;"&gt;ou breviário  as máximas, as frases de efeito, os aforismos, tropos de mestres  clássicos ou contemporâneos. Os ensaios de Montaigne são entretecidos  com ecos e citações. Até quase o final do século dezenove era costume  dos leitores jovens e dos que continuavam a levar a sério a leitura no  decorrer de suas vidas transcrever páginas e mais páginas de orações  políticas, sermões, poemas e prosa, artigos de enciclopédia e capítulos  inteiros de narrativas históricas. Eram vários os motivos de tais  transcrições: melhorar o próprio estilo do leitor, armazenar na memória  bons exemplos de argumentação ou persuasão, o exercício da memória  exata. Porém, acima de tudo, a transcrição implica o engajamento total  com o texto, uma reciprocidade dinâmica entre o leitor e o livro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img8/164088.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img8/164088.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both;"&gt;&lt;a href="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/226436.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://i.s8.com.br/images/books/cover/img6/226436.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5968971136348268895?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5968971136348268895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5968971136348268895&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5968971136348268895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5968971136348268895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/meus-livros-de-cabeceira-jean-baptiste.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_VZhdJEgP2Qo/TT07_sG9u8I/AAAAAAAAAeg/ZivVKenQ7NM/s72-c/Jean-Baptiste_Sim%25C3%25A9on_Chardin_-_Le_philosophe_lisant.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-5575211692175183000</id><published>2011-01-23T11:13:00.000-08:00</published><updated>2011-01-24T19:25:21.249-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eduardo tornaghi - poesia e reflexão poeticas por um poeta'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="color: red;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #eeeeee;"&gt;Eduardo tornaghi pediu para ecoar.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;a href="http://papopoetico.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://papopoetico.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="color: #eeeeee;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;Seguindo Mestres&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Da Necessidade da Poesia segundo Maciel à necessidade do contágio na Arte&lt;br /&gt;(plágio é quando o dinheiro se mete?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imitando quem sabe&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/i-bfu11CtNA?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/i-bfu11CtNA?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;Maciel e sua lucidez X coisificação precificada moderna&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/pAMwmb_yBD8?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/pAMwmb_yBD8?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5575211692175183000?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5575211692175183000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5575211692175183000&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5575211692175183000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5575211692175183000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/eduardo-tornaghi-pediu-para-ecoar.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2519952499454228918</id><published>2011-01-23T03:01:00.000-08:00</published><updated>2011-01-23T03:01:46.227-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dois compositores no exercicio da transcedência - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Arvo Pärt - Credo. Jõhvi Concert Hall opening, 2005, conductor Tõnu Kaljuste.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Parte I&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" class="youtube-player" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/yYWpfNi9h4c" title="YouTube video player" type="text/html" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Parte II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" class="youtube-player" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/3QUuq5Cf5Fs" title="YouTube video player" type="text/html" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="font-family: Verdana,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="long-title" dir="ltr" id="eow-title" title="Gorecki Symphony No. 3 &amp;quot;Sorrowful Songs&amp;quot; - Lento e Largo"&gt;Gorecki Symphony No. 3 "Sorrowful Songs" - Lento e Largo &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 id="watch-headline-title"&gt;&lt;span class="long-title" dir="ltr" id="eow-title" title="Gorecki Symphony No. 3 &amp;quot;Sorrowful Songs&amp;quot; - Lento e Largo"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" class="youtube-player" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/miLV0o4AhE4" title="YouTube video player" type="text/html" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2519952499454228918?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2519952499454228918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2519952499454228918&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2519952499454228918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2519952499454228918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/arvo-part-credo.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/yYWpfNi9h4c/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-261410235109149329</id><published>2011-01-20T01:28:00.000-08:00</published><updated>2011-01-20T19:48:55.451-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O preço de não escutar a natureza - Leonardo Boff - republicando a pedido do mesmo enviado por Márcia Pereira'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;O preço de não escutar a natureza&lt;/b&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Filósofo/Teólogo&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O cataclisma ambiental, social e humano que se abateu sobre as três cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, na segunda semana de janeiro, com centenas de mortos, destruição de regiões inteiras e um incomensurável sofrimento dos que perderam familiares, casas e todos os haveres tem como causa mais imediata as chuvas torrenciais, próprias do verão, a configuração geofísica das montanhas, com pouca capa de solo sobre o qual cresce exuberante floresta subtropical, assentada sobre  imensas rochas lisas que por causa da infiltração das águas e o peso da vegetação provocam  frequentemente deslizamentos fatais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Culpam-se pessoas que ocuparam áreas de risco, incriminam-se políticos corruptos que destribuíram terrenos perigosos a pobres, critica-se o poder público que se mostrou leniente e não fez obras de prevenção, por não serem visíveis e não angariarem votos. Nisso tudo há muita verdade. Mas nisso não reside a causa principal desta tragédia avassaladora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A causa principal deriva do modo como costumamos tratar  a natureza. Ela é generosa para conosco pois nos oferece tudo o que precisamos para viver. Mas nós, em contrapartida, a consideramos como um objeto qualquer, entregue ao nosso bel-prazer, sem nenhum sentido de responsabilidade pela sua preservação nem lhe damos alguma retribuição. Ao contrario, tratamo-la com violência, depredamo-la, arrancando tudo o que podemos dela para nosso benefício. E ainda a transformamos numa imensa lixeira de nossos dejetos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pior ainda: nós não conhecemos sua natureza e sua história. Somos analfabetos e ignorantes da história que se realizou nos nossos lugares no percurso de milhares e milhares de anos. Não nos preocupamos em conhecer a flora e a fauna, as montanhas, os rios, as paisagens, as pessoas significativas que ai viveram, artistas, poetas, governantes, sábios e construtores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Somos, em grande parte, ainda devedores do espírito científico moderno que identifica a realidade com seus aspectos  meramente materiais e mecanicistas sem incluir nela, a vida, a consciência e a comunhão íntima com as coisas que os poetas, músicos e artistas nos evocam em suas magníficas obras. O universo e a natureza possuem história. Ela está sendo contada pelas estrelas, pela Terra, pelo afloramento e elevação das montanhas, pelos animais, pelas florestas e pelos rios. Nossa tarefa é saber escutar e interpretar as mensagens que eles nos mandam. Os povos originários sabiam captar cada movimento das nuvens, o sentido dos ventos e sabiam quando vinham ou não trombas d’água.  Chico Mendes com quem participei de longas penetrações na floresta amazônica do Acre sabia interpretar cada ruído da selva, ler sinais da passagem de onças nas folhas do chão e, com o ouvido colado ao chão, sabia a direção em que ia a manada de perigosos porcos selvagens. Nós desaprendemos tudo isso. Com o recurso das ciências lemos a história inscrita nas camadas de cada ser. Mas esse conhecimento não entrou nos currículos escolares nem  se transformou em cultura geral. Antes, virou técnica para dominar a natureza e acumular.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No caso das cidades serranas: é natural que haja chuvas torrenciais no verão. Sempre podem ocorrer desmoronamentos de encostas.  Sabemos que já se instalou o aquecimento global que torna os eventos extremos mais freqüentes e mais densos. Conhecemos os vales profundos e os riachos que correm neles. Mas não escutamos a mensagem que eles nos enviam que é: não construir casas nas encostas; não morar perto do rio e preservar zelosamente a mata ciliar. O rio possui dois leitos: um normal, menor, pelo qual fluem as águas correntes e outro maior que dá vazão às grandes águas das chuvas torrenciais. Nesta parte não se pode construir e  morar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos pagando alto preço pelo nosso descaso e pela dizimação da mata atlântica que equilibrava o regime das chuvas. O que se impõe agora é escutar a natureza e fazer obras preventivas que respeitem o modo de ser  de cada encosta, de cada vale e de cada rio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só controlamos a natureza na medida em que lhe obedecemos e soubermos escutar suas mensagens e ler seus sinais. Caso contrário  teremos que contar com tragédias fatais evitáveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-261410235109149329?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/261410235109149329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=261410235109149329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/261410235109149329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/261410235109149329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/o-preco-de-nao-escutar-natureza.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7203668604163055015</id><published>2011-01-18T00:07:00.000-08:00</published><updated>2011-08-18T16:57:04.183-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Três Epifanias para Igreja São Francisco de Paula de Tiradentes - Eric Ponty'/><title type='text'>Três Epifanias para capela São Francisco de Paula de Tiradentes</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I&lt;br /&gt;A noite é qual da copa desse vinho, &lt;br /&gt;que escorrendo de estrelas desse céu,&lt;br /&gt;no alto daquele morro duma igreja,&lt;br /&gt;São Francisco de Paula sem enfeites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manhã do sombrio sol dessas árvores&lt;br /&gt;para que os raios não se desfigurem,&lt;br /&gt;da tez de abocanhar dessas montanhas,&lt;br /&gt;sem dos ornatos outros edifiquem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha alma clama ao nada deste nada,&lt;br /&gt;escuta-a predizer no azul da tarde,&lt;br /&gt;voracidade sol nutrir minérios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanhã de quem sabe não chover,&lt;br /&gt;com as violentas flores do sol d’água,&lt;br /&gt;qual de enorme pedrada nos telhados.&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;Por isso nesta tarde, irei à igreja,&lt;br /&gt;alma quase vestida desse nada,&lt;br /&gt;sentindo dos seus óleos tão litúrgicos,&lt;br /&gt;sepulcrais tempos pássaros olvidam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha solidão pescando sombras,&lt;br /&gt;da dignidade olvidar-se silencio,&lt;br /&gt;sexta-feira da santa dessas lágrimas,&lt;br /&gt;Silêncio. Cá se fez pasce a missa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Púlpito reza o padre ao coração,&lt;br /&gt;do cemitério se ouve Ave Marias,&lt;br /&gt;daqui chorando está suspensa ave!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rigorosos em dar dores das rezas, &lt;br /&gt;alma apenas que arde ícone Cristo,&lt;br /&gt;do grito apocalíptico relógios.&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Santo Francisco Paula dessa serra,&lt;br /&gt;do fulgor dessa cruz momento à luz,&lt;br /&gt;cruzeiro simples, tão pio desse céu,&lt;br /&gt;espelho guarda embaixo dessa aldeia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As sombras das pilastras do beiral,&lt;br /&gt;uma sombra lamenta-se das casas,&lt;br /&gt;à luz de querosene dessas quintas,&lt;br /&gt;hábitos minerar lombo do burro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São José prostra a luz ao lamento,&lt;br /&gt;do cheiro amorfo frio do contra campo,&lt;br /&gt;de Lisboa em caravelas de Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha terra tem fonte dessa terra,&lt;br /&gt;desse basbaque branco duma rosa,&lt;br /&gt;da força do cavalo escorre quieto.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eric Ponty&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7203668604163055015?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7203668604163055015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7203668604163055015&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7203668604163055015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7203668604163055015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/tres-epifanias-para-igreja-sao.html' title='Três Epifanias para capela São Francisco de Paula de Tiradentes'/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-5086389953200547602</id><published>2011-01-17T14:03:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T14:03:19.253-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Silêncio manso casarões - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Silêncio manso casarões&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Tecendo destes versos dessa aurora,&lt;br /&gt;me confecciono à luz dessas palavras,&lt;br /&gt;é me carpindo sol do meio dia,&lt;br /&gt;desse silêncio manso casarões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço quiçá das vozes dessa aflora,&lt;br /&gt;maledicência à luz desses solstícios,&lt;br /&gt;dos cavalos canoros dessas aves,&lt;br /&gt;passando vão paisagem desse abrigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim da minha alma jaz dessa lonjura,&lt;br /&gt;da curvatura carpe sol das tochas,&lt;br /&gt;destas imensas luzes paz dos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aves canoras brios do desabrigo,&lt;br /&gt;sutil manhã que tece dessa alvura,&lt;br /&gt;vou me carpindo sol do meio dia.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eric Ponty &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5086389953200547602?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5086389953200547602/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5086389953200547602&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5086389953200547602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5086389953200547602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/silencio-manso-casaroes-tecendo-destes.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-1724719111546085136</id><published>2011-01-17T00:15:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T13:35:29.398-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Canção Noturna - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Canção Noturna &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;São de ridículas vozes palavras,&lt;br /&gt;de lívidas da noite, dos solenes,&lt;br /&gt;solstícios luzes, ruas, velas de março,&lt;br /&gt;dessa carruagem voz captar dos mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço do piano de Ketil Bjornstad,&lt;br /&gt;captar Nightsong nas teclas tão suaves,&lt;br /&gt;é porque deuses tecem de perfeito,&lt;br /&gt;dessas nuas teclas, poemas seus romances.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho Lello Popular meu de palavras,&lt;br /&gt;de silencioso, casto, morto, olvida,&lt;br /&gt;minha sintaxe parva se padece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrinçar-se meu poema se estrinçar,&lt;br /&gt;de pálidas imagens, sós na noite,&lt;br /&gt;corredias teclas só nave do ouvido.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eric Ponty &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-1724719111546085136?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/1724719111546085136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=1724719111546085136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1724719111546085136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/1724719111546085136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/cancao-noturna-sao-de-ridiculas-vozes.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-6719095561081062942</id><published>2011-01-16T02:15:00.000-08:00</published><updated>2011-01-16T14:54:01.426-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Canção fraterna à paz - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Canção fraterna à paz&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Meus irmãos! Luz meus iguais estimados,&lt;br /&gt;façam daqui do ensejo desse verso,&lt;br /&gt;branca de uma canção fraterna à paz, &lt;br /&gt;endereço que pouco nos importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É do meu poema, terno de que ponho,&lt;br /&gt;acaso que surgiu, não sei que espanto,&lt;br /&gt;quantas falas, murmúrios, dessas sábias,&lt;br /&gt;falam-se dessa margem desses versos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teço-me daqui versos de uns das lides,&lt;br /&gt;vou construindo-me acasos desses caos,&lt;br /&gt;sutil de um arquiteto já sem mapas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carpido da minha alma desses prados,&lt;br /&gt;das suaves das canções toam sobre arado,&lt;br /&gt;das vozes sobre meigo do expandir. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-6719095561081062942?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/6719095561081062942/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=6719095561081062942&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6719095561081062942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/6719095561081062942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/cancao-fraterna-paz-meus-irmaos-luz.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2612955165937367585</id><published>2011-01-15T14:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-19T22:06:54.581-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Eternidade à tarde - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Eternidade à tarde&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;I &lt;br /&gt;Do esvaído desta terra jáz nos chora, &lt;br /&gt;destes costumes tristes berram horas, &lt;br /&gt;dos terços meus tão pios rudes sacrários, &lt;br /&gt;pascerem sós nos campos dessa flora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calmos silentes pazes de profundas, &lt;br /&gt;das almas pascem seu do unguento dia, &lt;br /&gt;inevitável sorte do meu sangue, &lt;br /&gt;rubro semblante surge dentre serras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eternidade à tarde desce ao sol, &lt;br /&gt;qual densas sombras passam-se pios templos, &lt;br /&gt;ressurgem desse sol das calmas terras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fronte Narciso jaze longo d´água, &lt;br /&gt;murmuro vozes relva desse prado, &lt;br /&gt;sombrio do bosque alastra tão perpétuo. &lt;br /&gt;II &lt;br /&gt;Emoção poema faço me das terras, &lt;br /&gt;argila tece rubra voz dos cânticos, &lt;br /&gt;dando-lhes da memória do viver, &lt;br /&gt;trazidos traços dormem nesses laços. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sondagem rude tece da ferrugem, &lt;br /&gt;imanência da tarde abre imanência , &lt;br /&gt;arde que abre semblante, dança à brisa, &lt;br /&gt;que fortalece, vida gentil serve. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande da maça pasce tão perdida, &lt;br /&gt;seduz olhar terrestre que nos cai &lt;br /&gt;cedro que passa largo da folhagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Centro do poema, bebe dessa língua, &lt;br /&gt;traz ilusões da relva tão tranquilas, &lt;br /&gt;são pias fontes não são dessas suas frontes. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2612955165937367585?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2612955165937367585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2612955165937367585&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2612955165937367585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2612955165937367585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/eternidade-tarde-i-do-esvaido-desta.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-5428615051061612300</id><published>2011-01-15T13:44:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T22:18:25.826-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pequena fábula - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Pequena fábula &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Edmundo pediu vênia &lt;br /&gt;despiu-se dessas nuvens. &lt;br /&gt;É Criador cellos céus, &lt;br /&gt;aves especiais &lt;br /&gt;profetizam os credos &lt;br /&gt;cântico outonal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmundo pediu vênia &lt;br /&gt;cantar à tarde presa &lt;br /&gt;à garganta do céu&lt;br /&gt;sempre mineral &lt;br /&gt;coisa incontido azul &lt;br /&gt;destituídos de verbos &lt;br /&gt;quase nomes pró-nomes &lt;br /&gt;quase lugares comuns &lt;br /&gt;musgo voz tempestade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmundo revê pássaros &lt;br /&gt;perpetua colibris&lt;br /&gt;fazem esvair à tarde &lt;br /&gt;fazendo palidez &lt;br /&gt;adentrar melodias &lt;br /&gt;comer cedro homem só &lt;br /&gt;voar Ovídio no exílio &lt;br /&gt;assoprar-lhes ventura &lt;br /&gt;pascer Ulisses e o cão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmundo pediu vênia &lt;br /&gt;cêdo ainda quem sabe &lt;br /&gt;veja naquilo lê &lt;br /&gt;ler aquilo não vê &lt;br /&gt;luto suspenda-se álamo &lt;br /&gt;hábil em dar raiz &lt;br /&gt;murmurar-lhe do flandres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmundo sabe de álamos &lt;br /&gt;tendência ao carpir luto &lt;br /&gt;ladainhas de&amp;nbsp; graúnas &lt;br /&gt;ao fazer-lhes mesura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Edmundo faz dos cellos &lt;br /&gt;que pássaros se queixam &lt;br /&gt;vento fazendo nuvens &lt;br /&gt;presas cordas de Edmundo.&lt;br /&gt;II &lt;br /&gt;Edmundo chegou na árvore&lt;br /&gt;fixando verde à&amp;nbsp; folha&lt;br /&gt;deslumbrou o Bem te vi&lt;br /&gt;- As Coisas desse Mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem te vi carpiu duma&lt;br /&gt;da sintaxe, palavra&lt;br /&gt;quis a rosa, da flor, &lt;br /&gt;do acaso. Bem ti vi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem te vi não voltou&lt;br /&gt;viciou funções sintáticas&lt;br /&gt;sem asas viu no nada&lt;br /&gt;sem asas viu-se musgo, &lt;br /&gt;planta. Edmundo coisou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já num presta! E Prestava,&lt;br /&gt;roda em rodar veredas&lt;br /&gt;dos seixos, tinha rosas&lt;br /&gt;tudo&amp;nbsp; é estado coisa&lt;br /&gt;lógica, de cidade.&lt;br /&gt;É Edmundo! Que sabia!&amp;nbsp; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eric Ponty &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5428615051061612300?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5428615051061612300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5428615051061612300&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5428615051061612300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5428615051061612300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/pequena-fabula-edmundo-pediu-venia.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2829269436721918403</id><published>2011-01-15T11:46:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T21:05:33.727-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Elegia - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Elegia&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Na dor, acaso não era desses vivos, &lt;br /&gt;nutriam-se da paisagem arrebol, &lt;br /&gt;do ensejo, contagie-se dessas coisas &lt;br /&gt;vagas sem rumo no cais cotidiano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peregrino canto seja bento, &lt;br /&gt;transformado coisas dessa vida &lt;br /&gt;cântico sargaço relva distante &lt;br /&gt;se não te estorvaria na caminhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mamífero entregue altas das ondas, &lt;br /&gt;junto à espuma não lhe há dias ou noites, &lt;br /&gt;aprofundam-se mares nas estradas, &lt;br /&gt;dos abismos desvãos apenas almas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim poetas trazendo nossas dores, &lt;br /&gt;não adornos assovios outonais, &lt;br /&gt;compreender à vereda na folhagem &lt;br /&gt;ouviremos, Apolo do chamado. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2829269436721918403?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2829269436721918403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2829269436721918403&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2829269436721918403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2829269436721918403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/elegia-na-dor-acaso-nao-era-dos-vivos.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7756470420164245116</id><published>2011-01-14T15:22:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T23:12:29.250-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Mundo Vivente - Eugène Green'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: inherit; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;O Mundo Vivente&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="color: #cc6600;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Sinopse:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;(2003) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Numa épica jornada, o Cavaleiro do Leão parte para resgatar uma dama aprisionada por um ogro, em seu castelo na floresta. No caminho ele encontra Nicolas, um jovem andarilho que aceita ajudá-lo em sua jornada. Diante do ogro, sua única chance será derrotá-lo num duelo mortal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/S-NHN09ChII/AAAAAAAABK4/VCqs1L2zl6o/s1600/monde.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/S-NHN09ChII/AAAAAAAABK4/VCqs1L2zl6o/s320/monde.jpg" width="241" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="western" style="font-weight: normal; margin-bottom: 0cm; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Para mim uma obra do gênio de Eugène Green. Tudo é filmado com realismo como em A Religiosa Portuguesa, mas o clima é teatral. As crianças realmente servem de alimento para o Ogro. Uma Bela e a Fera. Não recomendo para às crianças muito sensíveis. O filme é arrastado e metafórico para quem gosta de filmes comerciais. Para mim marca&amp;nbsp; o signo de um gênio. Poesia e teatro no mais alto grau de lirismo.  O indizível de Eugène Green. Postei este filme como um acalanto à catástrofe abateu a todos nós.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span id="fullpost" style="display: inline;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: #cc6600; font-family: verdana;"&gt;Download Links:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span id="fullpost" style="display: inline;"&gt;&lt;span style="font-size: 85%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;[ &lt;a href="http://rapidshare.com/files/376186166/MondeVivant.part1.rar" target="_blank"&gt;parte1&lt;/a&gt; | &lt;a href="http://rapidshare.com/files/376212532/MondeVivant.part2.rar" target="_blank"&gt;parte2&lt;/a&gt; ]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="JUSTIFY" class="western" style="font-style: normal; font-weight: normal; margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7756470420164245116?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7756470420164245116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7756470420164245116&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7756470420164245116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7756470420164245116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/o-mundo-vivante-sinopse-numa-epica.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/S-NHN09ChII/AAAAAAAABK4/VCqs1L2zl6o/s72-c/monde.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8610045959403010375</id><published>2011-01-14T10:51:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T20:38:28.196-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Angelus - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Angelus &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Angelus que requieto entre palmeiras,&lt;br /&gt;que gentil olha pessoas sós meditam,&lt;br /&gt;tão suavemente brisa que trespassa,&lt;br /&gt;dando contornos céus dos horizontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu grito pasce cantos sós cantigas,&lt;br /&gt;dos anelosos breus casarios da noite,&lt;br /&gt;dos corações de suaves das canções,&lt;br /&gt;ramo gentil palmeira abre barroco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doce canção se toa dentre passantes,&lt;br /&gt;em seus tons abrigar nos dos gorjeios,&lt;br /&gt;nuvem pascida entregue de suas águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No desvão, serra abriga os cantos látegos&lt;br /&gt;que sua retina pedra traduz águas,&lt;br /&gt;trilha destino à terra ruge pássaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eric Ponty&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8610045959403010375?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8610045959403010375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8610045959403010375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8610045959403010375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8610045959403010375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/angelus-angelus-que-requieto-entre.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-2054111071282130491</id><published>2011-01-14T10:47:00.001-08:00</published><updated>2011-01-14T10:47:35.829-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='De uma ideia de Dante - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;De uma ideia de Dante&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Nada, nunca viver jamais que parte,&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;duma pequena luz que desfigura&lt;br /&gt;parte pascendo: ideia da candura&lt;br /&gt;enunciação dos pélagos repartem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São dos mil destes divos a pascer&lt;br /&gt;na dimensão fagulha do atrativo&lt;br /&gt;do ser intenso, salva do ter lido&lt;br /&gt;canto de atravessar matagal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ter ajuizar-se contra este véu triste,&lt;br /&gt;da carregada selva tenebrosa,&lt;br /&gt;encarcerado sebe nós por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na clara das tulipas, da brancura&lt;br /&gt;são dos terrenos são destes olvidam,&lt;br /&gt;frontes da branquidão desses outeiros.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eric Ponty&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-2054111071282130491?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/2054111071282130491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=2054111071282130491&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2054111071282130491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/2054111071282130491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/de-uma-ideia-de-dante-nada-nunca-viver.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-76703829252222000</id><published>2011-01-11T09:02:00.000-08:00</published><updated>2011-01-11T13:03:36.621-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Literatura e Cinema - Eugéne Green'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Literatura e Cinema&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui mais dois media metragens do Eugéne Green, que dificilmente serão encontrados em locadoras. Duas outras obras primas do mestre: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Os Signos:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/THKQoesCCnI/AAAAAAAABP8/3HNwgmqi62o/s1600/signos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/THKQoesCCnI/AAAAAAAABP8/3HNwgmqi62o/s200/signos.jpg" width="192" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sinopse&lt;/b&gt;: Uma mulher troca a vela de um candelabro todo dia,  religiosamente. Ela explica a seu filho mais velho que a chama da vela,  colocada junto à janela do apartamento que dá de frente para um canal, é  um signo, um sinal para Deus e para o marido dela, um pescador que um  belo dia desapareceu. Tudo que lhes resta é aguardar e crer na  possibilidade do retorno.&lt;b&gt;&amp;nbsp;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt; &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span id="fullpost" style="display: inline; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 90%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: #cc6600;"&gt;Download Link:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[ &lt;a href="http://rapidshare.com/files/398433348/Signes.rar" target="_blank"&gt;parte única&lt;/a&gt; ]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Correspondancas:&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/TIEutvh1NeI/AAAAAAAABQ0/27F5qfd-M8k/s1600/Correspondances.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/TIEutvh1NeI/AAAAAAAABQ0/27F5qfd-M8k/s200/Correspondances.jpg" width="152" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Sinopse&lt;/b&gt;:Virgile e Blanche se correspondem por e-mail. Ele a ama, mas ela não se lembra dele. Virgile afirma que se conheceram enquanto dançavam em uma festa, e tenta fazer com que Blanche recorde-o. A conversa se estende por dias e se torna mais íntima, enquanto o amor de Virgile vai motivando o nascimento do sentimento recíproco em Blanche. Mas ela revela-o que entre eles há outro rapaz, Eustache. Este suicidou-se depois de enviar seu gorro a Blanche, que misteriosamente continua sentindo- se atada à sua presença. &lt;/div&gt;&lt;span id="fullpost" style="display: inline; font-family: trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size: 90%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: #cc6600;"&gt;Download Link:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[ &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=XF559ELF" target="_blank"&gt;parte única&lt;/a&gt; ]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-76703829252222000?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/76703829252222000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=76703829252222000&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/76703829252222000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/76703829252222000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/literatura-e-cinema-aqui-mais-dois.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/THKQoesCCnI/AAAAAAAABP8/3HNwgmqi62o/s72-c/signos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-3736447677196963302</id><published>2011-01-09T21:31:00.000-08:00</published><updated>2011-01-09T22:50:52.105-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Religiosa Portuguesa - Eugéne Green'/><title type='text'></title><content type='html'>Caros,&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;esta obra prima de Eugéne Green “A Religiosa Portuguesa” (2009) vem sendo ignorada por muitos  portugueses por ser considerada como difícil e hermética cujos atores não saberiam atuar ( Green faz questão de fazer oposição à representação natural como vemos nas novelas e filmes), por ser um diretor americano francês filmando em língua portuguesa.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito provavelmente esse filme, não será visto pelos mineiros do interior, que provavelmente se autoreconheceram séculos depois na paisagem, nas personagens, principalmente na religiosidade, inclusive nos sons da cidade. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ser considerado uma questão de profunda identidade mineira, abro exceção quanto a questão de divulgar  esse filme como serviço de bem cultural.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para os fãs de  Clarice Lispector é um prato cheio também pelo exercício de introspecção. Deixo Sérgio Alpendre falar de Eugéne Green por mim. Só posso dizer que já assisti todos seus filmes. Tudo impecável.Para mim o maior diretor americano do cinema que não filmou em língua inglesa.&amp;nbsp; Coisas de Eugéne Green. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/TLcsoBv_DoI/AAAAAAAABTs/W-e5nmRpX94/s1600/religiosa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/TLcsoBv_DoI/AAAAAAAABTs/W-e5nmRpX94/s320/religiosa.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;A Religiosa Portuguesa &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Sérgio Alpendre &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A palavra perfeita para descrever o cinema de Eugène Green é desconcertante. Existem outras: fascínio, enfrentamento, frontalidade, emoção, olhar, música, literatura, magia.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A Religiosa Portuguesa é seu primeiro filme a chegar ao Brasil. Os festivais internacionais de nossa terra, salvo engano, nunca ousaram trazer seus filmes franceses, igualmente desconcertantes. Nem mesmo Le Pont des Arts, que tem no elenco dois atores mais conhecidos do público brasileiro (ainda que num circuito mais cult): Natacha Régnier e Jérémie Renier.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;A lacuna foi parcialmente solucionada com sua primeira produção portuguesa, que conta com a mesma equipe do brilhante Aquele Querido Mês de Agosto, com o qual compartilha a participação do produtor Luis Urbano e do diretor Miguel Gomes em uma cena numa casa de fados. Nos agradecimentos está que Gomes faltou a uma partida do Benfica para poder estar com a equipe de Green.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Esse tipo de piada, junto de outras que ocorrem no filme, introduz uma outra palavra: leveza. Os olhares diretos para a câmera se encarregam de não deixar a estranheza dominar, pois estabelecem um contato direto e afetivo com o espectador. Também contribuem para a leveza de algumas cenas, especialmente as que mostram o deslumbramento com a cultura portuguesa, já explicitado na primeira panorâmica da câmera sobre Lisboa.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Leonor Baldaque, que o cinéfilo mais atento conhece de alguns filmes de Manoel de Oliveira (Espelho Mágico, O Princípio da Incerteza), interpreta uma atriz francesa, cuja mãe é portuguesa, que vai a Lisboa pela primeira vez para participar da produção A Religiosa Portuguesa. Na cidade, encontra pessoas que irão revelar um outro sentido para sua vida: a reencarnação do Rei Sebastião, um suicida em potencial, uma religiosa que passa as noites em uma igreja, um menino de seis anos chamado Vasco. O diretor do filme dentro do filme é interpretado pelo próprio Eugène Green (codinome: Denis Verde), em uma participação que confere certo humor ao filme, especialmente numa cena dentro de uma casa noturna.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;É impossível descrever tudo que acontece com a atriz sem trair o espírito do filme, que se concentra na experiência da descoberta e do encantamento. O possível, o alcançável, é recomendar esta pérola com convicção, pois dificilmente o título de melhor filme contemporâneo da Mostra lhe escapa.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object style="height: 390px; width: 640px;"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WS4POq6Nyp8?version=3"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowScriptAccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WS4POq6Nyp8?version=3" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" allowScriptAccess="always" width="640" height="390"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span id="fullpost"&gt;&lt;span style="font-size: 90%; font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: #cc6600; font-family: trebuchet ms;"&gt;Download Link:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;[ &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=HEQB2XLZ" target="_blank"&gt;parte única&lt;/a&gt; ]&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-3736447677196963302?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/3736447677196963302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=3736447677196963302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3736447677196963302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3736447677196963302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/caros-esta-obra-prima-de-eugene-green.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_EB3ThJ0rZyk/TLcsoBv_DoI/AAAAAAAABTs/W-e5nmRpX94/s72-c/religiosa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-3463192866610709046</id><published>2011-01-08T00:13:00.000-08:00</published><updated>2011-06-07T08:46:17.133-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Duas aulas de poesia por dois mestres do cinema'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-d8a41c5e53c9a77c" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v9.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd8a41c5e53c9a77c%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329872345%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D174867864E77E86CB275D414058EC2B52DE9E088.6DB105DAD43D8C836119EB736C217A6BE1B4AAC5%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd8a41c5e53c9a77c%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dof7EunP1xdXCl-dzAwa9MUNkQs0&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v9.nonxt7.googlevideo.com/videoplayback?id%3Dd8a41c5e53c9a77c%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329872345%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D174867864E77E86CB275D414058EC2B52DE9E088.6DB105DAD43D8C836119EB736C217A6BE1B4AAC5%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Dd8a41c5e53c9a77c%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3Dof7EunP1xdXCl-dzAwa9MUNkQs0&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Todas às Noites&lt;b&gt; -&lt;/b&gt; &lt;span id="fullpost" style="display: inline;"&gt;&lt;span style="font-size: 90%;"&gt;&lt;span style="font-family: trebuchet ms;"&gt;Eugène Green&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-41964bb8d705480b" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v12.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D41964bb8d705480b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329872345%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D54913AAB6B4747D43587BCF418102994FF2A4F93.62D5B9F97220855DBEB17344738A53847A75249E%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D41964bb8d705480b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DXLfPbHneY-_blRGeOz-2aZ1LD04&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v12.nonxt4.googlevideo.com/videoplayback?id%3D41964bb8d705480b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329872345%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D54913AAB6B4747D43587BCF418102994FF2A4F93.62D5B9F97220855DBEB17344738A53847A75249E%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D41964bb8d705480b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DXLfPbHneY-_blRGeOz-2aZ1LD04&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-a8d343306b85c32" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v22.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D0a8d343306b85c32%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329872345%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D85D083E80DE13ADCE029E3F134749FD85E46B8A9.6CFDB16633EDA51B872A8AF04493571578B089B1%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da8d343306b85c32%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DwdDnvXL6fV5L3db__PK-1gc0WCc&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v22.nonxt6.googlevideo.com/videoplayback?id%3D0a8d343306b85c32%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1329872345%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D85D083E80DE13ADCE029E3F134749FD85E46B8A9.6CFDB16633EDA51B872A8AF04493571578B089B1%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3Da8d343306b85c32%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DwdDnvXL6fV5L3db__PK-1gc0WCc&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Histoire(s) du Cinéma – 2A – Seul le Cinéma - Jean Luc Godard*&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-3463192866610709046?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/3463192866610709046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=3463192866610709046&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3463192866610709046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3463192866610709046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/todas-as-noites-eugene-green-histoires.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-5287009676978024655</id><published>2011-01-05T12:09:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T12:09:30.154-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Voz do Poeta - Drum Studio - RJ'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_VZhdJEgP2Qo/TSTPof1mGGI/AAAAAAAAAd8/RztmHTh-yK8/s1600/000.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="315" src="http://2.bp.blogspot.com/_VZhdJEgP2Qo/TSTPof1mGGI/AAAAAAAAAd8/RztmHTh-yK8/s320/000.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-5287009676978024655?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/5287009676978024655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=5287009676978024655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5287009676978024655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/5287009676978024655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_VZhdJEgP2Qo/TSTPof1mGGI/AAAAAAAAAd8/RztmHTh-yK8/s72-c/000.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7521463059696397872</id><published>2011-01-05T02:38:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T02:38:40.865-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='e-mail - Poeta Francisco Marcelo Cabral'/><title type='text'></title><content type='html'>Meu caríssimo Erick&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei como agradecer a sua preciosa gentileza de me presentear com&amp;nbsp; inéditos seus , sem maior&amp;nbsp; mérito de minha parte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só posso atribuir esse seu gesto a uma incipiente amizade que vai-se tecendo entre&amp;nbsp; nós, por efeito de nosso interesse comum pelas questões de linguagem, propostas pela comunicação&amp;nbsp; escrita da emoção da poesia.&lt;br /&gt;De tanto ler e reler seus poemas personalissimos ,creio ter percebido a estrutura de sua sintaxe&amp;nbsp;&amp;nbsp; também personalíssima, como uma forma de “calçamento “ dos textos&amp;nbsp; que tropeçam na sistemática ausência de&amp;nbsp; elos de concordãncia e subordinação , o que faz que as palavras e conceitos saltem&amp;nbsp; como as pedras-de-mão dos pisos de pé-de-moleque das ruas coloniais,&amp;nbsp; de que estão cheias São João del Rei e as cidades que a&amp;nbsp; cercam. Caminhar por essas&amp;nbsp; ruas quase sempre é um desafiador exercício para os pés. E é preciso muita atenção para as pedras que&amp;nbsp; dificultam sem impedir a caminhada.&lt;br /&gt;As vezes me&amp;nbsp; perco&amp;nbsp;&amp;nbsp; nessa&amp;nbsp; viagem pelos&amp;nbsp; seus textos, no seu hermetismo&amp;nbsp; “à outrance”, na sua&amp;nbsp; escritura&amp;nbsp; radical, mas quando leio algo&amp;nbsp; como ‘Súbitos versos sal dos cantos súditos”&amp;nbsp; “Apolo venha e nós em nós já sobre nós “ saio atrás de sua pepitas, numa mineraçãao-devoração que acredito seja&amp;nbsp; o&amp;nbsp; truque&amp;nbsp; principal&amp;nbsp; de cada poema: o de desafiar a leitura como&amp;nbsp; nova versão do texto.&lt;br /&gt;Acho que esta é a sua marca mais nítida. Você não é um poeta que convida, mas que desafia. E acredito que isso reflita seu&amp;nbsp; modo de estar no mundo, dividido entre a “timidez “mineira&amp;nbsp; e&amp;nbsp; o&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; exercício de uma&amp;nbsp; sedução que , no final das contas, povoou esses territórios auríferos. &lt;br /&gt;Obrigado para sempre por me fazer o objeto da dedicatória de&amp;nbsp; seus poemas .&lt;br /&gt;E parabéns pela obra que vem construindo nestes socavões montanheses.&lt;/div&gt;Minas é pedra ferro ouro, e você é os três.&lt;br /&gt;Grande e afetuoso abraço&lt;br /&gt;Francisco&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7521463059696397872?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7521463059696397872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7521463059696397872&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7521463059696397872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7521463059696397872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/meu-carissimo-erick-nao-sei-como.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-7693521855973188777</id><published>2011-01-04T13:37:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T13:37:00.028-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dois sonetos e dois poemas cativos - Para Francisco Marcelo Cabral - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Dois sonetos e dois poemas cativos &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Para Francisco Marcelo Cabral &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;I &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;É do silêncio faço verso teço, &lt;br /&gt;súbitos versos sal dos cantos súditos, &lt;br /&gt;curvada linha atroz soneto sáfico, &lt;br /&gt;desenho esboço à luz das sombras mortas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta pobre alma canto sol das dores, &lt;br /&gt;destes amores carpem flores sôfregas, &lt;br /&gt;deste silente tempo dá-se vozes, &lt;br /&gt;manhã renúncia salto do futuro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pobre teço verso dá-se auroras, &lt;br /&gt;de que amorteço terço deste canto, &lt;br /&gt;ainda que há me d´alma chora floras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É de que verso sol solstício dia, &lt;br /&gt;nobre Francisco versa verso livre, &lt;br /&gt;irmãos de versos poemas de Cabral. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;II &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;para Cataguases &lt;/div&gt;&lt;i&gt;Povo de incensos! São pessoas destas suas vítimas, &lt;br /&gt;grande Cardeal do grande chefe obra dos céus, &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Cardeal deste grande Richelieu mentor, &lt;br /&gt;desta reforma torpe métrica assassina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malditos somos todos nós poetas com versos, &lt;br /&gt;desde Virgílio qual Virgílio manuscrito, &lt;br /&gt;não de Malherbe casto, versos que verti, &lt;br /&gt;de versos somos todos castos de cativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que escreveu Malherbe dure para sempre, &lt;br /&gt;assim nos disse assim se fez de todo sempre, &lt;br /&gt;do manuscrito à letra de Virgílio está? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Malditos somos todos nós poetas com versos, &lt;br /&gt;grande Cardeal do grande chefe obra dos céus, &lt;br /&gt;E que escreveu Malherbe dure para sempre, &lt;br /&gt;&lt;b&gt;III &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Onde está Manoel Bandeira? Verse por nós, &lt;br /&gt;Onde está Olavo Bilac? Que verse por nós, &lt;br /&gt;Onde está Luiz Camões? Que verse por nós, &lt;br /&gt;Onde está Manoel Said? Que verse por nós. &lt;br /&gt;Onde está de F. Castilho? Que verse por nós. &lt;br /&gt;Onde está de Malherbe? Que cante por nós. &lt;br /&gt;&lt;b&gt;IV &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Apolo venha em nós em nós já sobre nós! &lt;br /&gt;Grande Cardeal do grande chefe obra dos céus, &lt;br /&gt;do que escreveu Malherbe dure para sempre!&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Eric Ponty&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-7693521855973188777?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/7693521855973188777/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=7693521855973188777&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7693521855973188777'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/7693521855973188777'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/dois-sonetos-e-dois-poemas-cativos-para.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-9209619954077856130</id><published>2011-01-04T05:04:00.000-08:00</published><updated>2011-01-05T01:21:45.412-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O meio dia de um Fauno - Égloca - STÉPHANE MALLARMÉ - Trad. Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;O MEIO DIA DE UM FAUNO&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Égloga&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;por&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;STÉPHANE MALLARMÉ&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Traduzido por Eric Ponty&lt;/div&gt;&lt;b&gt;O Fauno&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As ninfas, eu as emano deste eternizar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As ninfas, emano eu eternizar-se. Sim claras,&lt;br /&gt;leves encarnações que rodam pelo ar&lt;br /&gt;Adormecidas já de dormentes tufar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dormidas dormir tufos. Eu amadas sonhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha dúvida traz noite antigas tecidas&lt;br /&gt;tantos ramos sutis, amanhã fez de fato&lt;br /&gt;Bosques, provam, aliás! Que bem só eu te oferto&lt;br /&gt;Pelo triunfo da ausência ideal destas rosas —&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reflexões…&lt;br /&gt;Reflexões… quais das fêmeas de que não lhes glosas,&lt;br /&gt;Figuram dum vigor de tons tão fabulosos!&lt;br /&gt;Fauno, ilusão fugida de seus azuis olhos&lt;br /&gt;das frontes desta busca desse prazer casto:&lt;br /&gt;Mais, outros dos suspiros contrastam de tantos&lt;br /&gt;brisa desta manhã aqueceu-se destes ventos?&lt;br /&gt;não! Na imobilidade dos vagos desmaios&lt;br /&gt;sufocados calores manhãs frescos lidos,&lt;br /&gt;murmuro ponto d’água ou versa minha flauta&lt;br /&gt;bossagem irrigados pautas; sós dos ventos&lt;br /&gt;margens dois sopros breves exalaram altos&lt;br /&gt;dispersaram-se aos sons destes chuviscos áridos,&lt;br /&gt;está, horizonte não se move dum passeio,&lt;br /&gt;visível e sereno sopro artificial&lt;br /&gt;é desta inspiração, retornado do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô ondas dessa Sicília deste calmo pântano,&lt;br /&gt;Que mandar-nos dos sóis presunções tão furtados,&lt;br /&gt;Tácitos são das flores da centeia, CONTAR&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Que eu culpo daqui d´ocos rosas dominados&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» talento; quando, douro sinistros remotos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Verduras dedicadas vem vinho nascente,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Inunda uma brancura animal se repõe:&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» E quando do prelúdio lento foz da flauta,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Os voos dos signos, não! Das ninfas da candura&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» que&amp;nbsp; de imensos…&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» que&amp;nbsp; de imensos… Inerte, fontes de horas rubras.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem marcas das qual arte fugidia exemplar,&lt;br /&gt;demais do hino esperança quis provocar:&lt;br /&gt;então me excite ardor das duas do primitivo,&lt;br /&gt;do juízo e só, de fluírem desse antigo brilho,&lt;br /&gt;Puro! E duma toda pura ingenuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros dois risos vertem lábios destes toscos,&lt;br /&gt;beijo, todas perfídias destas afiançadas,&lt;br /&gt;Meu seio, virgem dá prova, atesta à mordente&lt;br /&gt;Misteriosa, de duas qualquer augusto dente;&lt;br /&gt;Mais, basta! Arcano tal eleito a confiar&lt;br /&gt;Junco amplo abaixo azul amura geminar:&lt;br /&gt;Que, desvia-se de si artifícios das turvas,&lt;br /&gt;Sonho, dum longo solo, destas entretidas&lt;br /&gt;As belas arredores trazer confusões&lt;br /&gt;Falsas dentre elas mesmas crédulos cantores;&lt;br /&gt;Ao fazerem também amor modula alto&lt;br /&gt;esvanecido sangue ordinário a beirar&lt;br /&gt;Ou flanco puro segue meu discreto olhar,&lt;br /&gt;que dum sonoro, vão do linho do monótono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tarefa, pois do órgão fugas, ó malignas&lt;br /&gt;Sírinx, quais reflexos lagos envolvermos!&lt;br /&gt;Meu rumor do brioso, falei primaveras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das divindades das idolatrias pintadas,&lt;br /&gt;À sua sombra retiro ainda das cinturas:&lt;br /&gt;Assim, uvas sorvidas relvas desta luz,&lt;br /&gt;No banir do pesar meu cobrir ancestral,&lt;br /&gt;Nada, eu elevo ao céu dos cachos destas vagas&lt;br /&gt;E, sopros dão das peles formosas, d´ávidas,&lt;br /&gt;De roídas, justa à noite eu rebento destas graças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ô ninfas, das ansiosas lembranças diversas.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Meu céu, poço de junco, aberrações adornos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Imortal, que escurece da onda ardorosos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» com um grito raivoso ao céu desta floresta;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» E ao esplendido do banho do cabelo resta&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Dão fulgor arrepios destes fios ó seixos!&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Eu busco; quando, aos pés meus juntos (assassinos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» langores destas lágrimas mal terem duas)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Adormecidas entre abraçadas só duas&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Eu encanto, aos desenlaces destas que voejam&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Do maciço desprezo sombra superficial,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Das rosas exauridas perfumes do sol,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Que nossa folia um dia gastada quis igual.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu t’adoro, furiosa virgens, delicado&lt;br /&gt;selvagem sacro nu fardo acidentado&lt;br /&gt;fugidio de meu aceso lábio eleva intenso&lt;br /&gt;Recuo! Deste pavor secreto do fulgor:&lt;br /&gt;Dos pés desta barbárie ou coração do tímido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me abandono uma vez desta inocência, humildes&lt;br /&gt;Das lágrimas de louca entre tristes vapores.&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Meu crime, esse tenho alegre vexados medos&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;»Dividido traidor dos tufos desgrenhados&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Dos beijos deste deus guardados bens arcados;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» pois, à pena movi-me da pele riso ardo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» debaixo do recuo feliz sozinho (guardo&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Dedo simples, afim candidez desta pluma&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Seus emotivos tons coração entusiasma&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» A pequena, nativa rubra ficar mais:)&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» Que meus braços, desfazem das vagas mortais,&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» esta lança, à jamais de ingrata, que se entregam&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;» São pequenos soluços, braço livre ecoam.&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fértil! Verso alegria d’outros que nos provocam&lt;br /&gt;na trança presa cornos desta minha testa:&lt;br /&gt;sábia, minha paixão, que rubra amora desta&lt;br /&gt;cada romã rebenta abelhas murmurarem;&lt;br /&gt;nosso sangue, gamado vai dos arrumarem,&lt;br /&gt;Corre em juntos enxames eternos desejos.&lt;br /&gt;À hora do bosque douro cinzas dos arejos&lt;br /&gt;duma festa se exalta à folhagem arpejos:&lt;br /&gt;Etna! Esta está entre visita de Vénus&lt;br /&gt;Sobre lava possante de telas ingênuos,&lt;br /&gt;Quando hercúlea da soma exaurir triste flama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu possuo minha rainha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu possuo minha rainha! Ô sua pena…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu possuo minha rainha! Ô pena… Não. Mais d´alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das palavras vagantes e os corpos espessos&lt;br /&gt;Sucumbiu tarde altivos silêncios dos meios:&lt;br /&gt;Não preciso dormir olvidar do blasfemo,&lt;br /&gt;Sobre areia tão muda encostada eu lhe amo&lt;br /&gt;Abrir minha boca astro eficaz desses vinhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Par, adeus; tenho visto à sombra retornei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-9209619954077856130?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/9209619954077856130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=9209619954077856130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/9209619954077856130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/9209619954077856130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/o-meio-dia-de-um-fauno-egloga-por.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8780128275939885641</id><published>2011-01-02T15:12:00.000-08:00</published><updated>2011-01-02T23:14:31.676-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mesma fada - Paul Valéry – Trad. Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Mesma fada&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;A lua magrela versa luz de tão sagrada,&lt;br /&gt;duma saia de pano leve de metal,&lt;br /&gt;que sobre massas marmo marcha adensa e pensa&lt;br /&gt;de qualquer virgem gaze pérola de nacre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cisnes sedosos roçam quais destes rosáceos &lt;br /&gt;carentes meios plumas destes luminosos;&lt;br /&gt;São mão colher; dispensam rosa nevoada&lt;br /&gt;pétalas fontes são quais cercos de real... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deliciosos são desertos, pasmos sós,&lt;br /&gt;quando ao remorso real para às curvas lua,&lt;br /&gt;eternamente contam ecos de cristal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual coração poder sofrer austero charme,&lt;br /&gt;em deslumbrante noite ou fado firmamento,&lt;br /&gt;dados qual mesmo um grito puro qual duma arma?&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Paul Valéry – Trad. Eric Ponty &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8780128275939885641?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8780128275939885641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8780128275939885641&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8780128275939885641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8780128275939885641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/mesma-fada-lua-magrela-versa-luz-de-tao.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8788592938664700005</id><published>2011-01-01T22:59:00.000-08:00</published><updated>2011-01-02T23:16:06.413-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fadas - Paul Valéry – Trad. Éric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Fada &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;A magra lua que versa sacro luzidios.&lt;br /&gt;duma saia em metal d’um leve de tecido,&lt;br /&gt;sobre das bases marmo vento sombra pensa,&lt;br /&gt;qual suíte d’um que carro pérola de gaze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cisnes sedosos flores dos quais rosáceos, &lt;br /&gt;carentes meios plumas destes luminosos,&lt;br /&gt;afila infringem delas rosas de nevadas&lt;br /&gt;pétalas fontes são dos cercos do real...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é livre ?... Ó pasmo deserto volúpia&lt;br /&gt;qual batimento à morte fraca lama leal,&lt;br /&gt;usadas vias secretas de ecos de cristal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claros confusos moles rosas deste início, &lt;br /&gt;deste fremir, do grito de fatal diamante,&lt;br /&gt;falha d’um fio do dia de imenso mito puro.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Paul Valéry – Trad. Éric Ponty &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8788592938664700005?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8788592938664700005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8788592938664700005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8788592938664700005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8788592938664700005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/fadas-magra-lua-que-versa-sacra-da.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-9070621469443921507</id><published>2011-01-01T21:13:00.000-08:00</published><updated>2011-01-02T00:59:40.090-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nascente de Vênus - Paul Valéry - Trad. Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Nascente de Vênus&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Desta profunda mãe, que fria ainda fumante,&lt;br /&gt;ei-lo que entrada clara sustem tempestades, &lt;br /&gt;De que aereamente sol vomita para mar,&lt;br /&gt;Se alivio dos diamantes qual dessas tormentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riso se forma, em série sobre braços brancos&lt;br /&gt;Que chora ao oriente d’um ombro assassino,&lt;br /&gt;Da humilde Thétis qual pureza pedreira,&lt;br /&gt;E às traças fazem frisson sobre estes dos flancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os frios cascalhos, regam fogem trazem ágil,&lt;br /&gt;funda exaustão, rumor de sede, que lhe fácil&lt;br /&gt;Areia bebe os beijos seus saltos pueris;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das mais de mil visões perfídias destas vagas,&lt;br /&gt;São brando móvel céu&amp;nbsp; raios de perigos&lt;br /&gt;A água brilhante, e a dança infiel destas vagas.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Paul Valéry -  Trad. Eric Ponty &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-9070621469443921507?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/9070621469443921507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=9070621469443921507&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/9070621469443921507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/9070621469443921507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/nascente-de-venus-desta-profunda-mae.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-8861724251646433984</id><published>2011-01-01T13:11:00.000-08:00</published><updated>2011-01-02T15:27:16.984-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Helena - Paul Valéry – tradução Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Helena&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;Azul! É meu... Eu venho grutas desta morte&lt;br /&gt;Ouço onda foi rompida destes graus sonoros,&lt;br /&gt;Eu dou-me adeus galeras dessas auroras&lt;br /&gt;ressuscitar da sombra aos fios dos ramos douro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus solitários mais apelem monarcas,&lt;br /&gt;qual barba de sal sorri dedos destes puros;&lt;br /&gt;Eu choro. Das chantagens triunfos dos obscuros&lt;br /&gt;e os golfos fogem popas como destas barcas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu compreendo fundos coques e os clarins,&lt;br /&gt;dos militares ritmos roubo destes remos;&lt;br /&gt;Canto ramear do claro feito do tumulto, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os Deuses, qual das proas heroicos exaltam&lt;br /&gt;sorrirem velhos luz da escuma nos insulta,&lt;br /&gt;Tendentes versos fios do braço esculpir grados. &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Paul Valéry – tradução Eric Ponty&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-8861724251646433984?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/8861724251646433984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=8861724251646433984&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8861724251646433984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/8861724251646433984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2011/01/helena-azul-e-meu.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6724260.post-3730223044515613839</id><published>2010-12-30T23:07:00.000-08:00</published><updated>2011-04-15T01:16:23.271-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Dum soneto pronunciar da tarde longínqua  - Eric Ponty'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;b&gt;Dum soneto pronunciar da tarde longínqua &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;D&lt;/b&gt;e repente do nada entre plumas da tarde,&lt;br /&gt;vem-me chegando brio suave margem vertente,&lt;br /&gt;emboscada sutil de uns pássaros de fogo,&lt;br /&gt;às labaredas grãos soprados verve angústia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que do nada não sei suavidade entranhadas,&lt;br /&gt;à plumagem azul trespassada branca asa,&lt;br /&gt;a soma da criação margem entre fenestras,&lt;br /&gt;mas não, já mundo dá voltas em turbilhão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sinos tangem um quase um com sangue divo,&lt;br /&gt;geografias passam casta margem impassíveis,&lt;br /&gt;princípio desaba ave da estrela tão suave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu morto dentro já dentre mim margem alva,&lt;br /&gt;na sempre suprimida trombeta da queda,&lt;br /&gt;é torno da passagem é tempo contempla.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;b&gt;Eric Ponty&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6724260-3730223044515613839?l=ericponty.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ericponty.blogspot.com/feeds/3730223044515613839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=6724260&amp;postID=3730223044515613839&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3730223044515613839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6724260/posts/default/3730223044515613839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ericponty.blogspot.com/2010/12/blog-post.html' title=''/><author><name>Éric (Tirado Viegas) Ponty</name><uri>http://www.blogger.com/profile/06896456291221549961</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='31' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-Bh5jnX3thLg/Tdn9WyPwuCI/AAAAAAAAAfc/Id_Rrh_f1cM/s220/000.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
